MATO GROSSO
PM resgata adolescente vítima de sequestro e tortura e prende dois faccionados em Cáceres
MATO GROSSO
Equipes policiais do 6º Batalhão, Força Tática e Batalhão de Operações Especiais (Bope) resgataram uma adolescente, de 17 anos, que estava sendo alvo de um tribunal do crime de uma facção criminosa, na noite desta terça-feira (14.4), em Cáceres. Na ação, duas pessoas foram presas por sequestro, cárcere privado e tortura.
Conforme o boletim de ocorrência, os militares receberam denúncias sobre uma suposta sessão de tortura em uma residência, no bairro Cavalhada 3. Segundo as informações, populares afirmaram estarem ouvindo gritos vindos de uma casa.
Os policiais seguiram ao endereço e encontraram alguns suspeitos já reconhecidos por crimes envolvendo facções, que fugiram ao verem os militares. Em seguida, as equipes entraram na casa e encontraram a adolescente amarrada pelas mãos e pés, além de um homem e uma mulher, que foram detidos.
Em relato à PM, a jovem afirmou que foi atraída até o endereço pela suspeita para uma conversa. Chegando no local, foi rendida e torturada pelos criminosos, que faziam chamada de vídeo com outros faccionados.
A adolescente relatou ainda que os suspeitos a obrigavam a repassar informações sobre um suposto membro de facção rival, sob ameaça de morte caso não colaborasse
Dentro do imóvel, também foram encontrados e apreendidos celulares, facas e a quantia de mais de R$ 500,00 em dinheiro.
Os dois faccionados receberam voz de prisão e foram conduzidos para a delegacia de Cáceres para registro da ocorrência e demais providências.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Justiça recebe denúncia e decreta prisão de acusados por homicídio
A Vara Única de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá) recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e decretou a prisão preventiva de Jefferson Lima Pereira, Andréia Sabrina Lopez Silva, Alexsandro Vicente Bernazzoli e Alex Sandro Silva dos Santos, acusados de participação na morte de Carlos Henrique Silva Oliveira, ocorrida em novembro de 2025, no município. Segundo o MPMT, os investigados integravam uma organização criminosa com atuação estruturada e permanente na região.Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa com participação de adolescentes, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, corrupção de menores, fraude processual, posse irregular de munição de uso permitido e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.Ao acolher a denúncia, o juízo também atendeu ao pedido formulado pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados. Na decisão, foram reconhecidos indícios suficientes de autoria, a materialidade dos crimes e o risco concreto à ordem pública e à instrução criminal, considerando a gravidade dos fatos, a atuação coordenada do grupo e a extrema violência empregada contra a vítima. Os mandados de prisão foram inseridos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).De acordo com as investigações, Carlos Henrique foi atraído a uma residência sob o pretexto de adquirir entorpecentes. No local, teria sido rendido, amarrado e levado para uma edícula nos fundos do imóvel, onde permaneceu sob o controle dos acusados. Conforme a denúncia, a vítima foi submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, que durou cerca de uma hora e contou com a participação, por videochamada, de integrantes da organização criminosa.Entre os participantes estava um dos denunciados, que, segundo a apuração, se comunicava clandestinamente de dentro de uma unidade prisional. Ao término da reunião, teria sido autorizada a execução de Carlos Henrique.Ainda conforme a denúncia, o homicídio foi praticado com extrema crueldade. A vítima teve a orelha esquerda decepada e, posteriormente, foi morta por esgorjamento seguido de decapitação. Um vídeo da execução chegou a ser enviado aos familiares de Carlos Henrique. Após o crime, o corpo foi transportado e enterrado em uma área de mata, sendo localizado dias depois durante buscas realizadas pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar.
Foto: Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



