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Governo de MT promove avanços em diversas áreas de Querência com investimento de R$ 198,5 milhões

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O Governo de Mato Grosso promove avanços em Querência, com investimentos de R$ 198,5 milhões. O montante está sendo aplicado em infraestrutura, educação, assistência social, saúde, esporte, cultura e lazer, e outros investimentos estratégicos para melhorar a qualidade de vida da população em diversas áreas.

Infraestrutura

Na área de infraestrutura, o investimento é de R$ 157 milhões. Entre as principais obras estão o asfaltamento de 53,6 km da MT-109/110, com a destinação de R$ 54 milhões; o asfaltamento de 41,20 km da MT-243, no trecho do Rio Tanguro, no valor de R$ 38,8 milhões e a construção de duas pontes de concreto no Rio Daro I, nas MT-243 e 109, com investimento de R$ 5,4 milhões.

Outra obra importante que melhorou o trânsito no município é a do asfaltamento do trecho que liga a MT-243 a 109, onde foram aplicados R$ 5,5 milhões.

Educação

Na educação, o investimento totaliza R$ 20,4 milhões, com a construção do prédio da Escola Estadual 20 de Março, no valor de R$ 8,7 milhões; a entrega de aparelhos de ar-condicionado e de chromebooks com carrinhos de recarga para as escolas estaduais.

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Assistência social

Para assistência social, foram destinados R$ 11,8 milhões, incluindo a compra de material para construção para 50 casas destinadas às famílias em situação de vulnerabilidade, com R$ 4,8 milhões, e subsídio para a construção de 224 casas pelo programa SER Família Habitação, no valor de R$ 3,3 milhões.

Saúde

Na saúde, o Governo investiu R$ 4,6 milhões, sendo R$ 4 milhões para a construção do Hospital Municipal de Querência, e R$ 600 mil para compra de ambulâncias.

Esporte, cultura e lazer

O setor de esporte, cultura e lazer recebeu um investimento de R$ 3,1 milhões, contemplando o fomento a atividades culturais no município e apoio aos povos indígenas do Xingu e realização da cerimônia Kuarup.

Agricultura familiar e fomento ao crédito

Outros investimentos somam R$ 1,4 milhão, incluindo a distribuição de 60 caixas de apicultura e concessão de 2 mil toneladas de calcário para o Médio Araguaia, além da liberação de crédito para empresários pela Desenvolve MT, com R$ 326,4 mil.

Fonte: Governo MT – MT

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Recurso do MPMT garante condenação por estupro de vulnerável

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A 1ª Promotoria de Justiça de Alto Araguaia (a 415 km de Cuiabá) obteve decisão favorável em recurso de apelação criminal julgado pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Por unanimidade, os desembargadores reformaram a sentença de primeiro grau e condenaram um homem pelo crime de estupro de vulnerável, com incidência da causa de aumento pelo fato de o autor do crime possuir uma relação de parentesco, cuidado, confiança ou autoridade sobre a vítima. A pena foi fixada em 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado.Conforme apurado durante as investigações, o crime ocorreu em dezembro de 2023 e consistiu na prática de ato libidinoso contra uma criança de 4 anos. O condenado exercia a função de avô adotivo e cuidador da vítima.A denúncia veio à tona após a criança relatar espontaneamente os abusos à mãe. Em seguida, o caso foi comunicado ao Conselho Tutelar e às autoridades policiais. Durante acompanhamento psicológico, a vítima voltou a mencionar os fatos e os representou graficamente em atividade lúdica conduzida por profissional especializado.Em primeira instância, o réu foi absolvido por insuficiência de provas. A decisão considerou, principalmente, a ausência de confirmação dos fatos pela criança durante o depoimento especial judicial, a retratação da mãe, que afirmou ter inventado a acusação em razão de disputa pela guarda da filha, e a hipótese de falsa memória infantil.Ao analisar o recurso apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o TJMT concluiu que a retratação da genitora ocorreu em contexto de pressão familiar e dependência econômica em relação ao núcleo familiar do acusado. Segundo o acórdão, a própria mãe admitiu ter coagido fisicamente a criança para que alterasse sua versão, circunstância interpretada pelo Tribunal como pressão física e psicológica exercida sobre a vítima.Os desembargadores também destacaram que o silêncio da criança durante o depoimento especial não afasta a ocorrência do crime. Para a Justiça, fatores como o tempo transcorrido entre os fatos e a oitiva, o ambiente formal do procedimento e as dinâmicas familiares de silenciamento devem ser considerados na análise do conjunto probatório.O acórdão ainda ressaltou que a inexistência de vestígios físicos não é suficiente para descaracterizar o delito, especialmente nos casos envolvendo atos libidinosos diversos da conjunção carnal, que nem sempre deixam marcas aparentes.Com fundamento no Enunciado Orientativo nº 10 do TJMT e em precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a decisão reafirmou que, nos crimes contra a dignidade sexual, a palavra da vítima possui especial relevância probatória quando corroborada por outros elementos de prova, como laudos psicológicos e depoimentos técnicos.Na fixação da pena, foi considerada negativamente a culpabilidade do réu em razão da pouca idade da vítima. O Tribunal também reconheceu a atenuante da senilidade do condenado, mantendo, contudo, a pena intermediária no mínimo legal, conforme entendimento consolidado na Súmula 231 do STJ. Na fase final da dosimetria, foi aplicada a causa de aumento de pena prevista no artigo 226, inciso II, do Código Penal, em razão da condição de ascendente por afinidade e da autoridade exercida pelo réu no ambiente familiar.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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