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Pauta Verde: Processo contra madeireira em Cuiabá integra mutirão que reúne 339 ações fiscais em MT
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Um processo movido pelo Estado de Mato Grosso contra uma madeireira e marcenaria, em Cuiabá, é um dos que estão na lista do Mutirão dos Executivos Fiscais, durante a Semana da Pauta Verde. A empresa tentou suspender a cobrança judicial de débitos, mas teve o pedido negado pelo Judiciário, que manteve a exigibilidade do crédito.
O processo (PJE n 1048058-08.2023.8.11.0041) tramita pelo Núcleo Justiça 4.0 – Execução Fiscal Estadual, da Comarca de Cuiabá. Embora neste caso a cobrança prossiga em juízo, a proposta do mutirão é justamente estimular a resolução consensual, utilizando a mediação e a conciliação como ferramentas para recuperar créditos públicos e reduzir o acervo processual. Isso significa que empresas e entes públicos podem negociar valores, juros, multas ou parcelamentos antes que os processos avancem até o julgamento final.
“Com a Semana da Pauta Verde, o Poder Judiciário reafirma que a responsabilidade ambiental exige respostas rápidas e efetivas. Ao priorizar a conciliação e a mediação nos executivos fiscais, buscamos dar celeridade à solução de processos que envolvem atividades com impacto direto no meio ambiente. Mais do que discutir arrecadação, nossa missão é assegurar que a tutela ambiental seja prestada de forma ágil, responsável e comprometida com o futuro sustentável de Mato Grosso”, declarou o desembargador Rodrigo Roberto Curvo, que liedera a Semana Pauta Verde em Mato grosso e integra tanto o Fórum Ambiental do Poder Judiciário (Fonamb) quanto o Grupo de Meio Ambiente do TJMT (GMA).
Esse é apenas um exemplo entre os 339 processos identificados pelo Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, como aptos para julgamento e movimentação durante a mobilização nacional. Sete salas, com conciliador, mediador e procurador, vão atender a população durante a semana. Nesta segunda-feira (18), primeiro dia do mutirão, mais de 60 audiências virtuais estão sendo conduzidas pelos facilitadores do Centro Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania do Meio Ambiente (Cejusc Ambiental), por meio da plataforma Microsoft Teams.
O tema relevante são as causas ambientais estruturais. Um levantamento feito pelos juízos do Estado mostra ainda que as comarcas de Feliz Natal (88 processos), Cláudia (65) e Peixoto de Azevedo (58) concentram a maior parte das ações. Os três municípios da região norte do Estado somam mais da metade do total de processos de difícil solução. Também figuram no ranking com números relevantes as comarcas de Terra Nova do Norte (21), Barra do Garças (19) e da Capital, Cuiabá (16).
Pauta Verde – A Semana da Pauta Verde é uma iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e será realizada de 18 a 22 de agosto em todo o país. O objetivo é fortalecer a atuação do Judiciário em questões ambientais, priorizando tramitação, julgamento e conciliação de processos. Em Mato Grosso, todas as 79 comarcas estão envolvidas na ação e os processos contribuem com o cumprimento da Meta 6 do CNJ: Identificar e julgar até 31/12/2025, 50% dos processos relacionados às ações ambientais distribuídos até 31/12/2024.
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Autor: Alcione dos Anjos
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Fonte: Política



