MATO GROSSO
Governo finaliza recuperação de duas rodovias em Itiquira
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso finalizou as obras de restauração de duas rodovias estaduais no município de Itiquira. Com um investimento de R$ 84 milhões realizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), foram recuperados 131 quilômetros da MT-370 e da MT-299.
A MT-370 é a rodovia que dá acesso à sede do município, com ligação a partir do local conhecido como Mineirinho, na BR-163. O investimento para recuperar os 69,34 km da rodovia foi de R$ 48 milhões. Com isso, a população de Itiquira ganha mais segurança para se deslocar.
Já a MT-299 é a estrada que liga ao Terminal Intermodal de Itiquira, a partir do distrito de Ouro Branco do Sul, também na BR-163. Foram restaurados 61,6 km da rodovia, com um investimento total de R$ 36,1 milhões. As obras garantem melhores condições para o tráfego na rodovia, que tem um trânsito pesado de caminhões.
As duas estradas foram revestidas com Concreto Betuminoso Usinado à Quente (CBUQ), tipo de asfalto que tem uma maior durabilidade. Também foram realizados serviços de conservação, como limpeza de bueiros e melhorias na drenagem. As rodovias ainda ganharam nova sinalização.![]()
As obras fazem parte do investimento do Governo do Estado nas rodovias estaduais. Entre 2019 e 2022 foram recuperados 2.141,02 km de rodovias.
“São ações que garantem o direito de ir e vir da população, uma vez que o transporte rodoviário é o principal meio de locomoção de todos, seja dos estudantes, de pessoas que precisam de serviços de saúde, produtores ou comerciantes”, ressalta o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Pandemia não afasta multa por inadimplência em compra de imóvel
Resumo:
- Compradora que pagou apenas parte de um lote em Cáceres teve o contrato rescindido e perdeu a posse do imóvel por inadimplência.
- A multa de 10% foi mantida e a alegação de pandemia como justificativa para o atraso foi rejeitada.
Uma compradora que deixou de pagar a maior parte das parcelas de um contrato de compra e venda de imóvel em Cáceres teve mantida a rescisão do negócio, a reintegração de posse ao vendedor e a condenação ao pagamento de multa de 10% sobre o valor do contrato. Ela alegava que o inadimplemento ocorreu por causa da pandemia da Covid-19 e de dificuldades pessoais, além de pleitear indenização por benfeitorias.
A decisão é da Terceira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, sob relatoria da desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves, que negou por unanimidade o recurso da compradora e manteve integralmente a sentença.
No processo, ficou comprovado que o contrato previa o pagamento de R$ 27 mil em 36 parcelas, mas apenas cinco foram quitadas. Diante do inadimplemento, o vendedor ajuizou ação de rescisão contratual com pedido de reintegração de posse e cobrança da cláusula penal.
Em recurso, a compradora sustentou cerceamento de defesa, afirmando que o juízo de origem indeferiu a produção de prova pericial e testemunhal para demonstrar a realização de benfeitorias, como construção de muro e aterro no terreno. Alegou ainda que a pandemia configuraria hipótese de força maior, capaz de afastar a multa contratual ou, ao menos, justificar sua redução.
Ao analisar a preliminar, a relatora destacou que o juiz é o destinatário da prova e pode indeferir diligências consideradas desnecessárias, conforme os artigos 355, inciso I, e 370 do Código de Processo Civil. Para o colegiado, o conjunto documental era suficiente para o julgamento antecipado, não havendo demonstração de prejuízo à defesa.
Quanto às benfeitorias, a decisão ressaltou que não foi apresentado qualquer documento que comprovasse as obras alegadas, como notas fiscais, recibos ou fotografias. Além disso, o auto de reintegração de posse lavrado por oficial de justiça atestou que o terreno estava sem qualquer construção, documento que goza de presunção de veracidade.
No mérito, a Câmara afastou a aplicação da teoria da imprevisão. O entendimento foi de que a pandemia da Covid-19 não configura fato imprevisível quando o contrato foi celebrado em abril de 2021, período em que seus efeitos já eram amplamente conhecidos. Também não houve prova de onerosidade excessiva que justificasse a revisão do pacto.
Com base no artigo 475 do Código Civil, o colegiado concluiu que o inadimplemento confesso autoriza a resolução do contrato, com retorno das partes ao estado anterior. A reintegração de posse foi considerada consequência lógica da rescisão.
A multa contratual fixada em 10% sobre o valor do contrato foi mantida por ser considerada proporcional e compatível com a Lei nº 13.786/2018, que admite retenção nesse percentual. A corte também afastou pedido de redução com base no artigo 413 do Código Civil, ao entender que o descumprimento foi substancial, já que apenas cinco das 36 parcelas foram pagas.
Para evitar enriquecimento sem causa, foi autorizada a compensação entre os valores pagos pela compradora e os débitos decorrentes da multa e do IPTU incidente durante o período em que esteve na posse do imóvel.
Autor: Flávia Borges
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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