MATO GROSSO
Governo de MT já repassou R$ 6,9 bilhões às prefeituras: “Estado e municípios devem caminhar juntos”, afirma vice-governador
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O vice-governador Otaviano Pivetta destacou que o Governo de Mato Grosso já repassou R$ 6,96 bilhões extras às prefeituras entre 2019 e 2024. Os recursos foram disponibilizados por meio de convênios com os municípios, para obras de infraestrutura, saúde, educação, cultura e esporte.
“Nunca o Estado investiu tanto. Acreditamos que Estado e municípios devem caminhar juntos para melhor atender a população”, afirmou Pivetta, durante a abertura do Encontro Sebrae de Prefeitos, nesta segunda-feira (11.8), em Chapada dos Guimarães.
O evento reuniu 61 prefeitos e diversas lideranças estaduais para discutir temas como gestão pública, inovação, sustentabilidade e transformação digital.
“Eu fui prefeito, assim como o governador Mauro Mendes, e sabemos o quanto a gestão municipal é desafiadora. Um encontro como esse é fundamental para trocar experiências e fortalecer a relação com o Estado”, completou Otaviano Pivetta.
Ele também defendeu a modernização como pilar de uma gestão eficiente. “Os municípios precisam investir em digitalização, controle e qualidade administrativa. A gente precisa melhorar sempre”.
Esse avanço tem ganhado reconhecimento nacional. Recentemente, Mato Grosso conquistou o segundo lugar no ranking de inovação na oferta de serviços públicos digitais, divulgado durante o Secop 2025, em Brasília. No Índice de Oferta de Serviços Públicos Digitais (IOSPD), o Estado subiu para a quinta colocação geral e, pela primeira vez, alcançou o conceito “ótimo” — meta que só era esperada para 2027.
Hoje, serviços como rematrícula escolar, emissão de certidões, transferência de veículos, CNH digital e registro de ocorrências policiais estão disponíveis online, no Portal de Serviços do Governo de Mato Grosso.
Também participaram da abertura o presidente da AMM, Léo Bortolin; o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia; o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda; a deputada estadual Janaina Riva; a diretora-superintendente do Sebrae MT, Lélia Brun; o diretor técnico André Schelini; o diretor financeiro Roberto Dahmer; o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae MT, Jonas Alves; o gerente de Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional, Jacobias Rosendo Júnior; e o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel.
O encontro segue até quarta-feira (13.8), com debates sobre Estado Digital, boas práticas administrativas e caminhos para tornar os municípios mais modernos, sustentáveis e eficientes.
Fonte: Governo MT – MT
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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT



