CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Justiça Comunitária de Chapada promove ação de Natal para idosos acolhidos em Nova Brasilândia

Publicados

MATO GROSSO

Grande grupo de idosos, servidores e equipe de apoio posa reunido em salão simples. Vários seguram panetones e presentes, celebrando ação da Justiça Comunitária em Nova Brasilândia em clima de integração.A Justiça Comunitária da Comarca de Chapada dos Guimarães realizou uma ação repleta de afeto e solidariedade para os idosos da Casa de Acolhimento de Nova Brasilândia, proporcionando um dia marcado por convivência, acolhimento e resgate do espírito natalino. A iniciativa mobilizou servidores, que se uniram para levar mensagens, presentes e carinho a pessoas que, em grande parte, enfrentam a solidão ou o afastamento familiar.

A Casa do Idoso, que atualmente acolhe 21 residentes provenientes dos três municípios que integram a comarca, tornou-se o cenário de uma experiência transformadora. Cada servidor “adotou” simbolicamente um idoso, enviando mensagens de Feliz Natal e ofertando presentes singelos, gesto que despertou memórias afetivas e fortaleceu vínculos.

Além dos idosos, a ação contemplou os profissionais que atuam na instituição. Eles foram homenageados pelo compromisso, sensibilidade e dedicação no cuidado aos residentes, reforçando a importância de sua atuação para o bem-estar das pessoas acolhidas.

A diretora do Lar dos Idosos de Nova Brasilândia, Luciana Vieira, ressaltou a emoção do momento e o impacto da presença do Poder Judiciário na rotina dos acolhidos.

“Hoje estou muito feliz porque estivemos aqui com o Poder Judiciário. Agradecer também em nome dos meus idosos que estão muito felizes. Uns estavam contando no dedo esperando vocês com essas ações maravilhosas, de trazer uma alegria diferenciada para eles no Natal, um presente. Às vezes, para muitos não significa quase nada, mas para eles é tudo. Meu muito obrigado.”

Leia Também:  Judiciário lança Serviço de Atendimento Imediato virtual para acidentes de trânsito sem vítimas

Prefeito de Nova Brasilândia tem barba cheia e camisa social clara, fala diante de uma parede amadeirada. Ele aparece centrado na imagem, com expressão serena, em ambiente interno simples e bem iluminado.O prefeito de Nova Brasilândia, Toninho Cardoso, destacou o significado da solidariedade demonstrada pelos servidores do Judiciário.

“É uma honra receber o senhor, juiz Leonísio, juntamente com toda a equipe. É um prazer receber essa política que o Poder Judiciário vem fazendo com essas ações nas comunidades, o direito da criança, da mulher, do adolescente, do idoso também. A Justiça Comunitária tem feito um papel imenso, principalmente aqui, que é um modelo de referência. Quero agradecer e dizer que é uma honra receber o senhor, Dr. Leonísio, e toda a equipe aqui para poder fazer o bem sem ver a quem. Muito obrigado.”

O juiz coordenador da Justiça Comunitária da Comarca de Chapada dos Guimarães, Leonísio Salles de Abreu Júnior, enfatizou a importância do envolvimento coletivo dos servidores e o impacto humano da ação.

Juiz Leonísio Salles posa ajoelhado ao lado de duas idosas sentadas, que seguram presentes vermelhos. O ambiente é simples, com cortinas brancas e cadeiras. A ação reúne idosos em clima afetuoso.“Meu sincero agradecimento a cada um que, com generosidade, sensibilidade e amor, colaborou para que os idosos da Casa de Acolhimento de Nova Brasilândia tivessem um dia especial. Esta ação permitiu que nossos acolhidos – muitos deles marcados pela solidão e pelo afastamento familiar – revivessem o espírito natalino, o afeto e a alegria do encontro.”

Leia Também:  Corpo de Bombeiros resgata homem de 35 anos após desaparecimento em área de mata

O magistrado também reforçou o valor simbólico da adoção afetiva realizada pelos servidores.

“Na ocasião, cada servidor pôde ‘adotar’ simbolicamente um idoso, enviando mensagens de Feliz Natal e oferecendo um presente singelo e afetuoso, resgatando memórias, criando vínculos e levando carinho a quem tanto precisa.”

Ao final, Leonísio agradeceu a dedicação de todos os envolvidos.

“A ação demonstrou que a maior das conquistas nasce da possibilidade de fazermos o bem ao próximo, alimentando esperança e humanidade em nossas relações. Agradeço a todos pela presença, empenho e por, juntos, transformarmos o dia daqueles que mais necessitam de afeto e carinho.”

Autor: Assessoria

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Propaganda

MATO GROSSO

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Publicados

em

Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Leia Também:  MPMT inspeciona creche e Município se compromete a criar novas vagas

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros resgata homem de 35 anos após desaparecimento em área de mata

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA