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Governo certifica que trabalhos iniciais para melhorias na MT-130 foram concluídos

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O Governo de Mato Grosso verificou que a Concessionária Rota dos Grãos concluiu os trabalhos iniciais de melhoria das condições de segurança e de tráfego previstos no Plano de Exploração Rodoviária (PER) da MT-130, entre Primavera do Leste e Paranatinga.

Uma vistoria foi realizada na última quarta-feira (05.10) com a participação da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT) e o Consórcio Evvia Engefoto Viana, que é o Verificador Independente da concessão.

Os trabalhos iniciais incluem a correção de desníveis na pista, reparos superficiais e profundos, acabando com as panelas e outros defeitos que oferecem maiores riscos aos usuários, assim como fresagem e recomposição nos trechos mais desgastados.

Reparos nos trechos mais danificados do acostamento, melhoria na sinalização, drenagem, limpeza das margens e intervenções para garantir maior segurança para os pedestres também estão entre os trabalhos iniciais concluídos. 

O Plano de Exploração Rodoviária está disponível no site da Sinfra-MT, e mostra o que será feito na rodovia nos próximos anos, incluindo a implantação de rotatórias, terceiras faixas em trechos de subidas, entre outras ações. No total, o investimento previsto para a rodovia nos próximos 30 anos é de R$ 371 milhões.

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A equipe de vistoria saiu de Primavera do Leste, parando ao longo do caminho para verificar o asfalto, as praças de pedágio e postos de pesagem. Não foi relatado nenhum impedimento ao trabalho dos servidores e as melhorias foram constatadas visualmente.

Na quinta-feira (06), durante reunião em Primavera do Leste, os participantes da vistoria verificaram que todos os indicadores apontados no PER foram atendidos. O próximo passo será a realização de uma sessão regulatória por parte da Ager-MT, com o início da cobrança de pedágio esperada para começar no dia 12 de outubro.

A concessionária Rota dos Grãos explicou que emprega cerca de 120 pessoas de forma direta e outros 300 de maneira indireta. Ao longo do primeiro ano de concessão, foram recolhidos mais de R$ 1 milhão em Imposto Sobre Serviços (ISS), um dos principais tributos municipais. Com o início da arrecadação, a expectativa é que esse valor supere R$ 2 milhões.

Antes e depois da rodovia

Fonte: GOV MT

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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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