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Jovem que matou ex queimada vai a júri nesta quinta-feira (21)

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Djavanderson de Oliveira de Araújo, acusado de atear fogo e matar a ex-namorada Juliana Valdivino da Silva em setembro de 2024, será julgado pelo Tribunal do Júri de Paranatinga (a 373 km de Cuiabá) na próxima quinta-feira (21). O julgamento está marcado para 8h, no Fórum da comarca. Participa do júri a promotora de Justiça Fernanda Luiza Mendonca Siscar, da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Paranatinga.De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), após uma discussão com a vítima, o acusado jogou álcool (etanol) sobre o corpo de Juliana e ateou fogo. Os dois sofreram queimaduras graves. A vítima teve lesões de 2º e 3º grau em cerca de 90% do corpo, foi transferida para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e permaneceu internada em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois.“O delito foi praticado contra mulher por razões da condição de sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar, uma vez que o casal conviveu maritalmente por aproximadamente três anos, mas há três meses estavam separados”, destacou o MPMT. Segundo a investigação, Juliana residia no alojamento do frigorífico onde trabalhava e, no dia do crime, foi até a antiga residência do casal para buscar pertences pessoais. Na ocasião, acabou sendo impedida de sair pelo denunciado, sob o pretexto de que ele desejava conversar. Temendo por sua segurança, a vítima enviou mensagens à mãe com o endereço e um pedido de socorro, conseguindo deixar o local apenas após a intervenção da genitora.Horas depois, o acusado teria premeditado o crime. Ele foi até um posto de combustível da cidade, onde adquiriu etanol, e, no período da noite, utilizou-se de um ardil para atrair novamente a vítima, alegando ter se envolvido em um acidente e precisar de ajuda. Sensibilizada, Juliana retornou ao local. Após nova discussão, o acusado lançou o combustível sobre ela e ateou fogo, agindo de forma a impedir qualquer possibilidade de defesa, motivado pela inconformidade com o término do relacionamento.Além do feminicídio, Djavanderson também foi denunciado por perseguição e violência psicológica. Conforme o Ministério Público, ele monitorava a vítima por meio da clonagem do celular, acessando suas comunicações e localização, além de exercer controle emocional com ameaças de suicídio e restrição de sua liberdade, inclusive impedindo-a temporariamente de sair de casa no dia dos fatos.O réu está preso preventivamente desde setembro de 2024, no Centro de Custódia de Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Auditoria Interna do Tribunal promove palestra sobre Governança, Gestão de Risco e Integridade

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Com o objetivo de destacar o papel da auditoria interna no fortalecimento da governança, da integridade organizacional, da transparência e da boa gestão dos recursos públicos, a Coordenadoria de Auditoria Interna do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) proporcionou aos gestores das diversas áreas do tribunal uma palestra com o tema “Governança, Gestão de Riscos e Integridade no Setor Público”, ministrada pelo auditor federal de Finanças da Controladoria-Geral da União (CGU), Kleberson Roberto de Souza, nesta terça-feira (19), na Escola dos Servidores do Poder Judiciário.

A iniciativa integra o Mês de Conscientização da Auditoria Interna, criado pelo Instituto Internacional de Auditores Internos (The Institute of Internal Auditors– IIA).

De acordo com o coordenador de Auditoria Interna do TJMT, Eduardo Campos, o evento tem como proposta demonstrar o papel da Auditoria Interna e promover uma melhor integração das equipes.

Durante a palestra, foram apresentadas aos gestores do Tribunal as ferramentas necessárias para alcançar os padrões internacionais de governança, gestão de riscos e integridade. Kleberson Souza abordou a importância desses mecanismos para a boa gestão dos recursos públicos e entrega de resultados para a sociedade.

“A auditoria interna está passando por um processo de transformação. Por muito tempo, ela foi vista como órgão fiscalizador, que chegava depois que a irregularidade já havia acontecido. E justamente para fortalecer esses mecanismos de governança, gestão de risco e integridade, a auditoria interna tem buscado, cada vez mais, auxiliar a organização a alcançar seus objetivos. As unidades de gestão têm que entender que a auditoria é uma parceira, é uma unidade que está ali para cumprir o mesmo propósito que elas: auxiliar no alcance dos objetivos da instituição e melhorar suas entregas para o cidadão”, destaca o auditor da CGU.

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Kleberson Souza defende, ainda, que a missão da auditoria interna é gerar e proteger valor organizacional, fornecendo serviços de avaliação, consultoria e conhecimento em gestão de riscos. Diante disso, ele ressalta que os resultados desse trabalho somente são possíveis caso haja parceria com a alta gestão do órgão.

“A auditoria interna, sozinha, não consegue transformar a realidade, mas ela precisa do apoio do gestor porque é o gestor que implementa as recomendações. Entendendo que a auditoria está somando esforços com a gestão para alcançar o mesmo resultado e a gestão tendo essa visão, entendendo que a auditoria interna é um órgão que está ali para auxiliar a administração a avançar e não necessariamente identificar erros, irregularidade e aplicar punição, é possível conseguir resultados para a sociedade como um todo”, assevera Souza.

A juíza auxiliar da Presidência do TJMT, Christiane da Costa Marques Neves participou do evento promovido pela Coordenadoria de Auditoria Interna, e afirmou que o intuito da gestão do Tribunal é aprimorar a governança, começando pela conscientização.

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“O nosso trabalho é esse de conscientização, de transparência, de gestão de processos, de verificar o que foi feito, analisar o que vai ser feito, salientando que nós auditamos processos, e não pessoas. Então, nós analisamos o que é feito e como nós podemos melhorar. E os trabalhos da Auditoria Interna faz muita diferença, inclusive na atividade fim do Poder Judiciário. Então, o que nós desenvolvemos na Auditoria impacta na atividade jurisdicional”, frisou a magistrada.

O evento contou com as presenças da Diretoria-Geral, Andrea Marcondes Alves Nunes, da Vice Diretoria-Geral, Renata Guimarães Bueno Pereira e com o apoio da Escola dos Servidores do Poder Judiciário.

Autor: Celly Silva

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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