MATO GROSSO
Governador apresenta potencialidades de MT para embaixador de Israel
MATO GROSSO
O governador Mauro Mendes recebeu o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, e apresentou o grande potencial de produção de Mato Grosso.
A reunião ocorreu nesta terça-feira (13.11), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.
O governador enfatizou a força de Mato Grosso como produtor de alimentos durante sua agenda.
“Mato Grosso, é um gigante produtor e exportador de alimentos, com potencial de aumentar ainda mais sua capacidade e contribuir com a produção mundial. O Estado, com mais de três milhões de habitantes em uma área de 904 mil km², destaca-se na produção de carne, soja, milho, algodão e gergelim. Além disso, Mato Grosso preserva mais de 60% de sua área, demonstrando um compromisso com a sustentabilidade”, declarou.
Mauro Mendes, ressaltando a importância de Israel como parceiro estratégico, destacou a abertura do Estado para o mercado internacional e a busca por novas parcerias comerciais.
“Somos um Estado com um potencial enorme para investimentos, principalmente nas áreas de biocombustíveis, armazenagem, indústrias e concessões de rodovias. Temos a menor taxa de desemprego do país e investimos fortemente na qualificação profissional, criando um ambiente propício para o desenvolvimento e a geração de empregos. O Estado já possui um relacionamento comercial duradouro com Israel, que pode ser expandido ainda mais com novas oportunidades de negócios”, afirmou.
Em 2023, Mato Grosso se destacou como o principal exportador brasileiro para Israel, impulsionado por produtos como soja, seus derivados, milho e carne bovina. Essa parceria crescente abre portas para novas oportunidades de colaboração em setores estratégicos em ambas as regiões.
O embaixador agradeceu a oportunidade de visitar Mato Grosso e demonstrou interesse em fortalecer os laços entre Israel e o Estado.
“Acreditamos que o comércio entre Israel e o Brasil tem um potencial enorme para crescer. O Brasil é um importante fornecedor de produtos como soja e carne para Israel, enquanto o Brasil importa fertilizantes de Israel. A diversificação do nosso comércio, incluindo áreas como tecnologia, inovação e turismo, trará ainda mais benefícios para ambas as nações”, enfatizou.
Daniel Zonshine também destacou o grande potencial turístico de Mato Grosso como atrativo para os israelenses.
“O Estado de Mato Grosso possui um grande potencial para receber visitantes israelenses, e as iniciativas de encontros entre comunidades, empresas e demais áreas de interesse são um passo fundamental para fortalecer ainda mais a nossa relação”, completou.
Também estiveram presentes no encontro o Assessor de Agronegócios e Água da Embaixada de Israel no Brasil, Ari Fischer, e a Assessora da Unidade de Assuntos Internacionais da Casa Civil, Bruna Moraes de Aquino.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Quando um filho chama
Há um instante pequeno, quase invisível, em que a paternidade se revela: um filho chama, e o pai decide se continua o que estava fazendo ou olha para ele e o escuta. É uma cena comum, dessas que os adultos deixam passar. A criança pode guardá-la por muito tempo.
No Dia dos Pais, é natural celebrar afeto, cuidado e dedicação. A data também deixa uma pergunta incômoda: quando nossos filhos pensarem em nós anos depois, do que se lembrarão? Talvez esqueçam o que lhes demos. Dificilmente esquecerão como se sentiram ao nosso lado.
Quem trabalha na Justiça conhece as consequências de vínculos que se romperam ou nunca chegaram a se formar. Processos de reconhecimento de paternidade, pensão alimentícia e convivência familiar trazem histórias marcadas por espera, conflito e ausência. A lei pode reconhecer o vínculo, exigir sustento e proteger direitos. Nenhuma decisão judicial, porém, consegue fazer um pai parar e ouvir o filho com interesse.
Nos processos de família, os autos registram as versões dos adultos, mas a infância continua enquanto o caso é analisado. A rapidez importa. O tempo de uma criança não espera o andamento do processo. Um ano de demora pode atravessar uma etapa inteira de sua formação e transformar distância em costume.
Nenhum pai sabe tudo, embora muitos sintam que deveriam ter respostas para tudo. O filho precisa se aproximar sem achar que está incomodando quando o pai trabalha, usa o telefone ou está cansado. É preciso ouvi-lo antes de responder, perceber quando o silêncio esconde alguma coisa e reconhecer os próprios erros. Uma tarde comum pode ficar na memória por décadas porque o pai interrompeu o que fazia e permaneceu ali.
Muitos homens receberam pouco dos próprios pais e acabam repetindo a única forma de convivência que conheceram: disciplina sem ternura e afastamento. Esse passado ajuda a explicar a dificuldade, mas não precisa determinar o próximo gesto. Um pai pode pedir perdão, aproximar-se sem discurso e aprender, mesmo tarde, a demonstrar afeto.
Nenhum filho convive com um pai perfeito. Convive com um homem que trabalha, se cansa, erra e às vezes chega tarde à conversa necessária. Um pai pode morar longe e continuar presente. Há homens que não geraram uma criança, mas assumiram seu cuidado. Ao reconhecer a falha, o pai pode reconstruir a relação. A indiferença repetida ensina o filho a não esperar.
Toda criança tem direito a sustento, proteção e convivência. Há uma necessidade que nenhum processo consegue medir: saber que sua existência importa para alguém. Quando encontra essa certeza no pai, o filho ganha segurança para enfrentar a vida e tem condições de não repetir com os próprios filhos as ausências com que cresceu.
Muitos filhos esquecerão o presente dado ao pai neste domingo. Anos depois, uma conversa na cozinha ou a tarde em que o pai percebeu que havia algo errado poderá voltar à memória com nitidez inesperada. Ninguém planeja essas lembranças. Elas surgem enquanto a vida comum acontece: o telefone deixado sobre a mesa e uma conversa sem pressa.



