MATO GROSSO
Órgãos especializados em investigações no MPMT definem estratégias
MATO GROSSO
Para garantir integração e alinhamento estratégico, representantes dos órgãos de execução do Ministério Público do Estado de Mato Grosso que atuam com investigações mais complexas realizaram nesta terça-feira (19) uma reunião na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá.
Durante o encontro, o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Conhecimento e Segurança da Informação (CSI), promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, apresentou o catálogo dos serviços do CAOP/CSI disponíveis para as áreas investigativas da instituição. Entre eles, estão as atividades que podem ser realizadas pelo Laboratório de Análise Financeira.
“Para que possamos realizar entregas cada vez mais efetivas à sociedade com economicidade e competência, entendemos que precisamos somar esforços para a construção de uma agenda comum que atenda as demandas de capacitação, projetos e aquisições”, defendeu o coordenador do CSI, se referindo ao Projeto Integração, que tem como objetivo a realização de ações conjuntas de apoio às equipes dos órgãos investigativos do MP/MT. Mauro Zaque destacou ainda que a iniciativa conta com total apoio da Administração Superior do MPMT, na pessoa do procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior.
Participaram da reunião os coordenadores do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, promotora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente; do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), promotor de Justiça Marcos Regenold; do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, promotor de Justiça Gustavo Dantas Ferraz; e do Cira e Núcleo de Defesa da Administração Pública e Ordem Tributária, promotora de Justiça Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert. Assessores jurídicos que atuam nessas áreas também participaram do encontro.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.
Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



