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Oficina da Coger aborda riscos psicossociais no ambiente de trabalho

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A Corregedoria-Geral do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) promoveu, na terça-feira (1º), a terceira oficina do Projeto Âmbar – Prevenir para Cuidar. Voltada às lideranças da instituição, a capacitação abordou o tema “Riscos psicossociais: quando a excelência cobra um preço invisível” e foi ministrada pelas promotoras de Justiça auxiliares da Coger Alessandra Gonçalves da Silva Godoi e Regilaine Magali Bernardi Crepaldi. Ao longo do encontro, os participantes foram convidados a refletir sobre práticas de liderança, riscos presentes no ambiente de trabalho e estratégias para a promoção da saúde mental e do bem-estar das equipes.Na abertura, as promotoras auxiliares da Corregedoria destacaram que o papel institucional da unidade vai além da fiscalização, incluindo também ações de orientação e prevenção. Elas ressaltaram que os riscos psicossociais podem estar presentes em qualquer ambiente de trabalho, de forma explícita ou silenciosa, e que a liderança exerce papel fundamental na identificação e mitigação desses fatores.“Queremos contribuir com a formação de uma liderança mais consciente da sua importância enquanto possível fator de prevenção aos riscos psicossociais. Vamos pensar juntos como a forma de organizar, comunicar e distribuir o trabalho pode impactar não apenas a saúde da equipe, mas também a nossa própria”, iniciou Alessandra Godoi.A oficina foi estruturada em cinco etapas. Na primeira, os participantes analisaram imagens relacionadas ao cotidiano profissional para identificar fatores de risco psicossociais, como pressão excessiva, sobrecarga de trabalho, falhas de comunicação, escassez de recursos, conflitos interpessoais e prazos críticos. Na segunda fase, foi utilizada a metodologia do psicodrama, técnica que emprega a dramatização de situações para favorecer o autoconhecimento e a compreensão de relações interpessoais. Duas cenas foram encenadas pelos participantes: uma retratando uma chefia omissa e outra uma chefia autoritária. A proposta permitiu analisar comportamentos e identificar impactos que diferentes estilos de liderança podem provocar nas equipes.Segundo Regilaine Crepaldi, a atividade buscou mostrar que tanto a omissão quanto o excesso de controle podem gerar adoecimento físico e emocional, comprometendo a qualidade das relações de trabalho e a eficiência das equipes. A reflexão também evidenciou a necessidade de lideranças preparadas para dialogar, orientar e construir ambientes de confiança. “Essas situações extremas não retratam casos concretos, mas nos ajudam a reconhecer padrões de comportamento e a refletir sobre o que podemos mudar para tornar nossas relações de trabalho mais saudáveis”, observou. Na terceira etapa, os gestores responderam a um formulário eletrônico sobre as situações encenadas, identificando riscos psicossociais, possíveis reflexos na saúde dos trabalhadores e percepções sobre a realidade institucional. As respostas serviram de subsídio para aprofundar o debate sobre os desafios enfrentados pelas equipes e as formas de enfrentamento desses problemas. Além disso, a pesquisa auxiliará a Coger nesse trabalho de prevenção aos riscos. A ideia é que ela seja levada às Promotorias de Justiça durante as reuniões de polo, de modo a servir como um mapeamento dos riscos psicossociais na instituição. As fases seguintes foram dedicadas à reflexão individual e coletiva. Os participantes foram convidados a analisar quais atitudes podem adotar para lidar melhor com os desafios da liderança, desenvolver habilidades para fortalecer relações positivas e construir soluções para prevenir ou enfrentar fatores de risco já existentes nos ambientes de trabalho.Durante o debate, as promotoras auxiliares da Corregedoria enfatizaram que liderar significa criar condições para que as pessoas desenvolvam seu potencial e realizem suas atividades com segurança e propósito. Ao abordar ferramentas de gestão aplicáveis ao cotidiano, destacaram a importância do feedback respeitoso, do diálogo transparente e do reconhecimento dos próprios limites como estratégias capazes de fortalecer a confiança e o bem-estar das equipes.Outro ponto enfatizado foi a necessidade de as lideranças compreenderem que não precisam assumir sozinhas todas as responsabilidades. As facilitadoras defenderam que reconhecer limites individuais e valorizar competências complementares dentro das equipes contribui para relações mais equilibradas e ambientes de trabalho mais saudáveis.Construção coletiva – A coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho – Vida Plena, promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, destacou a relevância da participação da Corregedoria no Projeto Âmbar e ressaltou a contribuição das dinâmicas para ampliar a compreensão sobre riscos psicossociais e liderança humanizada. “Estamos acostumados a enxergar a Corregedoria sob uma perspectiva de fiscalização, mas hoje ela esteve aqui exercendo outro papel igualmente importante: o da orientação e da prevenção. As dinâmicas proporcionaram mais um mergulho nos riscos psicossociais e nas formas de enfrentá-los”, observou.Gileade Maia também ressaltou que a atividade reforçou conceitos centrais do Projeto Âmbar, especialmente a necessidade de identificar corretamente os fatores de risco e seus efeitos sobre a saúde dos trabalhadores. Segundo ela, a liderança humanizada pressupõe criar condições para que as pessoas desenvolvam seu trabalho com segurança, confiança e apoio institucional.A psicóloga do Vida Plena, Luísa Catarina Oliveira Gonçalves, destacou que o processo de promoção da saúde no trabalho é construído coletivamente e depende da capacidade de dialogar sobre as relações profissionais e as condições em que o trabalho é realizado. Conforme pontuou, os encontros têm permitido ampliar o repertório dos participantes sobre saúde mental e fortalecer a qualidade de vida no ambiente institucional.No fim da oficina, os facilitadores foram homenageados pelo Vida Plena como forma de agradecimento pela dedicação e empenho na condução das oficinas.
O Projeto Âmbar é uma iniciativa do Núcleo Vida Plena que busca prevenir riscos psicossociais e promover a saúde mental no MPMT. Alinhada às diretrizes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e às exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), a formação tem proporcionado espaços de aprendizado, troca de experiências e construção coletiva de estratégias para o fortalecimento de uma cultura organizacional cada vez mais saudável e humanizada.A capacitação das lideranças foi estruturada em quatro encontros. A próxima oficina ocorrerá no dia 3 de setembro (sexta-feira), conduzida pelo Departamento de Gestão de Pessoas (DGP).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT articula ampliação de ações para prevenir violência nas escolas

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A 14ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá promoveu, na última segunda-feira (31), uma reunião com a Secretaria Municipal de Educação (SME) para fortalecer as políticas públicas de prevenção e enfrentamento da violência no ambiente escolar. Como resultado do encontro, foi firmado um acordo para ampliar as iniciativas já desenvolvidas pela rede municipal de ensino e estabelecer um cronograma para a execução de ações voltadas à proteção de estudantes, profissionais da educação e de toda a comunidade escolar.A reunião foi conduzida pelo promotor de Justiça Paulo Henrique Amaral Motta e contou com a participação do secretário municipal de Educação, Reginaldo Alves Teixeira, e de integrantes da equipe técnica da pasta. A iniciativa integra a atuação extrajudicial do Ministério Público no âmbito de procedimento administrativo instaurado para acompanhar a implementação do sistema de garantia de direitos de crianças e adolescentes vítimas e testemunhas de violência no município de Cuiabá.Durante o encontro, foram discutidos os projetos já desenvolvidos pela gestão municipal para a prevenção e o enfrentamento da violência no ambiente escolar. Entre as iniciativas apresentadas estão o “Projeto Proteção Já!”, voltado à prevenção e ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes; o “Programa Guardião Escola”, que promove palestras e rodas de conversa sobre prevenção ao uso de drogas; e o “Projeto Bullying, Acabou Aqui!”, direcionado à conscientização, orientação e prevenção do bullying e de outras formas de violência psicológica nas unidades de ensino.Também foram apresentados o “Projeto Violência no Espaço Educacional”, que desenvolve ações de sensibilização voltadas ao fortalecimento da cultura de paz, do respeito mútuo e da convivência saudável no ambiente escolar, e o “Quadro de Formação Continuada”, composto por capacitações permanentes destinadas a professores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares. Essas duas iniciativas serão ampliadas para a educação infantil e as creches municipais, fortalecendo o caráter preventivo das ações desenvolvidas pela rede de ensino.“Nossa intenção é fortalecer uma atuação preventiva e permanente na rede municipal de ensino. A violência escolar deve ser enfrentada de forma integrada, envolvendo poder público, profissionais da educação, estudantes e famílias. Com esse alinhamento, buscamos consolidar ações efetivas que promovam ambientes mais seguros, acolhedores e favoráveis ao desenvolvimento de crianças e adolescentes”, destacou o promotor de Justiça Paulo Henrique Amaral Motta.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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