MATO GROSSO
Governo investe R$ 79 milhões e inaugura maior ponte entre Cuiabá e Várzea Grande
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso inaugurou nesta sexta-feira (25.4) a maior ponte de concreto sobre o Rio Cuiabá, interligando a capital com Várzea Grande. A nova estrutura tem 392 metros de extensão e permite o acesso entre os bairros Parque do Lago, em Várzea Grande, e Parque Atalaia, em Cuiabá, e recebeu um investimento de R$ 79,2 milhões, em recursos próprios.
O governador Mauro Mendes destacou as melhorias que a obra vai trazer para a mobilidade urbana da região metropolitana. “É uma nova ligação. As milhares de pessoas que vão passar por essa ponte, vão desafogar a Avenida Beira Rio e a ponte Sérgio Motta, ou seja, vai trazer mais qualidade de vida para os moradores de Cuiabá e Várzea Grande”.
Além da ponte de concreto, o investimento do Estado compreende a implantação de 3,29 quilômetros para os acessos da ponte, entre o fim da Avenida P, no Parque Atalaia e o início da Avenida São Gonçalo, no Parque do Lago, além de toda a iluminação em LED deste trecho.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, destacou que toda a obra contratada pelo Governo foi completamente finalizada. No entanto, dois trechos próximos, um de cada lado da ponte, estão passando por correções no sistema de esgoto, responsabilidade de cada município.
“Essa é uma obra que foi licitada lá em 2013, e que a Sinfra, por determinação do governador Mauro Mendes, teve a missão de concluir. Foi uma obra iniciada em gestões passadas sem ter um projeto de acesso. Resolvemos todas essas questões para entregar essa ponte, que vai beneficiar mais de 100 mil pessoas que moram na região”, afirmou.
Esta é a sexta ponte a ligar Cuiabá e Várzea Grande, sendo a maior delas, com 392 metros. As outras são a Ponte Júlio Müller, com 224 metros, a Ponte Nova, com 140 metros, a ponte Mario Andreazza com 227 metros, a ponte Juscelino Kubitschek, na Rodovia dos Imigrantes, com 300 metros e a Ponte Sérgio Motta, com 327 metros.
A ponte recebeu o nome de Sarita Baracat, em homenagem à ex-prefeita de Várzea Grande, primeira mulher a ocupar uma prefeitura em Mato Grosso, em 1966.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, afirmou que a ponte representa a união das duas cidades, junto com o Governo do Estado, para o desenvolvimento de toda a região metropolitana. “Sem dúvida o cidadão várzea-grandense, que demora no trânsito indo para o trabalho ou voltando para casa vai agradecer muito”.
Já o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, disse que é importante ver a realização de um serviço e a conclusão de uma obra que ficou muito tempo parada. “Essa parceria com o Estado traz muitos frutos para nossa cidade”, afirmou.
O senador Jayme Campos destacou a superação de obstáculos para conclusão da obra e que, com o crescimento da população nas duas cidades, é preciso ter uma visão futurista para realizar obras como essas. Já o deputado estadual Júlio Campos contextualizou a história das pontes entre Cuiabá e Várzea Grande e lembrou os investimentos feitos pelo Estado no município.
O deputado estadual Fabio Tardin lembrou que muitas pessoas já não acreditavam que a obra seria entregue, mas que a sua conclusão mostra o compromisso do Governo de Mato Grosso.
Também estiveram presentes os deputados estaduais Elizeu Nascimento, Eduardo Botelho, Hugo Garcia e Paulo Araújo, os secretários de Estado chefe da Casa Civil, Fábio Garcia; de Segurança Pública, coronel PM César Roveri; de Desenvolvimento Econômico, César Miranda; de Comunicação, Laice Souza; de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec; e o presidente da Ager, Luis Nespolo, além de vereadores dos dois municípios.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Justiça recebe denúncia contra marido por feminicídio de empresária
A Justiça recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) contra Jackson Pinto da Silva, acusado da prática dos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime, em Cuiabá. A peça acusatória foi apresentada pelo promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, da 27ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, no âmbito de processo que tramita na 14ª Vara Criminal de Cuiabá.Conforme a denúncia, o crime ocorreu na manhã do dia 4 de maio de 2026, no interior da residência do casal, no bairro Parque Cuiabá, quando o denunciado teria matado a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, mediante asfixia mecânica. Segundo apurado, a vítima foi surpreendida enquanto dormia, o que impossibilitou qualquer reação defensiva, caracterizando circunstâncias qualificadoras do homicídio.As investigações apontam que o delito ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, além de envolver menosprezo e discriminação à condição de mulher, configurando feminicídio. A denúncia também descreve que o crime teria sido motivado por interesses patrimoniais, uma vez que, antes e após o homicídio, o acusado teria adotado medidas para obter controle financeiro sobre bens e valores da vítima, incluindo movimentações bancárias em benefício próprio.De acordo com o promotor de Justiça, após o feminicídio, o denunciado transportou o corpo até outro imóvel da vítima e, com o auxílio de maquinário previamente contratado sob o pretexto de construção, enterrou o cadáver, caracterizando o crime de ocultação. Em seguida, ainda segundo a acusação, buscou dificultar a apuração dos fatos ao retirar equipamentos de armazenamento de imagens da residência e simular o desaparecimento da vítima. A denúncia relata também que o acusado utilizou o celular da própria vítima para enviar mensagens a familiares, simulando um sequestro e exigindo pagamento de resgate, além de ter comparecido à delegacia para registrar ocorrência falsa. A versão apresentada, entretanto, foi contradita por elementos probatórios reunidos durante a investigação, levando à descoberta da dinâmica criminosa e à localização do corpo.Na peça acusatória, o promotor de Justiça requer o prosseguimento da ação penal até o julgamento pelo Tribunal do Júri, além da fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados aos familiares da vítima.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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