MATO GROSSO
MPMT e Polícia Civil definem estratégias para combater crimes
MATO GROSSO
Com o objetivo de alinhar estratégias comuns às duas instituições no combate à prática de crimes, o procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior, e a delegada-geral da Polícia Judiciária Civil, Daniela Silveira Maidel, realizaram nesta segunda-feira (12) uma reunião na sede da PJC. O encontro contou também com a participação do delegado-geral adjunto, Rodrigo Bastos da Silva, do Diretor de Inteligência, Juliano Silva de Carvalho, e do promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano.
O procurador-geral de Justiça destacou a importância do trabalho conjunto das duas instituições. “Para o Ministério Público é muito bom contar com a constante parceria da Polícia Judiciária Civil, instituição pela qual temos o maior respeito, cuja gestão tem conseguindo atingir excelentes resultados para a nossa sociedade”, ressaltou.
Entre as parcerias de sucesso entre Ministério Público e Polícia Judiciária Civil, o procurador-geral de Justiça destaca os resultados alcançados por meio da atuação conjunta das duas instituições no Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).
.“Além da Polícia Judiciária Civil, o CIRA e Gaeco também contam com a participação de outras importantes instituições. Temos a convicção de que somente com a articulação de todos os entes que compõem o Estado, obteremos êxito no combate aos crimes de qualquer natureza”, afirmou o PGJ.
Na oportunidade, o promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano também enalteceu o trabalho conjunto realizado com a Polícia Civil na área ambiental. “A delegada Alessandra Saturnino de Souza Cozzolino tem desempenhado um excelente trabalho junto ao Gaeco Ambiental, temos obtido excelentes resultados no combate aos ilícitos ambientais e às organizações criminosas”, ressaltou.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
Justiça recebe denúncia e decreta prisão de acusados por homicídio
A Vara Única de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá) recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e decretou a prisão preventiva de Jefferson Lima Pereira, Andréia Sabrina Lopez Silva, Alexsandro Vicente Bernazzoli e Alex Sandro Silva dos Santos, acusados de participação na morte de Carlos Henrique Silva Oliveira, ocorrida em novembro de 2025, no município. Segundo o MPMT, os investigados integravam uma organização criminosa com atuação estruturada e permanente na região.Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa com participação de adolescentes, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, corrupção de menores, fraude processual, posse irregular de munição de uso permitido e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.Ao acolher a denúncia, o juízo também atendeu ao pedido formulado pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados. Na decisão, foram reconhecidos indícios suficientes de autoria, a materialidade dos crimes e o risco concreto à ordem pública e à instrução criminal, considerando a gravidade dos fatos, a atuação coordenada do grupo e a extrema violência empregada contra a vítima. Os mandados de prisão foram inseridos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).De acordo com as investigações, Carlos Henrique foi atraído a uma residência sob o pretexto de adquirir entorpecentes. No local, teria sido rendido, amarrado e levado para uma edícula nos fundos do imóvel, onde permaneceu sob o controle dos acusados. Conforme a denúncia, a vítima foi submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, que durou cerca de uma hora e contou com a participação, por videochamada, de integrantes da organização criminosa.Entre os participantes estava um dos denunciados, que, segundo a apuração, se comunicava clandestinamente de dentro de uma unidade prisional. Ao término da reunião, teria sido autorizada a execução de Carlos Henrique.Ainda conforme a denúncia, o homicídio foi praticado com extrema crueldade. A vítima teve a orelha esquerda decepada e, posteriormente, foi morta por esgorjamento seguido de decapitação. Um vídeo da execução chegou a ser enviado aos familiares de Carlos Henrique. Após o crime, o corpo foi transportado e enterrado em uma área de mata, sendo localizado dias depois durante buscas realizadas pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar.
Foto: Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



