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PM oficializa passagens de comando da Rotam, Força Tática de Várzea Grande e 10º Batalhão

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A Polícia Militar realizou, no final da tarde desta sexta-feira (05.04), solenidade de passagem de comando de três unidades da Região Metropolitana do Estado. Na cerimônia, realizada no Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel, novos comandantes assumiram a Rotam, Força Tática do 2º Comando Regional e o 10º Batalhão de Cuiabá.

No Batalhão Rotam, responsável pelo patrulhamento tático em ocorrências de situações complexas e também no controle de distúrbios civis, o tenente-coronel Tiago Costa Gomes assumiu o comando em substituição ao tenente-coronel Gibson Almeida Costa Júnior, que estava na unidade desde março de 2023.

O tenente-coronel Costa Gomes, é formado no Curso de Operações Especiais pela Polícia Militar de Pernambuco e atuou por mais de sete anos no Batalhão de Operações Especiais (Bope) de Mato Grosso. Também exerceu funções de Gerência de Segurança da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça de MT e foi Assessor Militar da Corregedoria-Geral de Justiça do Estado. Atualmente, comandava a Força Tática do 2º Comando Regional, em Várzea Grande.

No comando da Força Tática do 2º CR, responsável pelo policiamento tático de Várzea Grande, Jangada, Nobres, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Rosário Oeste e Acorizal, assumiu a função o major Roosevelt Marcos Barros da Silva Júnior. O major Roosevelt estava na coordenadoria administrativa do gabinete do comandante-geral da PMMT. Além disso, já atuou como comandante do Grupo de Apoio (GAP) do 3º Batalhão de PM e da 1ª Companhia de Proteção Ambiental, em Cáceres.

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Ainda na solenidade, o tenente-coronel Bruno Marcel Souza Tocantins, assumiu o comando do 10º Batalhão de PM em substituição ao tenente-coronel Luis Fernando Oliveira Dias, que estava comandando a unidade desde setembro de 2020. O 10º BPM é responsável pelo policiamento de mais de 50 bairros da Capital, entre eles as regiões Santa Rosa, Santa Isabel, Verdão, Cidade Alta, Santa Amália, Jardim Cuiabá e Araés.

O novo comandante do 10º Batalhão, tenente-coronel Marcel, estava no comando da Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap). O tenente-coronel também atuou como assessor militar do Fórum de Cuiabá e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e Analista de Instauração de Processos da Corregedoria-Geral da PMMT.
 

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, agradeceu aos serviços prestados pelos comandantes que deixaram as unidades e deu boas-vindas aos novos comandantes. Em seu discurso, o coronel Mendes também destacou o incentivo da tropa e dos familiares, para que os novos comandantes exerçam bem suas funções.

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“Esta é uma solenidade marcada pela realização de alguns sonhos, mesmo daqueles que saem dos comandos para assumirem novas responsabilidades. É importante vermos o apoio dos familiares, dos amigos e de toda a tropa militar, que continua unida com essas mudanças. Agradeço aos tenentes-coronéis que deixam os comandos pelo grande trabalho desempenhado nessas unidades, deixando um grande legado e missão para que os novos comandantes cumpram o trabalho com excelência”, destacou.

Também estiveram presentes na solenidade o secretário-chefe de Gabinete de Governo, tenente-coronel PM Jordan Espíndola; o deputado Federal, coronel PM Jonildo José de Assis; o deputado estadual Diego Guimarães; o juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Eustáquio Neto; o vereador de Cuiabá, Rodrigo Arruda; o corregedor-geral da PMMT, coronel Fernando Augustinho Oliveira; e os comandantes regionais, coronel Wankley Rodrigues (Cuiabá), coronel Januário Batista (Várzea Grande), coronel André Dorileo (Barra do Garças), e coronel Antonio Lara (Nova Mutum).


 

Fonte: Governo MT – MT

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Curso sobre letramento racial promove equidade no ambiente institucional do PJ

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Banner do Curso de Letramento Racial e Antirracismo do TJMT. A arte tem tons de marrom e sépia e tem as imagens de uma mulher preta de perfil, de uma mão negra de punho cerrado, da balança da Justiça e do mapa de Mato Grosso.Um ambiente institucional com equidade vai além do tratamento igualitário. Reconhece as necessidades individuais, oferecendo suporte para que todos tenham oportunidades reais de desenvolvimento. Buscando transformar a cultura organizacional da instituição em um modelo que promova justiça, acolha a diversidade e garanta que as barreiras estruturais sejam superadas, o Poder Judiciário de Mato Grosso vem adotando práticas e políticas antirracistas. Entre elas, cursos e capacitações sobre Letramento Racial e Práticas Antirracistas.
Um novo módulo da capacitação online teve início nesta segunda-feira (15/06) e prossegue até quinta (19), das 8h às 12h. Voltado a magistrados, servidores e colaboradores da Justiça Estadual, o curso é ministrado pela professora e pesquisadora Silviane Ramos Lopes da Silva, doutora em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e mestre em História pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A pesquisadora lembrou que para falar de racismo estrutural é preciso primeiro revisitar a história do Brasil, a fim de se compreender que o racismo não é apenas um preconceito, mas uma base sobre a qual instituições, a economia e a cultura foram organizadas. A colonização e a escravidão deixaram ao país uma herança histórica e econômica, já que, após a abolição, o Estado não promoveu políticas de inclusão, o que resultou na marginalização da população negra. “Foram usadas diferenças corporais, como fenótipo, cor da pele e textura de cabelo, para criar desigualdades e legitimar a superioridade de um grupo sobre o outro”, pontuou.
Silviane destacou ainda o que chamou de “ponto cego nacional por conta do analfabetismo racial “ essa ideia equivocada da coisificação dos corpos negros e indígenas , e o discurso de que somos todos iguais não coadunam . Essa narrativa que suaviza a não existência de racismo no Brasil, é uma estratégia da branquitude para enfraquecer os movimentos negros , indígenas a não se organizarem . Nada foi dado a população negra e indígena. Os povos indígenas são donos da terra e os negros foram arrancados de África sem escolhas, a organização da comunidade e imprescindível em para garantir vida digna, ressaltou.
Corpo branco, pele clara, traços finos, cabelo liso são vistos como norma ou padrão, sem mistura. Já negros e indígenas são vistos como diferentes. Esse conceito de branquitude define a identidade racial, o lugar de privilégio e a posição de poder ocupada por pessoas brancas em uma sociedade estruturada pelo racismo. A pesquisadora deu como exemplo dessa branquitude os bairros nobres da cidade de São Paulo, considerados locais “de branco”. Nesses lugares, observou Silviane, o corpo negro só é normalizado se estiver exercendo uma função subalterna.
Letramento e dupla consciência
Pessoas brancas podem desenvolver letramento racial por meio da “Dupla Consciência”. Isso ocorre quando o indivíduo adquire a capacidade de olhar para a sociedade e para os próprios privilégios, através das lentes da experiência negra. Conforme pesquisa trazida por Silviane, apesar de ser impossível “vestir a pele do outro”, é possível vivenciar a empatia profunda sem apropriação. Essa identificação estética e política pode vir, por exemplo, do engajamento com produções intelectuais, musicais e artísticas negras.
A capacitação traz ainda um conjunto de recursos para quem deseja ser um aliado na luta antirracista. Entre eles, reconhecer privilégios e o racismo internalizado, escuta qualificada e não universal, descentralizar-se, além de educação continuada.
O curso Letramento Racial e Práticas Antirracistas é promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Promoção da Equidade Racial, que tem entre suas atribuições coordenar e executar as ações previstas no Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial, fomentar a representatividade racial no Judiciário, estimulando cursos e capacitações e disseminando práticas de combate ao racismo e de promoção da equidade racial.

Autor: Nadja Vasques

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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