MATO GROSSO
Mato Grosso dá início à colheita da segunda safra nacional de milho
MATO GROSSO
A colheita da segunda safra nacional de milho foi oficialmente aberta em Sorriso, nesta quarta-feira (18.6). O evento, que foi realizado na Fazenda Dois Irmãos, do Grupo ABF, e organizado pela Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) e Canal Rural, contou com a participação do vice-governador Otaviano Pivetta e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Durante a solenidade, o vice-governador Otaviano Pivetta destacou a evolução do setor e o protagonismo mato-grossense na produção de alimentos.
“Na virada do milênio, nosso Brasil já sinalizava ao mundo que seria um grande produtor de alimentos. Na época, o país inteiro produzia 100 milhões de toneladas. Este ano, 25 anos depois, acredito que Mato Grosso sozinho alcançará essa marca”, afirmou.
A superintendente de Agronegócio e Energia da Sedec, Camila Bez Batti, também ressaltou o papel estratégico do estado no fortalecimento da cadeia do milho.
“A Sedec atua de forma estratégica para fortalecer toda a cadeia produtiva do milho em Mato Grosso. Hoje, cerca de 30% da nossa produção já é destinada à agroindustrialização, e temos uma meta ambiciosa: dobrar esse volume até 2035. Para isso, seguimos trabalhando fortemente na concessão de incentivos fiscais, na atração de investimentos e na expansão dos mercados internacionais”, destacou.
Mato Grosso, líder nacional na produção de milho, se prepara para colher uma safra estimada em 50,38 milhões de toneladas na temporada 2024/2025. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e indicam um crescimento de 3% em relação ao ciclo anterior, que somou 48,7 milhões de toneladas.
Além do volume expressivo, o desempenho da atual safra também é reflexo do aumento de área plantada e da boa produtividade. A área cultivada com milho nesta safra subiu para 7,13 milhões de hectares – um acréscimo de 4,85% em comparação com a safra passada. Já a produtividade média foi projetada em 117,74 sacas por hectare, crescimento de 1,86%. Segundo o Imea, o avanço se deve ao bom desenvolvimento das lavouras até o fim de maio, com destaque para as chuvas que favoreceram até mesmo as áreas semeadas fora da janela ideal.
Presente no evento, o presidente da Aprosoja, Lucas Beber, ressaltou o papel sustentável da agricultura mato-grossense.
“Nosso sistema de produção de soja e milho gera um saldo positivo de 1,9 tonelada de carbono retirada da atmosfera. Ou seja, além de ofertar alimento, nós também ajudamos a despoluir o meio ambiente”.
Pivetta também reforçou o compromisso ambiental do estado.
“Cada hectare que hoje ocupamos, fazemos um desfrute da terra melhor que qualquer outro país no mundo. Fazemos uma agricultura com alta produção, sem irrigação e gerando crédito de carbono”, completou.
Camila acrescentou que a busca por inovação tecnológica e boas práticas ambientais é um dos pilares que sustentam a liderança de Mato Grosso.
“O estado já é referência nacional e caminha para se consolidar como modelo internacional de produção sustentável, tecnológica e inovadora. Estamos avançando na diversificação da produção, sempre aliando desenvolvimento econômico à preservação ambiental. Trabalhamos de forma conjunta com o setor produtivo, a academia e diferentes instituições, por meio de câmaras técnicas, capacitação de produtores e agentes financeiros, além de investimentos em pesquisa e inovação”, afirmou.
O município de Sorriso, sede da abertura da colheita, é o maior produtor de milho do Brasil, conforme a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. Mato Grosso também abriga outros seis municípios entre os dez maiores produtores do país: Nova Ubiratã, Nova Mutum, Querência, Diamantino, Primavera do Leste e São Félix do Araguaia.
Também estiveram no evento o Prefeito de Sorriso Alei Fernandes, o deputado estadual Xuxu Dal Molin, a deputada federal Coronel Fernanda, o senador Marcos Rogério, o presidente do Sindicato Rural de Sorriso Diogo Damiani e o presidente da Abramilho Paulo Bertolini.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Idoso garante na Justiça continuidade de tratamento oftalmológico
Resumo:
- Clínica oftalmológica deverá manter e custear integralmente tratamento de idoso após agravamento de problema ocular.
- A decisão garante continuidade da assistência médica mesmo sem perícia conclusiva sobre responsabilidade.
Um idoso de 84 anos conseguiu manter decisão que obriga uma clínica oftalmológica a custear integralmente seu tratamento ocular, incluindo consultas, exames, procedimentos ambulatoriais e medicamentos prescritos, após mudança no quadro clínico que tornou inadequada a cirurgia inicialmente determinada. A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou recurso da empresa e confirmou a tutela de urgência.
O paciente ajuizou ação de obrigação de fazer com pedido de indenização por danos morais e materiais. Inicialmente, havia sido determinada a realização de cirurgia de vitrectomia para retirada de substância ocular. Contudo, com a evolução do quadro e a realização do procedimento, a medida perdeu o objeto. Diante disso, o juízo de origem adequou a tutela para garantir a continuidade do tratamento clínico voltado à recuperação da córnea e à preservação da visão do olho direito.
A clínica recorreu, sustentando que a nova decisão impôs obrigação ampla e contínua de custeio sem delimitação técnica ou temporal, bem como sem realização prévia de perícia médica para comprovar eventual nexo causal entre sua conduta e o atual problema. Alegou ainda que o comprometimento visual teria relação com cirurgia anterior realizada em outra unidade de saúde e que parte do atendimento vinha sendo viabilizada pelo Sistema Único de Saúde.
Ao analisar o recurso, a relatora, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, destacou que a decisão questionada apenas ajustou a tutela de urgência à realidade clínica superveniente, conforme autoriza o artigo 296 do Código de Processo Civil. Ressaltou que, nesta fase processual, não se discute de forma definitiva a existência de erro médico ou responsabilidade civil, matérias que dependem de instrução probatória mais aprofundada, inclusive eventual perícia.
Segundo o entendimento adotado, a ausência de laudo conclusivo não impede a adoção de providências emergenciais quando há risco de agravamento da saúde, especialmente em se tratando de paciente idoso e com quadro ocular sensível. A manutenção do tratamento foi considerada medida reversível e necessária para evitar possível piora da visão.
O colegiado também afastou o argumento de que a clínica não poderia ser obrigada a fornecer medicamentos por não possuir farmácia própria. A decisão permite, alternativamente, o depósito judicial do valor correspondente para que o paciente adquira os colírios e demais remédios prescritos.
Em relação à multa diária, foi mantida a fixação de R$ 200 por dia em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 10 mil. Para a relatora, o valor é proporcional e adequado para assegurar o cumprimento da ordem.
Processo nº 1007607-59.2026.8.11.0000
Autor: Flávia Borges
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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