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Megaoperação da Polícia Civil cumpre 138 mandados contra faccionados que atuam em MT

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13.3), uma megaoperação para cumprir 138 ordens judiciais, entre mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueios de bens, com alvo em integrantes de facções criminosas que atuam em todo Estado de Mato Grosso.

A ação, que reúne diversas unidades da instituição de todas as Regionais do estado, marca o início da Operação Inter Partes, que integra o planejamento da Polícia Civil de Mato Grosso para enfrentamento à criminalidade, dentro do Programa Tolerância Zero Às Facções Criminosas, do Governo do Estado.

O planejamento da Polícia Civil de repressão à criminalidade no estado busca, por meio de uma investigação criteriosa e qualificada, aprimorar e ampliar a atuação no combate à criminalidade, demonstrando a força do Estado perante os grupos que insistem em tentar tirar a tranquilidade da população mato-grossense.

Reunindo policiais de todas as Regionais de Mato Grosso, a operação tem como foco o cumprimento de 73 mandados de prisão preventiva, 58 de busca e apreensão e sete de bloqueios de bens, decretados com base em investigações da Polícia Civil que identificaram criminosos ligados a facções envolvidas em diferentes crimes, como tráfico de drogas, roubos, furtos, lesão corporal, tortura e homicídios.

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As ordens judiciais são cumpridas principalmente no interior do Estado, pelas Delegacias de Água Boa, Alto Araguaia, Aripuanã, Brasnorte, Campo Novo dos Parecis, Colniza, Comodoro, Campos de Júlio, Confresa, Cotriguaçu, Dom Aquino, Guiratinga, Itquira, Juara, Juína, Juruena, Juscimeira, Nova Olímpia, Paranatinga, Poxoréu, Primavera do Leste, São José dos Quatro Marcos, Sapezal, Sinop, Rondonópolis, Tangará da Serra e Várzea Grande.

Unidades da Diretoria de Atividades Especiais como a Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) e a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) também cumprem mandados dentro da megaoperação.

As ações da Operação Inter Partes ocorrerão de forma constante, com objetivo de desarticular a atuação das facções criminosas em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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Painel aponta redução da letalidade policial em Mato Grosso

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Mato Grosso registrou redução de 33,2% no número de mortes decorrentes de intervenção policial entre 2024 e 2025, passando de 214 para 143 casos. Os dados integram um painel desenvolvido pelo Ministério Público Estadual (MPMT) para ampliar a transparência das informações sobre o tema e subsidiar a formulação de políticas públicas, o aperfeiçoamento da atuação institucional e o fortalecimento do controle externo da atividade policial. Para acessar, clique aqui.O coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) Criminal e do Controle Externo da Atividade Policial, promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, destacou que a iniciativa está alinhada às ações do Comitê Interinstitucional instituído pelas Portarias Conjuntas nº 1/2025 e nº 1/2026-PGJ-SESP.O comitê atua no aprimoramento da prevenção, da persecução penal e das políticas públicas relacionadas à letalidade policial e à vitimização de profissionais da segurança pública em Mato Grosso. Entre os objetivos estão a produção de diagnósticos, o aperfeiçoamento de protocolos integrados e o fortalecimento do compartilhamento de dados. Os trabalhos foram prorrogados para aprofundamento técnico e consolidação das estratégias interinstitucionais.O coordenador ressaltou que “é fundamental avaliar a qualidade da base de dados. O painel foi concebido justamente para garantir transparência com rigor metodológico, permitindo uma leitura mais qualificada e responsável dos indicadores”.A coordenadora adjunta do CAO Criminal e do Controle Externo da Atividade Policial, promotora de Justiça Nathalia Moreno Pereira, observou que “a redução de 214 para 143 registros é relevante, mas a análise não se esgota no número absoluto. Para compreender o fenômeno, é essencial considerar a série histórica, as taxas e a distribuição territorial das ocorrências”.A subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, enfatizou que os indicadores estatísticos devem ser interpretados dentro de seu alcance técnico. “Os indicadores descrevem a ocorrência do evento, mas não explicam suas circunstâncias. Eles não antecipam juízo sobre licitude ou responsabilidade, aspectos que atualmente não integram a estatística e dependem de análise jurídica e probatória do caso concreto”, ressaltou.Para o Ministério Público de Mato Grosso, a sistematização das informações contribui para qualificar o debate público, fortalecer a cooperação com os órgãos de segurança pública e aprimorar a atuação institucional baseada em evidências. A expectativa é que a publicação do painel amplie a transparência dos indicadores e contribua para a preservação da vida, o aperfeiçoamento das políticas de segurança pública e o fortalecimento dos mecanismos de controle externo.A ferramenta deverá passar por atualizações periódicas e receber novos recortes analíticos, ampliando a confiabilidade dos dados e subsidiando a atuação institucional na área da segurança pública.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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