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Mato Grosso conquista mais de 50 medalhas nos Jogos Escolares Brasileiros

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Mato Grosso encerra a participação nos Jogos Escolares Brasileiros (Jebs), nesta segunda-feira (27.10), com mais de 50 medalhas conquistadas, sendo 18 na série ouro, a principal da competição nacional, que reúne cerca de 5 mil atletas, com idade entre 12 e 14 anos, em Uberlândia (MG). Mais 33 medalhas mato-grossenses vieram nas séries prata e bronze.

Divididas em blocos de modalidades, as viagens foram custeadas pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), que também organizou as seletivas regionais e estaduais da competição escolar no Estado. Ao todo, a delegação mato-grossense contou com 216 estudantes oriundos de escolas públicas e privadas de diversos municípios.

O primeiro grupo competiu entre os dias 7 e 10 de outubro, nas modalidades de badminton, futsal, natação, tênis de mesa, voleibol e vôlei de praia. De 13 a 18 de outubro, ocorreram as disputas de atletismo, atletismo adaptado, ciclismo, ciclismo virtual, ginástica rítmica, judô e taekwondo.

O terceiro bloco teve início no dia 19 de outubro, abrangendo as competições de basquetebol, ginástica artística, handebol, karatê, wrestling e xadrez. Os estudantes desse último grupo chegam em Cuiabá na terça-feira (28.10).

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Pódios mato-grossenses


Foram campeões dos Jogos Escolares Brasileiros os atletas David Henrique Gomes, no Judô; Maria Eduarda de Noronha, no Taekwondo; Luiz Felipe Brasil e Wislaine Moares Rocha, do Atletismo; Miguel Moreira Barbosa, do Atletismo Adaptado; e também a equipe da Escola Fernando Leite, de Várzea Grande, no Futsal Feminino.

Mato Grosso ainda esteve presente em outros 12 pódios da série ouro, sendo um na segunda posição e mais 11 na terceira colocação. As conquistas vieram das modalidades de judô e atletismo.

Na série prata, foram 17 pódios mato-grossenses, alcançados nas modalidades de atletismo, karatê, Wrestling, xadrez, natação, voleibol masculino, vôlei de praia e xadrez.

Mais 16 medalhas foram conquistadas na série bronze, com atletas das modalidades de karatê, Wrestling, atletismo, atletismo adaptado e taekwondo.

Os Jogos Escolares Brasileiros são realizados pela Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE). A participação mato-grossense na competição nacional é coordenada pela Secel em parceria com a Federação Mato-grossense de Desporto Escolar (FMDE).

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Fonte: Governo MT – MT

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Agricultura familiar transforma aposentadoria em qualidade de vida e renda em Nova Monte Verde

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Entre pés de mamão, abacaxi e hortaliças cultivados com dedicação, o casal Márcia Moreira, de 66 anos, e Tércio de Almeida, de 70, encontrou na agricultura familiar uma nova forma de viver a aposentadoria. Moradores da Chácara Almeida, em Nova Monte Verde, no norte de Mato Grosso, eles transformaram uma área de cinco hectares em referência de produção diversificada com apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT), em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT).

Seo Tércio chegou ao estado em 1990. Antes disso, vivia em Sumaré, interior de São Paulo, onde atuava na área de Segurança Pública. Já dona Márcia trabalhava com costura, atividade que mantém até hoje. Juntos, criaram três filhos e escolheram Mato Grosso para construir uma vida mais próxima da tranquilidade do campo.


Mesmo aposentados, eles seguem ativos. Enquanto Márcia divide o tempo entre a máquina de costura e a lavoura, o casal se dedica à produção de frutas e hortaliças que abastecem escolas, mercados e programas institucionais da região. “A gente começou com os projetos oferecidos pelo município por meio das escolas, então passamos a dedicar ao mercado que temos. Tudo tem uma boa comercialização, tanto o abacaxi quanto o mamão, e também a gente fica feliz de oferecer um produto de qualidade para as crianças”, conta dona Márcia.


Ela destaca que a assistência técnica foi fundamental para melhorar a produção e ampliar os resultados na propriedade. “A Empaer está sempre aqui nos dando assistência, isso é muito bom. Ter alguém para corrigir as coisas, porque sozinhos a gente acaba errando mais. O apoio da Seaf e da Empaer nos ajuda muito, nós recebemos conhecimento e estrutura. Nossa renda vem do que produzimos. Somos aposentados, mas além de não ser suficiente, a gente não consegue ficar parado. Isso aqui também é uma terapia. Na idade que já estamos, é tudo de bom viver num lugar livre e cuidando do que gostamos”, afirma.

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O diferencial da Chácara Almeida está justamente na combinação entre experiência de vida, vontade de produzir e acompanhamento técnico especializado. Com orientação dos extensionistas da Empaer, a propriedade passou por adequações no preparo do solo, escolha de culturas e organização da produção, garantindo maior produtividade e acesso ao mercado institucional.

“Há um ano atendo dona Márcia e seo Tércio. Tivemos alguns desafios no início com a organização e preparo de solo, mas com o apoio da Seaf e da Empaer conseguimos atender com máquinas, implementos e insumos. Hoje o casal abastece o mercado institucional no PNAE, o Programa Municipal da Sexta Verde e também o município vizinho no mercado privado”, explica.

A história da família também se conecta ao trabalho desenvolvido pela irmã de dona Márcia, Joana Zanfrilli Moreira Marcon, de 53 anos. Ao lado do esposo, ela vive no Sítio São Jorge, propriedade com 36 hectares, sendo um hectare dedicado ao cultivo diversificado de frutas, legumes, mandioca, castanheiras e café para consumo próprio.


Assim como a irmã, dona Joana apostou na assistência técnica e na diversificação das culturas como caminho para fortalecer a renda familiar. Atualmente, a produção do sítio abastece a merenda escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além do programa municipal Sexta Verde e mercados privados da região.

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“Melhorou a renda e ampliou a parte de produção de alimentos, diversificando o que a gente tem mais a oferecer”, resume dona Joana.


Adilson destaca ainda que o primeiro passo para quem deseja investir na agricultura familiar é buscar orientação técnica. “O produtor deve procurar um extensionista da Empaer mais próximo. A partir daí, o técnico vai visitar a propriedade, fazer um diagnóstico e auxiliar tanto na questão de mercado quanto na adequação das culturas à realidade da família, considerando clima, solo, água e meio ambiente. Esse acompanhamento é fundamental para garantir produção e comercialização com sustentabilidade”, enfatiza.

Para as famílias de Nova Monte Verde, a união entre conhecimento técnico, políticas públicas e força de vontade tem mostrado que a agricultura familiar vai muito além da produção de alimentos. É também qualidade de vida, dignidade e permanência no campo.

“É bonito ver essa união de quem produz com a força do Governo do Estado, por meio da Seaf e da Empaer, em parceria com a gestão municipal, levando bem-estar, dignidade e sustentabilidade com uma alimentação de qualidade e comida de verdade”, conclui Adilson.

Fonte: Governo MT – MT

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