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Novos juízes e juízas substitutas escolhem as comarcas para atuar no Judiciário de Mato Grosso

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A solenidade de escolha das Comarcas de Entrâncias Iniciais para os 10 novos juízes e juízas substitutas foi conduzida pela presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Helena Póvoas, e contou com a participação dos desembargadores Maria Aparecida Ribeiro, vice-presidente da Corte, e José Zuquim Nogueira, corregedor-geral da Justiça. A solenidade foi prestigiada ainda pela presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Seccional Mato Grosso, Gisela Cardoso.
 
A presidente do Tribunal parabenizou os novos magistrados e magistradas e desejou sucesso na carreira, aconselhando que em situações consideradas complexas no exercício da magistratura que recorram a ensinamentos técnicos de professores e colegas juízes e juízas.
 
A escolha pela unidade judicial em que cada juiz e juíza vai atuar, conforme o Edital 66/2022, foi pelo critério de nomeação na magistratura. A doutora Paula Tathiane Pinheiro, a primeira a declarar a escolha, foi designada para a Vara Única da Comarca de Nova Ubiratã; Carolina Gonzales Azevedo Tassinari, 2ª Vara da Comarca de Juara; Raiane Santos Arteman, Vara Única da Comarca de Cotriguaçu; Patrick Coelho Campos Gappo, 2ª Vara da Comarca de Juína; Dimitri Teixeira Moreira Dos Santos, 1ª Vara Cível da Comarca de Água Boa; Anderson Fernandes Vieira, Vara Única da Comarca Porto Esperidião; Djessica Giseli Kuntzer, Vara Única da Comarca de Vila Bela da Santíssima Trindade; Pedro Toaiari De Mattos Esterce, Vara Única da Comarca de Aripuanã; Adalberto Biazotto Junior, 2ª Vara da Comarca de São Félix do Araguaia, e Luiz Antônio Muniz Rocha, Vara Única da Comarca de Colniza.
 
Para o doutor Luiz Antônio, assumir a Comarca de Colniza (1.033 Km da Capital) é uma honra e desafio que passa a ter sentido a partir de agora. “Minha missão, como dos colegas, é a de fazer uma boa entrega do serviço judicial, como também atender a população “, frisou. Antes da aprovação no concurso na magistratura de Mato Grosso, o juiz, natural de Patos de Minas (MG), atuava como promotor de Justiça no Ministério Público de Rondônia, na cidade de Ariquemes.
 
O desembargador José Zuquim disse aos novos magistrados e magistradas que guarda com carinho quando assumiu, há 37 anos, a Comarca de Porto dos Gaúchos e foi muito bem recebido pela população. O corregedor destacou a emoção que sentiu, e falou para os colegas que vão sentir a mesma emoção. José Zuquim assegurou que a magistratura é uma vida de renúncia e dedicação para entregar a melhor prestação judicial.
 
Mais nomeações – Os 10 magistrados e magistradas que assumem as unidades judiciais foram empossados em 18 de agosto. Eles foram convocados para substituírem os(as) que foram nomeados(as) e posteriormente pediram exoneração do cargo. E, com isso, por decisão da desembargadora-presidente, outros cinco foram nomeados(as), ampliando ainda mais o número previsto no edital do concurso, que, inicialmente, era nove, depois passou para 25 e chegou a 30 juízes e juízas substitutos(as) que passaram a integrar o quadro da magistratura de Mato Grosso.
 
Formação – Os juízes e juízas substitutos(as) participam, desde 22 de agosto até sexta-feira desta semana (30 de setembro), do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) promovido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), no Anexo Desembargador Atahide Monteiro da Silva, na sede do Judiciário, em Cuiabá.
 
A desembargadora Maria Helena Póvoas encerrou a cerimônia acentuando a satisfação em fazer parte deste momento da história do Judiciário mato-grossense, uma vez que com esse ato de designação todas as comarcas do Estado estão providas de magistrados e magistradas. “Deus os acompanhem
E a cada momento peçam que os ilumine no caminho e que construam uma bela jornada na carreira na magistratura”, finalizou a presidente da Corte de Mato Grosso.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens: Foto 1 – em formato horizontal colorida: desembargadores e a presidente da OAB-MT com os juízes e juíza. Foto 2 – em formato horizontal colorida: juízes e juízas no centro do Plenário durante abertura da cerimônia.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Encontro inicia com debate sobre cuidado e garantias da infância

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A palestra inaugural do 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional, juntamente com o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, realizada na manhã desta segunda-feira (18), colocou em evidência a Teoria do Cuidado como eixo central para a proteção da infância, destacando o papel do afeto, da convivência familiar e da atuação responsável do sistema de Justiça na garantia dos direitos de crianças e adolescentes.Ministrada pelo procurador de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, Sávio Renato Bittencourt Soares Silva, a conferência enfatizou a necessidade de uma atuação mais humana, ágil e efetiva das instituições na garantia dos direitos da infância e juventude, colocando o cuidado como elemento central das políticas públicas e das decisões do sistema de Justiça.Durante sua exposição, o palestrante destacou que a proteção integral exige mais do que normas e discursos. Segundo ele, é preciso transformar o afeto em ações concretas de cuidado. “O afeto é invisível; o cuidado é visível. É aquilo que se traduz em presença, atenção e responsabilidade na vida das crianças”, afirmou.Sávio Bittencourt também chamou a atenção para a necessidade de priorizar a criança como sujeito principal das relações jurídicas e institucionais. Para ele, ainda há uma cultura que privilegia interesses adultos em detrimento da infância. “Precisamos parar de errar a favor do adulto e passar, se for o caso, a errar a favor da criança”, pontuou. Outro ponto de destaque foi a importância da família como núcleo de proteção e desenvolvimento. O procurador ressaltou que o Estado deve fortalecer políticas públicas voltadas não apenas ao indivíduo, mas à estrutura familiar como um todo. “Uma família que oferece cuidado e afeto garante, na prática, a maioria dos direitos fundamentais da criança”, observou.A palestra abordou ainda a necessidade de decisões mais céleres em casos envolvendo crianças em situação de vulnerabilidade, a fim de evitar prolongamento de traumas. O palestrante reforçou que profissionais do sistema de justiça e da rede de proteção têm uma missão que vai além do exercício funcional, exigindo sensibilidade, empatia e responsabilidade ética.Participaram como debatedores o juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e coordenador da Coordenadoria da Infância e Juventude, Túlio Duailibi Alves Souza, e a juíza da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo Santos. A mesa foi presidida pelo procurador de Justiça do MPMT e coordenador do encontro, Paulo Roberto Jorge do Prado.Durante o debate, a juíza Gleide Bispo Santos destacou a importância da escuta direta no processo de garantia de direitos. “É muito importante ouvi-las. Elas querem falar, elas têm o que dizer”, afirmou, ao defender que o Judiciário construa vínculos com crianças e adolescentes para que se sintam seguras e acolhidas. O juiz Túlio Duailibi Alves Souza ressaltou que a experiência na área da infância transforma a atuação dos profissionais e evidencia a necessidade de empatia. Ele também enfatizou o papel da família na prevenção de novos conflitos. “Quando a gente consegue restabelecer aquele vínculo, aquele cuidado, aquele afeto, o adolescente volta melhor”.Já o presidente da mesa, procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, ressaltou o papel das instituições na promoção de uma atuação integrada e comprometida com a efetivação dos direitos fundamentais, destacando que a proteção da infância exige não apenas conhecimento técnico, mas também sensibilidade e responsabilidade social por parte de todos os envolvidos.Encontro Estadual e Internacional – O encontro é uma iniciativa conjunta do MPMT, por meio da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf); do Poder Judiciário, por meio da Esmagis, da Escola dos Servidores, da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) e da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ); e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), com apoio da Fundação Escola de Ensino Superior do Ministério Público (FESMP‑MT). Ainda nesta segunda-feira, a programação inclui debate sobre o Serviço de Família Acolhedora em Mato Grosso e palestra internacional sobre crimes digitais envolvendo crianças e adolescentes, ministrada pelo professor espanhol Enrique Jesús Martínez Pérez.Na terça-feira (19), serão discutidos temas como proteção online e vulnerabilidade digital, o Programa Novos Caminhos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de estratégias de prevenção ao recrutamento de adolescentes por facções criminosas. O encerramento contará com palestra internacional sobre guarda e direito de visitas em contextos de violência de gênero, apresentada por professores da Universidade de Valladolid, na Espanha.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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