CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Mato Grosso sedia evento nacional sobre defesa agropecuária em 2026

Publicados

MATO GROSSO

Mato Grosso recebe, entre os dias 16 a 18 de junho de 2026, a 9ª Conferência Nacional sobre Defesa Agropecuária (CNDA), evento que reúne produtores rurais, profissionais e entidades ligadas ao agronegócio de todo o Brasil. O Centro de Eventos do Pantanal será o local da conferência, que é realizada a cada dois anos.

Os preparativos para a realização da conferência foram apresentados oficialmente na manhã desta quinta-feira (24.7), aos parceiros e representantes de órgãos do setor produtivo. A apresentação foi na sede administrativa do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea), órgão responsável por realizar o evento, que tem a previsão de receber, nos três dias, aproximadamente duas mil pessoas.

De acordo com Nelson de Souza Cunha, engenheiro agrônomo e diretor da Minasplan, empresa organizadora do evento, serão tratados 23 eixos temáticos com temas como agrotóxicos, bioinsumos, mercado internacional, mulheres no agro, tecnologia, inspeção, rastreabilidade, dentre outros. Além disso, haverá palestras, mesas-redondas, miniconferências, mostra de produtos e serviços de defesa agropecuária, arena gastronômica com música ao vivo e food trucks.

Leia Também:  Mestrado em Direito promove debate sobre presidencialismo de coalizão e orçamento público

“O evento reunirá especialistas, autoridades, representantes institucionais, produtores e técnicos para discutir os principais temas da defesa agropecuária nacional, ampliando os resultados das edições anteriores, como a que foi realizada em Goiânia, ano passado”, diz o representante da Minasplan.

Para a presidente do Indea, Emanuele de Almeida, a participação na 9ª CNDA é importante não apenas para quem atua nas cadeias produtivas da agropecuária, mas também para toda a sociedade

“Eventos como esse ajudam a aprimorar, atualizar e a progredir os serviços que o setor realiza, e que no final resultam em oferta de alimentos mais saudáveis, com práticas e manejos mais sustentáveis, de forma que todo o processo envolvendo a agropecuária obtenha avanços a partir de encontros como ao que iremos realizar”, explica a presidente da autarquia.

O evento, que reunirá os melhores profissionais da área do País, é voltado para estudantes universitários, médicos veterinários, engenheiros agrônomos e florestais, zootecnistas, servidores públicos que atuam na área de defesa sanitária, produtores rurais, e demais representantes do setor público e privado do agronegócio.

Leia Também:  Sinfra atualiza portaria e flexibiliza circulação de veículos pesados até o Complexo da Salgadeira; entenda

Participam como apoiadores da 9ª CNDA as entidades ligadas ao agronegócio: Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac), Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, dentre outros.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

TJMT mantém condenação de mulheres por tráfico em Alta Floresta com base em provas digitais

Publicados

em

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • A defesa pediu absolvição, desclassificação do tráfico para uso pessoal e redução das penas.

  • O Tribunal negou tudo e manteve as condenações, reconhecendo provas suficientes de tráfico e atuação conjunta.

A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu, por unanimidade, negar provimento ao recurso de apelação interposto por três mulheres condenadas por envolvimento com o tráfico de drogas em Alta Floresta. O colegiado manteve integralmente a sentença de primeiro grau, reconhecendo a robustez das provas, especialmente os elementos digitais extraídos de aparelhos celulares.

O caso teve origem em setembro de 2019, após denúncia anônima que apontava intensa movimentação típica de comércio de drogas em kitnets localizadas na Avenida Mato Grosso. Durante a ação policial, foram apreendidos 158,3 gramas de maconha, divididos entre um bloco maior e porções menores, além de balança de precisão e utensílios utilizados para fracionamento, como dichavador.

Condenações mantidas

Duas das acusadas foram condenadas por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com penas fixadas em 8 anos de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de 1.200 dias-multa cada. A terceira ré foi condenada apenas por tráfico, com pena de 5 anos de reclusão, também em regime semiaberto, e 500 dias-multa, sendo absolvida da acusação de associação.

A defesa buscava a absolvição por falta de provas, a desclassificação do crime para uso pessoal e, subsidiariamente, a aplicação do chamado tráfico privilegiado, que poderia reduzir a pena. Todos os pedidos foram rejeitados.

Provas digitais foram decisivas

O relator destacou que a condenação não se baseou apenas na apreensão da droga, mas em um conjunto probatório consistente. Entre os principais elementos estão conversas extraídas dos celulares das acusadas, que indicavam claramente a comercialização de entorpecentes.

As mensagens revelaram:

  • Negociações de venda de drogas com terceiros

  • Uso de linguagem codificada, como “chá” para se referir à maconha

  • Organização de entregas e divisão de tarefas

  • Participação em grupos de WhatsApp voltados ao tráfico

  • Registros fotográficos de drogas sendo pesadas e embaladas

Em um dos aparelhos, uma das rés se identificava como “lojista”, afirmando adquirir drogas para revenda, elemento considerado determinante para afastar a tese de consumo pessoal.

No caso de duas das acusadas, o tribunal entendeu que ficou comprovado o vínculo estável e permanente exigido para o crime de associação para o tráfico. Segundo o acórdão, elas conviviam no mesmo imóvel, compartilhavam o espaço para armazenamento das drogas e mantinham comunicação constante sobre a atividade ilícita.

A tentativa de uma das rés de assumir sozinha a responsabilidade pelo tráfico foi considerada isolada e incompatível com o restante das provas, especialmente os dados digitais.

Uso pessoal foi descartado

Para a terceira acusada, que alegou ser usuária, o tribunal afastou a possibilidade de desclassificação para porte de drogas para consumo próprio. A decisão considerou que, apesar da menor quantidade apreendida com ela e da ausência de instrumentos típicos de venda, as mensagens no celular evidenciavam atuação na revenda de entorpecentes.

Tráfico privilegiado negado

O pedido de redução de pena com base no chamado tráfico privilegiado também foi rejeitado. No entendimento do colegiado:

  • Para as duas rés condenadas por associação, o benefício é automaticamente incompatível

  • Para a terceira, as provas demonstraram dedicação à atividade criminosa, o que também impede a aplicação da minorante

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  MT Cidadão é eleito um dos 20 melhores aplicativos de governo estadual no Brasil
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA