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Poder Judiciário de MT funciona em regime de plantão neste final de semana (18 e 19 de julho)

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Neste final de semana (18 e 19 de julho), o Poder Judiciário de Mato Grosso atua em regime de plantão para o recebimento dos feitos cíveis de urgência, como mandados de segurança, processos criminais de urgência, como habeas corpus, e processos urgentes de Direito Cível Público.


O sistema de plantão só é aplicável nos feriados e finais de semana para apreciação de medidas judiciais que reclamem soluções urgentes, e após o expediente forense (19h) durante os dias de semana (até às 11h59). Sendo assim, durante o plantão devem ser seguidas as regras da Consolidação das Normas Gerais da Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Mato Grosso (CNGC), aplicáveis à situação em questão.

Durante o plantão judiciário, as medidas urgentes devem ser protocolizadas via Processo Judicial Eletrônico (PJe).

Comarcas

Confira quem serão os plantonistas na comarca de Cuiabá:

Confira quem serão os plantonistas na comarca de Várzea Grande:

Para atendimento das medidas urgentes de Saúde Pública, de competência da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, fica disponível o telefone (65) 99202-6105. O plantão se inicia a partir das 19h desta sexta-feira até o início do expediente seguinte, na segunda-feira (12h).

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Para facilitar o acesso, o plantão pode ser conferido diretamente da página principal do Tribunal de Justiça.

A Resolução n. 10/2013/TP regulamenta as matérias cabíveis de interposição durante o plantão judiciário. São elas: habeas corpus e mandados de segurança em que figurar como coator autoridade submetida à competência jurisdicional do magistrado plantonista; medida liminar em dissídio coletivo de greve; comunicações de prisão em flagrante e a apreciação dos pedidos de concessão de liberdade provisória; em caso de justificada urgência, de representação da autoridade policial ou do Ministério Público visando à decretação de prisão preventiva ou temporária; pedidos de busca e apreensão de pessoas, bens ou valores, desde que objetivamente comprovada a urgência; medida cautelar, de natureza cível ou criminal, que não possa ser realizada no horário normal de expediente ou de caso em que da demora possa resultar risco de grave prejuízo ou de difícil reparação; medidas urgentes, cíveis ou criminais, da competência dos Juizados Especiais a que se referem as Leis nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, e 10.259, de 12 de julho de 2001, limitadas as hipóteses acima.

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Durante o plantão não serão apreciados pedidos de levantamento de importância em dinheiro ou valores nem liberação de bens apreendidos.

As demais ações, distribuídas durante o horário de expediente no PJe, devem seguir o fluxo normal, com a regular distribuição, e as eventuais ações físicas deverão obedecer às orientações dos Diretores de Foro de cada comarca.

Conforme estabelece a Portaria Conjunta 271-Pres/CGJ, fica regulamentado o encaminhamento dos alvarás de soltura e mandados de prisão aos estabelecimentos prisionais de Cuiabá e Várzea Grande por malote digital ou e-mail institucional para o seu devido cumprimento. A medida se refere ao Provimento n. 48/2019-CGJ para o segundo grau de jurisdição do Tribunal de Justiça estadual.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Integração entre órgãos amplia proteção às vítimas de violência

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O programa MP por Elas, iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) que integra o projeto Diálogos com a Sociedade, promoveu nesta quinta-feira (17) uma reflexão sobre a importância da atuação integrada das instituições no combate à violência contra a mulher. Com o tema Da Lei à Proteção: O Papel das Redes de Enfrentamento”, a entrevista contou com a participação da promotora de Justiça auxiliar da Corregedoria-Geral da Procuradoria-Geral de Justiça, Regilaine Magali Bernardi Crepaldi, e da analista assistente social do MPMT, Renata de Paula Teixeira.Durante o programa, as entrevistadas destacaram que, embora o Brasil possua uma das legislações mais avançadas para a proteção das mulheres, a efetivação dos direitos previstos em lei depende do funcionamento articulado das redes de enfrentamento e atendimento.Ao comentar os índices de feminicídio registrados em Mato Grosso, a promotora Regilaine Crepaldi alertou para a gravidade do cenário e ressaltou que a legislação, por si só, não é suficiente para impedir a violência. “Hoje nós já estamos com a marca de 26 feminicídios. Isso representa a perda de mães, filhas, irmãs e mulheres que deixam famílias inteiras marcadas pela violência. Esses números mostram que apenas a lei não resolve o problema. É preciso um conjunto articulado de ações para garantir que essa proteção se concretize”, afirmou.A assistente social Renata Teixeira explicou que a violência contra a mulher é um fenômeno complexo e multidimensional, exigindo a atuação conjunta de diferentes órgãos e serviços públicos. “Somente por meio da construção em rede conseguimos desenvolver ações efetivas de prevenção, enfrentamento e assistência às mulheres em situação de violência”, destacou.Durante a entrevista, as especialistas esclareceram conceitos que frequentemente geram dúvidas na população. Segundo Renata, a rede de enfrentamento é formada por instituições governamentais, não governamentais e pela sociedade civil organizada, que unem esforços para combater a violência contra a mulher. “Entre os integrantes dessa rede estão o Ministério Público, Poder Judiciário, Segurança Pública, CRAS, CREAS, conselhos de direitos, unidades de saúde e demais serviços de assistência social”.Já a promotora Regilaine explicou que a rede de atendimento corresponde à estrutura especializada voltada diretamente ao acolhimento e acompanhamento das vítimas. “A rede de atendimento é mais especializada, formada por serviços como Delegacia Especializada da Mulher, Promotorias especializadas, Espaço Caliandra e Salas Lilás. Podemos dizer que ela é o coração da rede de enfrentamento”, ressaltou.A promotora também destacou a importância dos grupos reflexivos para homens autores de violência, previstos na Lei Maria da Penha, como ferramenta para promover mudanças de comportamento e prevenir novos episódios de agressão.Portas de entrada para buscar ajuda – outro ponto abordado foi o acesso das mulheres aos serviços de proteção. As entrevistadas reforçaram que a delegacia não é a única porta de entrada para quem busca ajuda.Conforme explicou Renata Teixeira, os primeiros atendimentos podem ocorrer tanto em serviços especializados quanto em estruturas da rede socioassistencial e de saúde, como hospitais. “O fundamental é que a mulher seja acolhida de forma adequada, sem julgamentos, com profissionais preparados para identificar riscos e orientá-la sobre seus direitos”, afirmou.Regilaine Crepaldi destacou que muitas vítimas enfrentam medo, vergonha e isolamento impostos pelos próprios agressores, o que torna essencial a existência de múltiplos canais de atendimento. “Saber que ela pode procurar o CRAS, o CREAS, o Ministério Público ou a Defensoria Pública amplia as possibilidades de acesso à proteção e facilita o rompimento do ciclo de violência”, observou.Integração evita revitimização – as entrevistadas também alertaram para os prejuízos causados quando os órgãos atuam de forma isolada. Segundo Renata, a falta de comunicação entre os serviços gera fragmentação do atendimento e pode provocar a revitimização da mulher, que precisa relatar repetidamente experiências traumáticas.Para a promotora, a integração da rede permite um atendimento mais eficiente e humanizado. “Quando os órgãos conversam entre si, as informações circulam de maneira adequada e a mulher não precisa reviver continuamente situações dolorosas. Isso fortalece a proteção e garante um acompanhamento mais efetivo”, explicou.Iniciativas fortalecem a proteção – o programa também apresentou exemplos de ações que vêm fortalecendo as redes de enfrentamento em Mato Grosso. Entre elas, a Rede de Frente, em Barra do Garças, que atua com capacitação, pesquisas e ações educativas; a Patrulha Maria da Penha, em Várzea Grande, responsável pelo monitoramento do cumprimento das medidas protetivas; e o Projeto Gaia, desenvolvido pelo Ministério Público para diagnosticar e fortalecer as redes de proteção nos municípios mato-grossenses.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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