MATO GROSSO
Inscrições para premiação nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação encerram neste domingo (06)
MATO GROSSO
O prazo de inscrições de trabalhos para a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Mato Grosso (SNCT-MT) foi prorrogado e encerrará às 23h59 deste domingo (06.10). Os autores de projetos selecionados irão concorrer a até R$ 190 mil em premiação através de pesquisas nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.
As inscrições são gratuitas e, de acordo com o cronograma inicial, deveriam se encerrar nesta sexta-feira (04.10). Com a mudança, os interessados terão mais dois dias para garantir participação.
A premiação para os projetos vencedores é um investimento viabilizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapemat). Os prêmios em dinheiro variam de R$ 3 mil a R$ 18 mil, totalizando R$ 190 mil.
Nesta edição da Semana de Ciência e Tecnologia, os trabalhos apresentados devem estar relacionados com o tema “Biomas do Brasil: Diversidade, Saberes e Tecnologias Sociais”. A premiação será dividida nas seguintes categorias: Graduação, Mestrado, Doutorado, Projeto de Pesquisa, Projeto de Inovação e Projeto de Extensão Tecnológica.
Uma comissão composta por técnicos da Fapemat, Seciteci e especialistas da comunidade científica escolherá as três melhores propostas de cada categoria.
A 21ª edição da SNCT ocorre entre os dias 22 e 24 de outubro, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, e será aberta ao público.
O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, ressalta a importância da premiação, destacando que essa será a primeira vez em Mato Grosso que serão premiados com valores em dinheiro pesquisadores que contribuem com a sociedade através de soluções, melhoria da qualidade de vida e inovações necessárias ao mundo do trabalho e da educação.
Mais informações podem ser acessadas no edital (acesse aqui).
As inscrições podem ser feitas gratuitamente através deste formulário (acesse aqui).
Fonte: Governo MT – MT
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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT



