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Magistrados e servidores destacam impacto humano ao concluir curso sobre política para pessoa idosa

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Mais do que qualificados, sensibilizados e cheios de propostas para a melhoria da prestação de serviços judiciários à população idosa. Assim se pode resumir o estado dos magistrados e servidores que concluíram o curso “Resolução CNJ 520/2023: Política Judiciária sobre Pessoas Idosas e suas Interseccionalidades”, nesta sexta-feira (29 de agosto). A formação foi realizada pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e coordenada pelo desembargador Orlando Perri, presidente da Comissão de Atenção à Pessoa Idosa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

“Foi excelente! Nós pudemos apurar que o curso, para além de discutir a implementação da Resolução 520 do CNJ, promove uma transformação pessoal em todo mundo. Foram vários relatos do sentido pessoal de transformação com seus familiares, com o seu entorno e também no trabalho, cada um saiu diferente nesses três dias de curso. E, por fim, do ponto de vista do trabalho, também houve um produto das oficinas, que vai virar uma espécie de manual, de recomendações para articulação em rede, para a própria implementação da Resolução 520”, comenta o professor do curso, juiz federal do Rio de Janeiro, Vladimir Santos Vitovsky.

O desembargador do TJMT, Mário Roberto Kono de Oliveira, que também atuou como professor na qualificação, destaca que o resultado da turma superou as expectativas. “Deu para ver que todos não só adquiriram conhecimento teórico e prático, mas ficaram motivados, buscando identificar o problema e apresentar solução, já se preparando para, cada um em sua comarca, agir e ver o que pode ser feito. Também deu para sentir a emoção em cada um e essa vontade. Isso é importante. Esse resultado mostra esse novo perfil, inclusive, que deve ser o perfil da magistratura, mais participativa e menos aquela que depende de uma provocação”, avalia.

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Durante os três dias de curso, os participantes passaram por aulas teóricas e práticas, com visitas a instituições que atuam no atendimento à pessoa idosa, como Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro Especializado de Referência de Assistência Social (CREAS), instituição de longa permanência Abrigo Bom Jesus, Delegacia Especializada de Delitos contra a Pessoa Idosa (DEDCPI) e 14ª Vara de Cuiabá, especializada nas questões do idoso, além de bate-papo com idosas atendidas no Centro de Convivência para Idosos “Padre Firmo Pinto Duarte Filho”, de Cuiabá.

“A importância desse curso e que foi muito legal é que, diferentemente de outras formações, nós fomos in loco, conversar, ver, porque a gente vai amadurecendo como magistrados, como servidores, quando a gente vai se deparando com essas situações”, afirma o juiz Leonísio Salles de Abreu Júnior, diretor do foro de Chapada dos Guimarães.

Com todo o conteúdo apreendido, neste último dia de aula, os participantes se dividiram em grupos para debater e chegar a um diagnóstico sobre a situação das políticas públicas voltadas à população idosa de Mato Grosso, bem como formular propostas de atuação do Judiciário frente à situação. Dentre as ideias (algumas já colocadas em prática por alguns magistrados), estão: o juiz conhecer as autoridades e equipamentos públicos envolvidos na questão do idoso, em sua comarca; fazer levantamento dos idosos em situação de vulnerabilidade; buscar parcerias com outras instituições e órgãos públicos; divulgar cartilhas de conscientização sobre os direitos dos idosos; realizar oficinas por meio da Justiça Multiportas; promover diálogos entre gerações como forma de sensibilizar os mais jovens; entre outras sugestões que foram apresentadas e debatidas.

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“Não adianta a gente falar de Resolução 520 e de políticas públicas, se a gente não garantir uma transformação e um acesso. Eu vou focar nas crianças lá da minha comarca e levar essa discussão de preocupação com a nossa população que está envelhecendo, que tem que ter respeito ao idoso, porque se a gente não tocar as nossas crianças, daqui a pouco eu vou ser o idoso. A gente tem que focar na base para colher frutos futuros”, avaliou o juiz Leonísio Salles, em relação à proposta de diálogos entre gerações.

Para o desembargador Orlando Perri, que também lidera a Rede Nacional de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa em Mato Grosso (Renadi-MT), o resultado do curso sobre a Resolução 520/2023, que institui a Política Judiciária sobre Pessoas Idosas e suas Interseccionalidades, será o fortalecimento da rede de atenção ao idoso no estado. “Eu penso que este curso provocou reflexões valiosas a respeito da situação das pessoas idosas e verifiquei que eles vão apresentar sugestões para a Comissão de Idosos, para que nós possamos implementar essas sugestões junto ao Renadi, que está sendo formado no estado de Mato Grosso. Inclusive com as experiências deles nós vamos poder fortalecer as ações do Renadi”, disse.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Desembargador recebe alunos de Cáceres e inspira futuros profissionais do Direito

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Um encontro marcado por identificação e incentivo à carreira jurídica. Assim foi a visita dos 47 acadêmicos de Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus Cáceres, ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), nesta quarta-feira (29). O grupo foi recebido pelo desembargador Jones Gattass Dias, também natural de Cáceres, que compartilhou sua trajetória e experiências na magistratura.

“Somos conterrâneos. Sinto-me muito em casa e espero que vocês também sejam muito bem recebidos aqui”, afirmou o magistrado ao dar as boas-vindas. Durante a conversa no Espaço Memória, ele relembrou o início da sua formação e destacou os desafios da carreira. “Eu não sabia o que queria, mas sabia o que não queria. Fui eliminando as áreas até me identificar com o Direito”, contou. Ao final, deixou uma mensagem direta aos estudantes: “Não desistam dos seus sonhos. A magistratura precisa de bons nomes”.

Prática aproxima estudantes do Judiciário

A visita integrou o projeto Nosso Judiciário, que proporciona aos acadêmicos a oportunidade de acompanhar sessões de julgamento, conhecer a estrutura do Tribunal e dialogar com magistrados. Para o desembargador, esse contato direto com a prática é essencial na formação. “O julgamento, o voto do relator, o magistrado que acompanha ou diverge, isso é uma riqueza para quem está estudando. A pessoa sai daqui sabendo se vai gostar ou não de fazer isso”, destacou.

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Um dos responsáveis por trazer os alunos ao Tribunal, o professor e advogado Hamilton Lobo Mendes Filho ressaltou a importância da experiência. “Aqui, conseguimos dar esse choque de realidade. Como somos do interior, muitos alunos não conseguem visualizar essa estrutura. A visita amplia horizontes e mostra que este pode ser um caminho profissional possível”, afirmou. Ele também agradeceu a parceria com o Judiciário. “Assistir à dinâmica de um julgamento não é simples, nem acessível a todos. Essa parceria vai continuar, todo semestre estaremos aqui”.

Experiência reforça escolhas

Entre os acadêmicos, a vivência no TJMT foi apontada como decisiva para a construção da carreira. A estudante do 9º semestre Larissa Yung destacou o impacto do contato com a prática jurídica. “Durante o curso, ficamos muito na teoria. Aqui, conseguimos ver o Direito acontecendo de verdade. Estar no plenário foi uma experiência muito significativa e despertou ainda mais o meu interesse”, relatou.

O estudante Kauan Fares Garcia também avaliou a visita como fundamental. “Pudemos observar como funciona o Poder Judiciário e presenciar o que provavelmente será nossa vida futura. A sustentação oral dos advogados foi o que mais me chamou atenção”, disse. Para ele, a experiência ajudou a concretizar o interesse tanto pela advocacia, quanto pela carreira pública.

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O projeto Nosso Judiciário segue aberto a instituições de ensino interessadas em conhecer o funcionamento do Tribunal. Durante as visitas, os participantes também recebem o Glossário Jurídico, produzido pelo TJMT, como forma de apoio ao aprendizado.

Para agendar uma visita ao Palácio da Justiça de Mato Grosso ou a instituições de ensino, basta telefonar para (65) 3617-3032/3516.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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