CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Parque Zé Bolo Flô recebe centenas de pessoas no penúltimo dia (07) da Virada Sustentável MT

Publicados

MATO GROSSO

A Virada Sustentável Mato Grosso trouxe 14 atrações para o Parque Zé Bolo Flô neste sábado (07.6), no bairro Cophema, em Cuiabá. A movimentação, que começou às 7h, se estendeu até o fim do dia, com a participação de centenas de crianças, jovens, adultos e idosos. Na programação foram disponibilizadas oficinas, apresentação de peça teatral, dança, exposição, workshop, entre outras atividades.

O evento é uma realização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto Virada Sustentável e parceiros. As atividades da Virada Sustentável Mato Grosso começaram na quarta-feira (04) em diversos pontos da Capital e se encerram neste domingo (08), no Parque Mãe Bonifácia.

Confira os detalhes da programação realizada no Parque Estadual Zé Bolo Flô:

Árvore para todos no Parque

“Nós costumamos dizer que as árvores contam histórias. Esse indivíduo de peroba rosa se manteve vivo por 246 anos. O ano inicial desta espécie foi de 1768, sendo suprimida somente em 2014. Ela traz uma cicatriz do maior incêndio florestal que ocorreu no Brasil, no Paraná. A gente consegue ver com isso a resiliência das árvores, que mesmo com esse impacto, ainda conseguiu se regenerar e continuar vivendo firme e forte”, Gabriel Agostini, mestrando no programa em Ciências Florestais e Ambientais da UFMT, sobre o disco de madeira, de aproximadamente 50 quilos, exposto no estande montado por estudantes, professores e técnicos da Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso.

Varal de Desenhos


Desenhos do concurso sobre biodiversidade foram expostos em um varal no Parque Zé Bolo Flô. Ao todo, foram selecionados 18 desenhos, sendo três por diretoria regional da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Participaram alunos de Cuiabá, Várzea Grande, Diamantino, Pontes e Lacerda, Rondonópolis e Tangará da Serra de 52 unidades escolares de tempo integral que ofertam o Ensino Médio na rede estadual de educação.

Oficina de Tecido Acrobático

“Eu gostei bastante, tive um pouco de dificuldade porque não tenho costume de me alongar e exigiu muita força, mas acho que é algo que virá com a prática. A identificação foi tanta que decidi buscar mais aulas”, Karine Arruda Duarte, 24 anos, que foi conhecer na prática as acrobacias aéreas que via em apresentações na televisão e internet.

“Como tenho 55 anos, pensei que eu não conseguiria fazer. Mas qualquer pessoa consegue, com certeza. A sensação é quase indescritível, me senti aliviada e confiante por ter superado este desafio”, Rosinete Amorim Pereira Leite, falado sobre a superação na atividade que envolveu público de diversas idades.

Cuiabá: Um Rio de Histórias


“Esse festival tem uma missão muito importante, essa valorização dos ecossistemas e claro, não poderíamos deixar de falar do nosso Pantanal, que é a nossa grande riqueza e que nós estamos lutando cada vez mais para preservar e para mostrar o seu valor”, Maicon D Paula, ator. O espetáculo itinerante começou no palco e seguiu para natureza, promovendo reflexões sobre a importância do Pantanal. A partir de agosto a peça será apresentada em 10 capitais brasileiras.

Leia Também:  Mato Grosso se mantém na liderança nacional com 58% do CAR analisado

Arte e Educação Ambiental nas Trilhas

“Eu gosto muito de desenhar. Desenhei a minha família em formato de folhas, meu pai é essa folha grande, minha mãe essa folha fina e essa menor é minha irmã”. Perola Silva, 8 anos, que se inspirou nas folhas ao seu redor para fazer seu desenho. Assim como Pérola, a maioria dos participantes eram crianças e expressaram em desenho seu amor pela natureza.

Lendas do Rio Cuiabá ao Pantanal


“Foi muito mágica essa apresentação. O espetáculo foi interativo, engraçado e muito enriquecedor”, Márcia de Assis, moradora da região do Parque, sobre a história contada por Alicce Oliveira. A contadora de histórias se Inspirou na obra “lendas do Rio Cuiabá”, do escritor Emílio Antunes, para compor suas apresentações e usou música e objetos sonoro para criar a atmosfera ideal para uma viagem ao mundo de faz de conta ao apresentar ao público duas lendas: a do minhocão do pari e a do vendaval do taquaral.

Sustentabilidade em foco: transformando resíduos em recursos


“Além de resgatar memórias afetivas da minha infância, ao ver tanto equipamentos antigos, esse encontro foi muito importante, pois eu não sabia que em Cuiabá tinha um lugar assim para receber esses eletrônicos. Muitas vezes, acabamos descartando esses equipamentos de forma errada e prejudicando o meio ambiente”, Carlos Roberto da Silva, 47 anos. A fala foi sobre a visita ao estande de aparelhos eletrônicos antigos, como celular, televisão, computador no espaço criado pela Ecodescarte, empresa de reciclagem de produtos eletrônicos velho ou sem condição de uso.

Workshop “Jogo do Capitalismo Consciente”


No início da competição os participantes tiveram acesso a informações sobre pilares do capitalismo consciente: propósito maior, orientação para stakeholders, liderança e cultura consciente. O jogo propõe reflexões sobre os níveis de consciência ambiental, social e humana para provocar mudanças. É um movimento de dentro para fora, que começa pelo reconhecimento das questões que estão ao nosso alcance, passa pela escolha de fazer algo diferente e termina com a atitude que manifesta a transformação necessária.

Mulheres do Cerrado: cores e encantos


“Foi muito importante participar da Virada, é um evento de uma amplitude nacional que dá uma visibilidade imensa. Já estamos sendo reconhecidas no cenário do grafite nacional, mas ainda encontramos empecilhos inclusive de contratação, para meninas as vezes é mais complicado este reconhecimento e valorização. Foi incrível participar”. Ana Psendziuk, integrante do coletivo Manas do Mato, grupo de 26 mulheres que tem a proposta de promover um novo olhar sobre o espaço por meio da arte urbana, com foco na pintura e no grafite.

Oficina Fazer da Viola de Cocho e Show Dança do Boi a Serra


“Uma das coisas que esta virada está proporcionando ao público é mostrar nossa cultura, o instrumento de viola de cocho que existe há mais de dois séculos no nosso estado e o trabalho que a gente faz de aproveitamento dessa madeira que é nossa matéria prima”. Mestre Alcides Ribeiro, que mostrou as 10 etapas de criação da Viola de Cocho, instrumento patrimônio cultural brasileiro. Jovens artistas apresentaram a vibrante Dança do Boi a Serra ao som de instrumentos tradicionais: a viola, o mocho e o ganzá nessa celebração da cultura popular.

Leia Também:  Força Tática prende dupla por tráfico, apreende entorpecentes e munições

Oficina Dançando Siriri com Bichos Lendários


“Foi bem bacana essa integração entre as pessoas que traz um pouco da cultura cuiabana. Vi a publicação do evento no parque e trouxe meu filho para participarmos”, Manolo Trindade, pesquisador em ciências florestais, que participou com o filho Josué, de 6 anos. A oficina da Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso foi voltada para o público infantil, onde as crianças puderam aprender de forma lúdica e divertida os passos e movimentos da tradicional do siriri. Os participantes também interagiram com os personagens folclóricos, Minhocão do Pari, o Boi à Serra e a Ema.

Jogos Tardes Lúdicas na Virada Sustentável


“Foi importante trazer o projeto para a Virada Sustentável, para chamar a atenção das pessoas para parar e fazer atividades prazerosas. Trazer jogos facilita a socialização e traz outros aprendizados como raciocínio lógico e desenvolvimento de linguagem. E é legal chamar a atenção de um jeito lúdico e num espaço que consegue levar essa ideia para mais pessoas”. Helia Vannuchi, responsável pelo projeto que existe desde 2013, na UFMT, com objetivo de focar na saúde mental, criando um espaço de desconcentração para as pessoas se desligarem do problema do cotidiano e se divertir jogando.

Oficina de cerâmica Bichos Pantaneiros e do Cerrado

“Muito legal ver as crianças participando. Vim para acompanhar o filho de uma amiga e para aprender um hobby que posso usar para me distrair. Uma atividade ao ar livre, num sábado à tarde, que nos conecta a natureza, foi uma boa proposta por ser no parque”. Nayara Gomes de Oliveira, engenheira química. Por meio do artesanato em argila, a oficina foi voltada para o público infantil e teve objetivo de compartilhar conhecimentos tradicionais, valorizando práticas que mantêm vivas as raízes culturais da região. Foi ministrada por Edilaine Domingas, ceramista da comunidade São Gonçalo Beira Rio, que trabalha com o barro desde os 7 anos.

Dança Espetáculo Siriri Serra Abaixo


Encerrando uma tarde marcada pela cultura popular mato-grossense e as tradições ribeirinhas, o grupo Flor Serrana levou o siriri raiz para os palcos do festival, importante dança popular que fortalece o vínculo com o patrimônio cultural regional. Por meio de cantos e danças que atravessam gerações, oito casais de dançarinos encantaram o público com passos marcados, figurinos coloridos e muita animação, num enredo que valoriza a identidade e os saberes do povo cuiabano.

Fonte: Governo MT – MT

Propaganda

MATO GROSSO

Curso debate novo papel do Judiciário diante dos desafios do Estado Constitucional Cooperativo

Publicados

em

Plateia sentada em auditório durante evento formal. Em primeiro plano, homens e mulheres vestindo trajes formais e sociais acompanham a ocasião dispostos em fileiras de poltronas pretas.Magistrados (as), servidores(as) e operadores(as) do Direito participaram, nesta sexta-feira (7), do curso “O Poder Judiciário no Estado Constitucional Cooperativo”, promovido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), no Complexo dos Juizados Especiais, em Cuiabá. Ministrada pelo professor e procurador federal Marcos Augusto Maliska, a capacitação reuniu especialistas para discutir os impactos das transformações do Direito contemporâneo e o papel do Judiciário em uma sociedade cada vez mais conectada aos sistemas internacionais de proteção de direitos.
Ao longo do dia, os participantes acompanharam exposições sobre teoria constitucional, pluralismo jurídico, precedentes, processos estruturais e o papel da magistratura em um contexto de crescente cooperação entre Estados, organismos internacionais e instituições.
Homem de óculos, paletó azul e gravata estampada fala em um microfone sobre um púlpito de madeira. Ao fundo, à direita, há bandeiras hasteadas, incluindo a do Brasil.Para o professor Marcos Augusto Maliska, o conceito de Estado Constitucional Cooperativo representa uma evolução da compreensão tradicional do Estado, que deixa de atuar de forma isolada e passa a dialogar com outras ordens jurídicas.
“O Estado Constitucional Cooperativo é um Estado que preserva os pilares da democracia, do Estado de Direito e da separação de poderes, mas que está aberto à cooperação com as nações, organismos internacionais e tribunais internacionais. Hoje, o fenômeno jurídico ultrapassa as fronteiras territoriais e isso exige uma nova compreensão sobre o papel do Poder Judiciário”, explicou.
Segundo ele, esse cenário fortalece a importância da jurisprudência e amplia a responsabilidade da magistratura na concretização dos direitos fundamentais.
“Há um deslocamento da centralidade do direito exclusivamente legislado para um direito cada vez mais jurisprudencial. Nesse contexto, o protagonismo do juiz se torna ainda mais relevante. Discutir esse tema com magistrados, que vivenciam diariamente esses desafios, é uma oportunidade extremamente rica para aprimorar essa reflexão”.
Mulher de cabelos escuros longos e óculos de armação preta falando próximo a um microfone com o logotipo Formação alinhada aos desafios da magistratura
Coordenadora do curso, a juíza Suzana Guimarães Ribeiro, da 2ª Turma Recursal, explicou que a iniciativa surgiu a partir do contato com o professor durante o curso de mestrado desenvolvido pela Esmagis em parceria com a UniBrasil. Ela afirmou que a proposta dialoga diretamente com as mudanças que vêm sendo incorporadas à atuação judicial.
“O professor Maliska desenvolve um trabalho reconhecido nacional e internacionalmente sobre jurisdição cooperativa e o novo papel do juiz. Hoje, o magistrado não pode se limitar apenas à aplicação literal da lei; é preciso considerar os direitos humanos, os tratados internacionais e o controle de convencionalidade”, disse.
A magistrada destacou ainda que a recente Recomendação nº 68/2026 do Conselho Nacional de Justiça, que trata do Estatuto do Juiz Ibero-americano, reforça a atualidade do tema. “Esse novo paradigma aproxima o juiz brasileiro dos padrões internacionais de proteção aos direitos fundamentais. É exatamente essa reflexão que buscamos proporcionar aos magistrados”.
Mulher sorridente de cabelos loiros ondulados e compridos vestindo blusa verde-água e colar fino, vista em plano médio curto. Ela está levemente virada para a esquerda em um ambiente com painel de madeira ao fundo.Também coordenadora da capacitação, a juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, ressaltou que o Direito Constitucional Cooperativo amplia a capacidade institucional do Judiciário para enfrentar problemas complexos. “A Constituição não é uma estrutura fechada em si mesma. Quando há cooperação entre instituições, entre diferentes sistemas jurídicos e experiências, fortalecemos o próprio Poder Judiciário”.
Segundo a magistrada, essa visão tem aplicação prática no cotidiano das decisões judiciais. “Lidamos diariamente com demandas que envolvem políticas públicas, orçamento e interesses coletivos. Buscar experiências semelhantes e soluções desenvolvidas em outros contextos contribui para decisões mais qualificadas e efetivas”, ressaltou.
Novas perspectivas para o Direito
Homem com barba e bigode aparados em corte curto, vestindo paletó escuro e camisa clara, falando próximo a um microfone da No período da tarde, o evento contou com uma roda de conversa entre especialistas. O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Marco Aurélio Marrafon, destacou que o debate buscou refletir sobre a necessidade de adaptação das instituições diante das transformações provocadas pela era digital.
“Vivemos uma transição paradigmática. As novas tecnologias, especialmente a inteligência artificial, desafiam as estruturas jurídicas e políticas construídas ao longo dos séculos. Precisamos repensar essas instituições sem abrir mão das conquistas democráticas e dos direitos fundamentais”, contou.
Para ele, iniciativas como a promovida pela Esmagis colocam a magistratura em posição de antecipar discussões que rapidamente chegarão ao cotidiano da Justiça. “Quando a magistratura debate temas dessa natureza, ela se prepara para oferecer respostas mais eficientes aos desafios concretos da sociedade“.
Homem de cabelos curtos escuros e óculos de armação preta enquadrado em plano médio curto. Ele veste paletó escuro, camisa azul-claro e gravata escura. Ao fundo, veem-se três bandeiras hasteadas e painel de madeira.O professor titular da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Valerio de Oliveira Mazzuoli enfatizou que o encontro dialoga diretamente com as diretrizes mais recentes do Conselho Nacional de Justiça sobre a atuação judicial em perspectiva internacional.
“A Recomendação nº 68 de 2026 do CNJ apresenta o juiz brasileiro como um juiz interamericano, comprometido com a aplicação dos padrões internacionais de proteção aos direitos humanos. Esse é um tema extremamente atual e que vem ganhando espaço em todo o Judiciário brasileiro. Eventos como este curso e a roda de conversa permitem aprofundar o debate e aproximar a teoria da realidade enfrentada diariamente pelos magistrados. Aqui podemos refletir sobre essas novas tendências da magistratura e sobre o fortalecimento da atuação jurisdicional em um cenário cada vez mais integrado ao Direito Internacional”, pontuou Mazzuoli.

Ana Assumpção

Leia Também:  Mato Grosso se mantém na liderança nacional com 58% do CAR analisado

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA