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PM prende mulher por tentativa de homicídio contra companheiro em Juara

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A Polícia Militar prendeu uma mulher, de 33 anos, por tentativa de homicídio, na madrugada desta quarta-feira (22.10), em Juara. A suspeita, que está grávida de oito meses, esfaqueou o companheiro no ombro e na costela utilizando um canivete.

A equipe policial foi acionada devido uma briga de casal em uma conveniência, no centro da cidade. Os policiais se deslocaram até o endereço para verificar os fatos.

No local, os militares encontraram a vítima, um homem, de 33 anos, caído no chão, com ferimentos no ombro e na costela. Em relato à PM, ele confirmou que a companheira o esfaqueou utilizando um canivete e que tentou desarmá-la. O homem foi socorrido por uma ambulância e encaminhado para o hospital, onde permanece em atendimento médico.

De imediato, os policiais entraram em diligências em buscas pela mulher. Em determinado momento, a suspeita foi localizada em frente a um hotel e abordada. Questionada sobre a situação, ela confessou aos policiais ter discutido com o companheiro, após encontrá-lo na conveniência com outra mulher, acreditando ser uma amante.

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Em seguida, desferiu golpes utilizando um canivete que atingiu o ombro e a costela da vítima, e, durante a briga, se feriu com um corte na mão esquerda. A mulher ainda ressaltou que está grávida de oito meses.

Diante dos fatos, a suspeita recebeu voz de prisão e foi encaminhada para o hospital para atendimento médico e, posteriormente, encaminhada para a delegacia para as providências que o caso requer.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Sob supervisão Wellyngton Souza*

Fonte: Governo MT – MT

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Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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