CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Operação deflagrada pelo Gaeco de Santa Catarina tem alvo em MT

Publicados

MATO GROSSO

As unidades do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Sorriso e Cuiabá cumpriram nessa quinta-feira (09) mandado de busca e apreensão da operação Maserati II, deflagrada pelo Gaeco de Santa Catarina. A medida teve como alvo a residência de um suposto faccionado, que já teria exercido funções de liderança na região sul do Brasil e hoje estaria residindo em Lucas do Rio Verde.

Segundo informações do Gaeco de Sorriso, foram apreendidos na residência materiais eletrônicos. A operação resultou na expedição de 164 mandados judiciais, sendo 93 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão preventiva em 10 estados da federação. 

Em inquérito policial instaurado pelo grupo regional do Gaeco de São Miguel do Oeste, decorrente de provas obtidas na primeira fase da operação Maserati em 2021, é apurada a prática do crime do art. 2º da Lei 12.850/2013, que é promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa.

Participam da operação todos os grupos regionais do Gaeco do Ministério Público de Santa Catarina de São Miguel do Oeste, Chapecó, Blumenau, Criciúma, Lages, Joinville, Itajaí e Capital -, bem como os Gaeco do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, além de forças policiais de todos esses estados.

Leia Também:  Número de barragens fiscalizadas pela Sema aumentou em mais de 50% em 2025

Fonte: MP MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Publicados

em

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia Também:  Polícia Civil conclui inquérito de homicídio que vitimou agente socioeducativo em Cuiabá

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Leia Também:  Seguindo regras da ONU, Governo de MT equilibra desenvolvimento econômico com sustentabilidade

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA