MATO GROSSO
Mãe e madrasta são presas em flagrante pela PM por maus tratos contra crianças
MATO GROSSO
Duas mulheres foram presas nesta terça-feira (4.2), suspeitas por maus tratos e abandono de incapaz de duas crianças, de 7 e 9 anos, no bairro Jardim Primavera, no município de Sinop. As denunciadas são mãe e madrasta das vítimas.
De acordo com boletim de ocorrência, as menores eram agredidas, ficavam sozinhas em casa, sem comida e já tiveram as mãos queimadas pela madrasta.
Os policiais militares do 11º Batalhão foram acionados por uma equipe do Conselho Tutelar para se deslocarem até uma residência no bairro Jardim Primavera, pois as vítimas sofriam agressões físicas e maus-tratos.
Assim que chegaram na casa, os policiais se depararam com as vítimas bastante abaladas e com medo. As menores apresentavam hematomas em diversas partes do corpo.
As meninas relataram que a madrasta havia agredido elas com socos e tapas, inclusive com cabo de vassoura. Entre as agressões sofridas, elas já tiveram as mãos queimadas no fogo.
Elas ainda ressaltaram que sempre são ameaçadas pela mulher, ficam sozinhas em casa e sem comida. Conforme as vítimas, a mãe delas nunca interviu contra as agressões. As suspeitas foram detidas e encaminhadas à delegacia.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.
Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



