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Obras da nova Deddica são vistoriadas pelo MPMT em Cuiabá

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) realizou, na quinta-feira (19), uma visita técnica às obras da nova sede da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), em Cuiabá. A inspeção teve como objetivo verificar o andamento da construção, cuja entrega está prevista para junho de 2026, além de avaliar eventuais melhorias necessárias para garantir um atendimento mais humanizado e eficiente às crianças e adolescentes vítimas de violência.Participaram da visita o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente; os promotores de Justiça da Infância e Juventude Daniele Crema da Rocha de Souza e Paulo Henrique Amaral Motta; o diretor metropolitano da Polícia Civil, delegado Wagner Bassi Junior; o delegado titular da Deddica, Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz; o delegado regional de Cuiabá, Daniel Lemos Valente; além de engenheiros da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).A nova estrutura está sendo edificada em um terreno distinto da atual sede, que, embora tenha passado por reformas recentes, permanece insuficiente diante da demanda crescente da região metropolitana. Durante a visita, o procurador de Justiça Paulo Prado reforçou que o empreendimento representa um marco importante da atuação do MPMT. “Estamos visitando a nova Deddica, acompanhando tanto a estrutura atual, que passou por reforma, quanto o andamento da obra da nova sede. Essa construção é resultado de uma ação do Ministério Público, ajuizada em 2012, que garantiu os recursos necessários para viabilizar a delegacia. A previsão do empreiteiro é entregar essa delegacia modelo até o fim de junho, e estamos aqui dialogando para identificar melhorias que possam fortalecer a atuação na defesa dos direitos da criança e do adolescente”, contou.A promotora de Justiça Daniele Crema destacou a relevância do acompanhamento contínuo das obras. “O Ministério Público compareceu ao local para verificar o andamento das obras, uma vez que há uma ação civil pública especificamente destinada à construção dessa nova delegacia. Hoje a Deddica funciona em um espaço precário e inadequado, sem condições apropriadas para o acolhimento de crianças e adolescentes. É fundamental que a obra seja executada de forma adequada e dentro do prazo contratual, previsto para junho de 2026. O que esperamos como resultado para a população é um atendimento mais rápido, efetivo e protetivo, que resguarde a vida e a integridade física e psicológica das vítimas”, detalhou.O diretor metropolitano da Polícia Civil, delegado Wagner Bassi Junior, também ressaltou o compromisso da instituição com o aprimoramento do atendimento especializado. “A causa das crianças e adolescentes é uma preocupação permanente da Polícia Civil. Temos um prédio hoje acanhado diante das necessidades, fizemos melhorias, mas o novo espaço nos permitirá oferecer um atendimento adequado e de qualidade. A expectativa é que, até o fim do ano, possamos mudar para essa estrutura. A presença do Ministério Público hoje é essencial para que possamos trocar ideias e aprimorar cada vez mais o atendimento às crianças e adolescentes vítimas de crimes”, afirmou.Já o delegado titular da Deddica, Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz, enfatizou os benefícios diretos da nova sede para a proteção das vítimas. “A construção da nova delegacia é de extrema importância para o acolhimento das crianças, que são as vítimas mais vulneráveis. Precisamos de políticas públicas de proteção integral, e esse prédio é condizente com o primeiro atendimento da segurança pública, oferecendo um espaço especializado que realmente faça diferença na vida dessas vítimas. Seja nos crimes mais graves, como estupro de vulnerável, ou nos de menor potencial ofensivo, o objetivo é garantir proteção e acolhimento qualificado”, acrescentou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína

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A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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