MATO GROSSO
Mãe e madrasta são presas em flagrante pela PM por maus tratos contra crianças
MATO GROSSO
Duas mulheres foram presas nesta terça-feira (4.2), suspeitas por maus tratos e abandono de incapaz de duas crianças, de 7 e 9 anos, no bairro Jardim Primavera, no município de Sinop. As denunciadas são mãe e madrasta das vítimas.
De acordo com boletim de ocorrência, as menores eram agredidas, ficavam sozinhas em casa, sem comida e já tiveram as mãos queimadas pela madrasta.
Os policiais militares do 11º Batalhão foram acionados por uma equipe do Conselho Tutelar para se deslocarem até uma residência no bairro Jardim Primavera, pois as vítimas sofriam agressões físicas e maus-tratos.
Assim que chegaram na casa, os policiais se depararam com as vítimas bastante abaladas e com medo. As menores apresentavam hematomas em diversas partes do corpo.
As meninas relataram que a madrasta havia agredido elas com socos e tapas, inclusive com cabo de vassoura. Entre as agressões sofridas, elas já tiveram as mãos queimadas no fogo.
Elas ainda ressaltaram que sempre são ameaçadas pela mulher, ficam sozinhas em casa e sem comida. Conforme as vítimas, a mãe delas nunca interviu contra as agressões. As suspeitas foram detidas e encaminhadas à delegacia.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre mandado contra pai investigado por estuprar filha em Barra do Garças
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, na manhã desta quarta-feira (24.6), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 60 anos, investigado pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra a própria filha, de 16 anos, no município de Pontal do Araguaia. A ordem judicial foi cumprida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Barra do Garças.
O inquérito policial foi instaurado em agosto de 2025, após uma denúncia anônima registrada por meio do canal Disque 100. A partir das informações recebidas, a Polícia Civil iniciou uma série de investigações, incluindo a oitiva da vítima, do suspeito e de testemunhas, produção de relatórios de investigação e escolares, além da realização de exames periciais e outras medidas necessárias para o esclarecimento dos fatos.
Durante a investigação, embora houvesse elementos que apontassem para a possível prática dos crimes, a vítima, que na época tinha 15 anos, inicialmente negou os abusos. Em razão da situação de vulnerabilidade identificada, sua guarda foi retirada do pai e transferida para a mãe.
No decorrer do procedimento, a mãe da vítima registrou um boletim de ocorrência relatando a insistência do investigado em manter contato com a filha, mesmo após o afastamento, além de requerer medidas protetivas para resguardar sua integridade física e psicológica.
Com autorização judicial, a equipe da DEDM também cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do investigado, em Pontal do Araguaia. Durante a diligência, foi constatada a existência de um sistema de monitoramento por câmeras instalado em diversos ambientes da residência, inclusive em áreas privadas, circunstância que passou a integrar os elementos analisados durante a investigação.
Em agosto de 2025, a vítima fugiu da residência da mãe e passou a permanecer em acolhimento institucional temporário. Em fevereiro de 2026, ela deixou o abrigo, ocasião em que a investigação identificou que o investigado estaria descumprindo medidas protetivas de afastamento, mantendo contato com a vítima, fornecendo dinheiro e aparelho celular e comparecendo, inclusive, no ambiente escolar frequentado por ela.
Diante do descumprimento das medidas protetivas, a Justiça decretou sua prisão preventiva em março de 2026. Desde então, o investigado permanecia custodiado.
Em junho deste ano, durante a realização de novo depoimento especial, a vítima relatou os abusos sexuais supostamente praticados pelo pai desde a adolescência. Ela também descreveu situações de controle excessivo, vigilância constante, opressão psicológica e isolamento social impostos pelo investigado ao longo dos anos.
Com base nos elementos reunidos no inquérito, o Ministério Público representou pela decretação da prisão preventiva do investigado pelo crime de estupro, visando garantir a ordem pública e preservar a integridade física e psicológica da vítima.
Na manhã dessa quarta-feira (24.6), policiais da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Barra do Garças deram cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pelo Poder Judiciário. Como o investigado já se encontrava recolhido na Cadeia Pública de Barra do Garças pelo descumprimento das medidas protetivas, a ordem judicial foi formalmente cumprida na unidade prisional.
As investigações foram concluídas e o suspeito permanece à disposição da Justiça.
Fonte: Governo MT – MT


