MATO GROSSO
Governo de MT pagou R$ 215 milhões para profissionais da educação que atingiram meta
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O Governo de Mato Grosso pagou a Gratificação Anual por Eficiência e Resultado (GR) para mais de 36 mil profissionais da educação da Rede Estadual no final de 2025. Os profissionais receberam entre 14º e 15º salários base, por atingirem metas e resultados.
Conforme balanço da Secretaria de Estado de Educação, 18.766 professores e técnicos receberam até um 14º salário base, o que equivale a 52% do total de profissionais contemplados com a gratificação. Já 17.242 servidores da educação atingiram as metas e receberam até também o 15º salário, representando 48% do total.
“A gratificação vem se consolidando como uma política de valorização profissional e uma alavanca estratégica para elevar os índices educacionais em Mato Grosso. Esse impacto ocorre por meio do incentivo direto ao desenvolvimento profissional dos professores, com o objetivo de aprimorar as práticas pedagógicas. Para fortalecer esse processo, gestores e servidores administrativos da carreira da educação também são avaliados, assegurando a eficiência operacional de toda a unidade escolar”, destacou a secretária adjunta de Gestão de Pessoas da Seduc, Lucimeire Cassiano.
Em 2025, o investimento do Governo de Mato Grosso na Gratificação por Resultado foi de mais de R$ 215,4 milhões. O pagamento contemplou todos os servidores da área e foi efetuado junto com o salário referente ao mês de dezembro.
Como funciona a Gratificação por Resultado?
É um incentivo financeiro criado em 2023 e pago com foco na valorização do desempenho dos servidores da educação e na melhoria dos indicadores educacionais, a partir de metas administrativas e pedagógicas.
As metas administrativas avaliam aspectos como gestão escolar, conservação da infraestrutura, limpeza, alimentação e organização dos processos internos. Essa avaliação é realizada por agentes externos, com critérios objetivos e padronizados, podendo alcançar até 1.000 pontos por unidade escolar.
Já as metas de aprendizagem são medidas pelo Índice de Desempenho Educacional (IDE), calculado a partir dos resultados dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática no Avalia MT, considerando também a taxa de frequência do aluno. O índice varia de 0 a 10 e serve de base para o cálculo da gratificação de professores e demais servidores das escolas.
A gratificação é um benefício adicional e não faz parte da remuneração salarial. Para conseguir o valor integral de um 14º e um 15º salários, o profissional precisa atender às metas individuais e às da unidade escolar em que atua. Caso contrário, recebe o equivalente ao que alcançou da meta.
Extra da gratificação
Em agosto de 2025, o governador Mauro Mendes anunciou um extra da Gratificação por Resultado para professores das disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa, além dos coordenadores de ensino ligados às turmas do 2º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio que participam das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), do Governo Federal, que avalia a educação do país pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Os professores das duas disciplinas podem receber um 16º e um 17º salários, a depender dos resultados obtidos no Saeb. Já os coordenadores receberam até um 15º e um 16º salários, pela média de desempenho dos professores.
O objetivo é incentivar esses profissionais da educação a buscar melhor desempenho no Saeb e reconhecê-los pelo avanço. Os resultados do Saeb estão previstos para sair no segundo semestre. O pagamento de 16º e 17º salários será efetuado assim que os resultados forem divulgados.
No Ideb 2023, Mato Grosso saiu da 22ª posição no ranking entre os estados brasileiros e passou para o oitavo lugar. A meta do governo é estar entre as cinco melhores educações do país.
Fonte: Governo MT – MT
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Estatuto da Criança e do Adolescente completa 36 anos e magistrados destacam importância da lei
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 36 anos de vigência no Brasil. Sancionado em 13 de julho de 1990, por meio da Lei nº 8.069, ele apresenta à sociedade o ideal de proteção integral a essa parcela da população.
Mesmo sendo alvo de debates e críticas desde sua criação, quem trabalha na aplicação da lei defende que ela veio para proteger os direitos fundamentais daqueles que estão nessa fase de desenvolvimento.
“Aqueles que acabam criticando o ECA não trabalham no dia a dia da infância e juventude. Se a gente pode apontar mazelas, elas não podem ser atribuídas à lei, mas à execução dela. Nós ainda precisamos estruturar os CREAS, os CRAS, os agentes da infância e juventude, os conselhos tutelares, enfim, essa rede de apoio que poderia obter melhores resultados. Porém, a lei em si é muito precisa e trouxe avanços significativos”, afirma o juiz titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Abreu.
Juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), Anna Paula Gomes de Freitas destaca que “o ECA não foi criado para proteger quem pratica atos infracionais, mas para garantir o desenvolvimento integral de todas as crianças e adolescentes, reconhecendo-os como sujeitos de direitos e pessoas em condição peculiar de desenvolvimento”.
A magistrada defende que, ao mesmo tempo em que assegura direitos fundamentais, o Estatuto também prevê medidas de responsabilização para adolescentes autores de atos infracionais, com enfoque socioeducativo. “Garantir direitos não significa impunidade; significa investir em uma sociedade mais justa, segura e com mais oportunidades”.
Para o juiz responsável pela Coordenadoria da Infância Juventude (CIJ) do TJMT, Túlio Duailibi Alves de Souza, mesmo após décadas de sua vigência, o ECA ainda carece de compreensão por grande parte da população brasileira.
“Essa compreensão passa, necessariamente, pelo entendimento de que é preciso respeitar a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento e, em razão disso, garantir o real alcance das políticas públicas formuladas para assegurar o princípio da proteção integral, estabelecido na Constituição Federal”, afirma o juiz, complementando que para concretizar esse princípio constitucional é preciso respeitar também o princípio da prioridade absoluta dessa parcela da população.
Vanguarda para o mundo
Ao classificar o ECA como um marco para a proteção de crianças e adolescentes no Brasil, o juiz Tiago Abreu ressalta que poucos países possuem uma legislação voltada especificamente para a proteção de crianças e adolescentes. “Pouquíssimos países no mundo têm uma legislação tão específica e tão detalhada como é o ECA”, afirma.
A juíza Anna Paula Gomes de Freitas enfatiza que essa escolha feita pelo Estado brasileiro está alicerçada na Constituição Federal de 1988 e classifica a Lei nº 8.069/1990 como “um importante avanço civilizatório” ao reconhecer que crianças e adolescentes possuem necessidades próprias e merecem proteção integral e prioridade absoluta. “Em comparação com diversos países, o Brasil possui um marco legal amplo e sistematizado, que fortalece as políticas públicas e orienta a atuação integrada da rede de proteção. Ao Judiciário cabe aplicar essa legislação, assegurando que esses direitos sejam efetivamente concretizados”, assevera.
Atuação do Judiciário de Mato Grosso
Ao apontar a responsabilidade do Poder Judiciário em aplicar a lei, a juíza Anna Paula Gomes de Freitas elenca diversas ações executadas pela Justiça mato-grossense, como o aperfeiçoamento dos fluxos de tramitação dos processos envolvendo crianças e adolescentes, o incentivo ao cumprimento das metas nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o fortalecimento das audiências concentradas para reavaliação da situação de crianças acolhidas institucionalmente e o acompanhamento permanente dos processos de adoção e acolhimento familiar.
A juíza auxiliar da CGJ destaca ainda a atuação integrada com os demais órgãos da rede de proteção, buscando reduzir a revitimização, conferir maior efetividade às decisões judiciais e garantir respostas mais rápidas às situações de vulnerabilidade, além do investimento contínuo na capacitação de magistrados e servidores, na padronização de procedimentos e na utilização de ferramentas tecnológicas para qualificar a prestação jurisdicional e ampliar a proteção de crianças e adolescentes.
“A Justiça de Mato Grosso tem desenvolvido um trabalho consistente de fortalecimento da política judiciária voltada à infância e juventude, especialmente por meio da atuação das unidades de Primeiro Grau. Embora os desafios permaneçam, observa-se um avanço significativo na construção de uma atuação cada vez mais humanizada, eficiente e comprometida com a efetivação dos direitos previstos no Estatuto”, comenta a juíza Anna Paula.
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Autor: Celly Silva
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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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