MATO GROSSO
“Poder competir internacionalmente é a prova do impacto transformador do Olimpus na carreira dela”, destaca mãe de carateca
MATO GROSSO
A mãe da atleta, Deuziene Portes, destacou que o apoio do Governo do Estado tem papel fundamental na jornada da filha, pois esta é a terceira vez que ela está sendo convocada, mas só neste ano terá a possibilidade de ir. “Graças ao Olimpus MT que vem oferecendo o suporte necessário para que a Maria Victoria pudesse se dedicar integralmente ao karatê, ela pôde focar em seu treinamento e desenvolver habilidades para representar o Brasil no cenário internacional. Essa é prova tangível do impacto transformador do bolsa atleta em sua vida e carreira profissional”, afirma.
Além disso, o benefício proporcionou à família estabilidade financeira para investir em equipamentos de qualidade, cuidados médicos e nutricionais adequados para a esportista. “Ajuda até mesmo na formação acadêmica dela, garantindo um futuro sólido mesmo após sua carreira esportiva”, completa a mãe.![]()
Para a atleta, a convocação representa mais do que uma conquista esportiva, mas a realização de um sonho que nasceu aos quatro anos de idade quando teve o primeiro contato com o esporte. “Poder representar o meu país em uma competição internacional é o ápice da minha carreira esportiva, um momento que recompensa todo o esforço investido. Quero inspirar outras jovens atletas a perseguirem seus próprios sonhos, independentemente das adversidades”, ressalta Maria Victoria.
O secretário adjunto de Esporte da Secel, David Moura, parabeniza a esportista pela convocação e ressalta a satisfação de ter mais uma mato-grossense em uma competição internacional.
“Parabenizo a atleta Maria Victoria, pela sua dedicação e desempenho. É uma imensa alegria ter mais uma atleta mato-grossense convocada para um mundial. Isso demonstra que estamos no caminho certo e que o estado tem atletas com padrões altíssimos”, diz David Moura.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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