MATO GROSSO
Gefron apreende 202 kg de cocaína em Porto Esperidião
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O Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron) apreendeu, na madrugada desta segunda-feira (27.06), no município de Porto Esperidião (326 km de Cuiabá), 202 quilos de substância análoga à pasta base de cocaína.
A ocorrência foi registrada por volta das 2h30 da manhã, no momento em que agentes de fronteira realizavam patrulhamento próximo à região do laranjal, e avistaram oito pessoas andando a pé transportando sacos semelhantes a cangas de drogas. Ao notarem a presença da equipe, os suspeitos jogaram os sacos ao solo e correram para dentro da mata.
Os policiais então começaram a buscar pelos foragidos, fazendo uma varredura no local, e encontraram um dos suspeitos. Em conversa, o mesmo admitiu que estava vindo da Bolívia e receberia R$ 200 por tablete transportado, que tinha como destino final a cidade de Porto Esperidião.
Ao verificar os oito sacos que estavam sendo carregados, foram encontrados 197 tabletes de substância análoga a pasta base de cocaína. As buscas continuaram para localizar os outros sete suspeitos, porém eles não foram mais vistos.
O suspeito e o material apreendido foram encaminhados à Delegacia Especial de Fronteira (Defron), em Cáceres. O prejuízo ao crime é avaliado em R$3,6 milhões.

(Com supervisão de Alecy Alves)
MATO GROSSO
MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.
Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



