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Juiz de Cuiabá passa a compor Colégio de Coordenadorias da Mulher em Situação de Violência

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Foto horizontal em plano aberto que mostra seis mulheres e um homem posando para a foto, sorrindo. Tratam-se das magistradas e do juiz Marcos Terêncio, que compõem a comissão executiva do Cocevid.O juiz Marcos Agostinho Terêncio, titular da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá e membro da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Poder Judiciário (Cemulher/TJMT), tomou posse como membro da Comissão Executiva do Colégio de Coordenadorias da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário Brasileiro – Cocevid, para o período 2026/2027. A solenidade ocorreu na segunda-feira (30), na Escola Superior da Magistratura do Ceará (Esmec).

O evento reuniu representantes de tribunais de todo o país, além de autoridades do Executivo e do Legislativo cearense que atuam no enfrentamento à violência de gênero. A nova Comissão Executiva conta com a desembargadora do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), Vanja Fontenele Pontes, como presidente do Colégio.

Foto horizontal do juiz Marcos Terêncio sentado e manuseando documentos sobre a mesa, durante reunião do Cocevid. Ele é um homem branco, de cabelo preto, usando camisa branca, terno cinza, gravata cinza xadrez e óculos de grau. Sobre a mesa, há uma bandeirinha de Mato Grosso.Ao tomar posse no Cocevid, o juiz Marcos Terêncio enalteceu a história da coordenadora da Cemulher-MT, desembargadora Maria Erotides Kneip, na luta pelos direitos das mulheres. “Ela foi a primeira presidente do Cocevid, exercendo o cargo de 2018 a 2019, e foi a responsável por fundar o Colégio, em novembro de 2018, durante o X Fonavid, em Recife, sendo eleita por aclamação para liderar a primeira Comissão Executiva”, destacou Terêncio.

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Ele ressaltou ainda que o Judiciário mato-grossense historicamente tem participado ativamente do Cocevid, o que “demonstra o compromisso do TJMT com o enfrentamento da violência contra a mulher”.

Logo após a solenidade de posse da Comissão Executiva do Cocevid, as magistradas e os magistrados se reuniram para a primeira reunião de trabalho, quando abordaram temas como a efetividade e celeridade na análise das medidas protetivas, expansão dos grupos reflexivos para homens autores de violência, monitoramento eletrônico, além de trocarem experiências quanto aos procedimentos e ferramentas do sistema de justiça.

Sobre o Cocevid – O Colégio de Coordenadorias da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário Brasileiro – Cocevid, fundado no dia 12 de novembro de 2018, em Recife (PE), é uma sociedade civil, de âmbito nacional, sem fins lucrativos, integrado por representantes das Coordenadorias da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar dos Tribunais de Justiça.

Entre os objetivos do Cocevid está o aperfeiçoamento da política judiciária nacional de enfrentamento da violência contra as mulheres pelo Poder Judiciário; o estímulo à troca de experiências e conhecimento entre seus integrantes e a uniformização dos métodos e dos critérios administrativos e judiciais, bem como dos projetos e práticas implementadas, observadas as peculiaridades regionais.

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Fotos: Alex Costa e Camila Carneiro/TJCE

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJMT fortalece Programa Semear e amplia ações de ressocialização em MT

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJud), participou da primeira reunião oficial de governança do Programa Semear no estado, realizada em formato híbrido, na sede das Promotorias de Justiça da Capital e por videoconferência.
O encontro, promovido no início deste mês, marcou o começo do acompanhamento sistemático das ações desenvolvidas em Mato Grosso e reforçou a articulação entre as instituições responsáveis pela execução do programa.
A reunião contou com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), Defensoria Pública, Instituto Ação pela Paz e de unidades prisionais participantes da iniciativa.
Durante a abertura, foi destacado o caráter histórico do encontro, realizado após a implantação oficial do Programa Semear em Mato Grosso, além da importância da atuação integrada entre os parceiros para ampliar as oportunidades de ressocialização das pessoas privadas de liberdade.

Cooperação para transformar vidas
Criado em São Paulo em 2014, o Programa Semear desenvolve projetos voltados ao fortalecimento das ações assistenciais previstas na Lei de Execução Penal, incentivando iniciativas nas áreas de educação, qualificação profissional, esporte, cultura, saúde e geração de renda.
Além da execução das ações, a metodologia do programa prevê o acompanhamento dos resultados por meio do monitoramento da reincidência criminal, permitindo avaliar o impacto efetivo dos projetos desenvolvidos.
Durante a reunião, foi destacado que Mato Grosso é o segundo estado brasileiro a implantar oficialmente a metodologia. Dados apresentados pelo Instituto Ação pela Paz apontam que cerca de 82% dos participantes acompanhados em São Paulo não voltaram a cometer crimes, evidenciando o potencial transformador da iniciativa.
Atuação integrada na execução penal
A implantação do Programa Semear em Mato Grosso é resultado da atuação conjunta das instituições que compõem sua governança: Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Ministério Público Estadual, Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária, Defensoria Pública e Instituto Ação pela Paz. Essa estrutura permite acompanhar todas as etapas dos projetos, do planejamento à avaliação dos resultados, aperfeiçoando a gestão integrada das ações de ressocialização.
Para o supervisor do NCJud, desembargador Wesley Sanchez Lacerda, a consolidação do Programa Semear representa um importante avanço na construção de políticas públicas voltadas à execução penal. “O Tribunal de Justiça de Mato Grosso acredita que a cooperação entre as instituições é o caminho para fortalecer uma execução penal mais humana, eficiente e orientada por resultados. O Programa Semear demonstra que investir em educação, qualificação profissional e desenvolvimento pessoal amplia as oportunidades de reinserção social, reduz a reincidência criminal e promove mais segurança para toda a sociedade. O protagonismo do Judiciário na articulação dessa rede de cooperação reafirma o compromisso do TJMT com uma Justiça que transforma vidas”, acrescentou.
Projetos beneficiam cerca de 650 participantes
Atualmente, o Programa Semear em Mato Grosso desenvolve 14 projetos em seis unidades prisionais localizadas em seis municípios, com previsão de atender aproximadamente 650 participantes. As iniciativas contemplam eixos como esporte, educação, qualificação profissional, ações psicossociais e geração de renda.
Entre as experiências apresentadas durante a reunião estão o Projeto Xeque-Mate, desenvolvido na Cadeia Pública de Barra do Bugres, que utiliza o xadrez como ferramenta para estimular disciplina, concentração e raciocínio lógico, e o Projeto Pintando Sonhos, da Cadeia Pública Feminina de Nova Xavantina, voltado à capacitação em pintura artística, ao fortalecimento da autoestima e à ampliação das perspectivas de inserção no mercado de trabalho após o cumprimento da pena.
Gestão baseada em evidências
Outro destaque do encontro foi a apresentação da metodologia de monitoramento utilizada pelo Instituto Ação pela Paz, baseada em indicadores que acompanham a evolução dos projetos, o perfil dos participantes e os índices de reincidência criminal. A utilização de dados consolidados permite aperfeiçoar continuamente as políticas públicas de execução penal e direcionar investimentos para ações de maior impacto social.
Ao final da reunião, foi definido que os encontros de governança serão realizados mensalmente, assegurando o acompanhamento permanente da execução dos projetos e o fortalecimento das parcerias estratégicas voltadas à ressocialização. A próxima reunião está prevista para 14 de agosto de 2026.

Autor: Vitória Maria Sena

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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