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Governo de Mato Grosso participa de evento nacional sobre financiamento para ciência, tecnologia e inovação

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT), esteve presente no primeiro encontro “Finep Pelo Brasil”, realizado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). No evento, que ocorreu no Rio de Janeiro, foram apresentadas as novas chamadas de financiamento à inovação para empresas e ICTs.

Após a rodada de apresentação, o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Allan Kardec, destacou que, em março, Mato Grosso receberá uma edição própria do evento.

“Estamos presente aqui no lançamento do Finep pelo Brasil, e nossa participação leva para Mato Grosso esse importante e completo projeto de investimento de R$ 3 bilhões, a serem distribuídos para startups e ICTs. Aproveitamos para fechar uma agenda estratégica do Finep pelo Brasil no nosso estado, que acontecerá em março, próximo da inauguração do Parque Tecnológico Mato Grosso”, afirmou o secretário.

O evento ocorre após o MCTI e a Finep lançarem a segunda rodada de seleção pública de ações para o Programa Mais Inovação, que somam R$ 3,3 bilhões de investimento. Neste montante, a Finep publicou editais específicos focados em desafios tecnológicos e desenvolvimento por localidade, como o “Subvenção Regional”, exclusivo para projetos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

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“Estamos empolgados com esse direcionamento maior para o centro-oeste, pensando especialmente Mato Grosso, que está avançado em relação às soluções inovadoras. Agora o nosso papel é mobilizar instituições, pesquisadores, startups e o setor produtivo para que Mato Grosso aproveite ao máximo esses recursos, transformando investimento em desenvolvimento e competitividade”, completou o secretário Allan Kardec.

Fonte: Governo MT – MT

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Procuradora destaca proteção às mulheres indígenas em oficina

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A coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, participou nesta terça-feira (8) da Oficina de Formação das Conselheiras da FEPOIMT Mulher, realizada dentro da programação de formação continuada promovida pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT).
Durante o encontro, a procuradora de Justiça do MPMT abordou o tema “Políticas Públicas para Mulheres” e apresentou a proposta de parceria institucional para a segunda etapa da formação.
A iniciativa reúne representantes indígenas de diferentes regiões do estado com o objetivo de fortalecer a atuação das conselheiras em seus territórios, ampliando o conhecimento sobre direitos, acesso à Justiça, enfrentamento à violência e participação nos espaços de decisão. A FEPOIMT possui abrangência em sete regionais, representando mais de 46 povos indígenas e cerca de 86 terras indígenas em Mato Grosso.
Ao abrir sua palestra, a procuradora destacou a importância da construção coletiva de uma rede de proteção efetiva para as mulheres indígenas. “Quando falamos em rede, podemos imaginar uma rede tecida por muitos fios. Um fio sozinho pode se romper. Mas, quando vários fios se encontram e se fortalecem, eles conseguem acolher, sustentar e proteger”, afirmou.
Durante a exposição, a procuradora reforçou que a Lei Maria da Penha protege todas as mulheres, incluindo integralmente as mulheres indígenas, e ressaltou que o respeito às tradições e à diversidade cultural não pode ser utilizado para justificar qualquer forma de violência.
“A cultura merece respeito. Os povos indígenas têm o direito de preservar seus modos de vida, suas línguas, suas tradições e suas formas próprias de organização. Mas nenhuma tradição pode ser utilizada para justificar agressões, ameaças, estupros, humilhações, controle, perseguições ou qualquer outra forma de violência contra a mulher”, enfatizou.
A representante do Ministério Público também explicou que o atendimento às mulheres indígenas deve considerar suas especificidades culturais, linguísticas e territoriais, garantindo acolhimento adequado e acesso efetivo aos serviços públicos de proteção.
Segundo Elisamara Sigles, o fortalecimento da rede passa pela atuação integrada de instituições públicas e organizações indígenas. “A rede de proteção não deve chegar à comunidade para falar pela mulher indígena. Ela deve chegar para escutá-la, compreender sua realidade e caminhar ao seu lado”, destacou.
A oficina integra a proposta da FEPOIMT Mulher de criar um processo permanente de formação das conselheiras indígenas, inspirado na experiência de formação de defensores de territórios e adaptado à realidade das mulheres indígenas mato-grossenses. Entre os temas discutidos estão direitos dos povos indígenas, defesa dos territórios, acesso à Justiça, identificação e encaminhamento de violações de direitos, enfrentamento às violências e fortalecimento das organizações indígenas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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