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Poder Judiciário realiza tarde reflexiva para celebrar o Dia da Mulher

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No Dia Internacional da Mulher (8 de março), o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Programa Bem Viver, dedicou uma tarde para marcar a data, celebrar as conquistas e valorizar os avanços alcançados pelas mulheres, em especial às que trabalham na Justiça Estadual. A roda de conversa “Os desafios emocionais, familiares e profissionais da mulher” foi um dos destaques da programação diversificada do evento.
 
O Auditório do Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite, na sede do Tribunal de Justiça, em Cuiabá, ficou lotado. O público era formado em grande maioria por mulheres, mas também contou com a participação masculina. Todos interessados em ouvir o que um historiador, uma psicóloga e um médico com pós-graduação em psiquiatra, tinham para falar sobre a saúde emocional da mulher na atualidade.
 
A presidente do Tribunal, desembargadora Clarice Claudino da Silva, conduziu a roda de conversa. “Em momentos como este é impossível não se lembrar das pioneiras. Mulheres que vieram antes de nós e pavimentaram o caminho para estarmos aqui hoje. Uma delas, a desembargadora Shelma de Kato, que foi a primeira juíza, primeira desembargadora, primeira presidente do TJMT, primeira presidente do TRE. Um exemplo para todas nós”, reverenciou.
 
A própria Clarice Claudino é referência em pioneirismo. Foi a terceira mulher a ascender ao desembargo em Mato Grosso, sendo a segunda de carreira e a terceira magistrada a presidir o Poder Judiciário. “É claro que temos noção do espelhamento, que somos apontadas como fonte de inspiração. Entretanto, sempre o que sobressai é o lado profissional. Isso mostra como é importante termos cuidado sobre aquilo que deixamos de legado. O exemplo mais profundo que eu gostaria de deixar depois que eu não estiver mais no Tribunal é o do ser humano nas várias facetas da nossa vivência, a profissão sim, mas também a da mãe e avó.”
 
O médico da família, com pós-graduação em psiquiatria, Werley Peres, foi o responsável por abordar o tema saúde emocional. Ele convidou o mestre em história, Suelme Evangelista Fernandes e a psicóloga Jéssica Kitayama Paes de Barros para a discussão.
 
“A violência é um fator desencadeador de várias desordens emocionais. E a mulher é uma das principais vítimas, pois ao longo da vida vai aceitando, sem perceber, diversas situações e isso acaba adoecendo. É impressionante o número de mulheres depressivas. São leoas presas em um barbante, que precisam ter consciência da sua condição para escapar”, definiu o médico.
 
Suelme Evangelista Fernandes trouxe uma linha do tempo da sociedade patriarcal, fatos históricos e pensamentos de filósofos que explicam o surgimento do machismo e as práticas violentas contra mulher. Para ele, a saída está na educação. “Não vamos controlar o mundo. Precisamos ensinar nossos filhos de que tudo pode, entretanto, a ética ensinada desde cedo vai dar a resposta. Podemos fazer tal coisa, mas convém? É bom? É ético?”, provoca o mestre em História.
 
Jéssica Kitayama Paes de Barros lembrou que em 11 anos atendendo muitas mulheres pelo Sistema Único de Saúde e em consultório privado nunca teve uma paciente que não tenha relatado algum tipo de violência, seja física, psicológica ou sexual. “Esse sofrimento tem sido gatilho para doenças emocionais como ansiedade, depressão, fobia, insônia e transtornos mentais comuns”, alerta a psicóloga.
 
Antes da roda de conversa, o Coral do TJMT com a regência do maestro Carlos Taubaté abrilhantou o evento emocionando a todos com belas vozes e harmonias com as músicas Freedom Is Coming e Tiro ao Álvaro.
 
Servidora há 27 anos do Judiciário, Maria Silvina da Silva, elogiou a iniciativa do Tribunal trazer esse bate-papo no Dia Internacional da Mulher. “Além de toda a descontração com o Coral do TJMT e com a peça da Almerinda, tivemos esse momento de reflexão para pensarmos sobre nossa saúde física e emocional, que muitas vezes a colega do lado está sofrendo e ninguém vê”, analisou.
 
Houve ainda uma interação com a Almerinda, personagem interpretada pelo humorista cuiabano André D’Lucca, que arrancou risadas do público presente. A atividade foi transmitida pelo canal oficial do TJMT no Youtube para que servidoras(es) das comarcas do interior pudessem assistir ao bate-papo.
 
Após as reflexões realizadas durante o evento, a presidente do TJMT, que também preside o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) convidou para que os presentes se voluntariassem a passar por capacitação de facilitadores do Circulo de Paz e informou que o Núcleo está pronto para atender os pedidos de facilitação nas unidades em que atuam. “Foi um momento de descontração, mas com uma pegada reflexiva sobre amadurecimento e autoconhecimento. Vemos que a mensagem tocou o coração das pessoas. Quero que todas as mulheres saibam que no Poder Judiciário temos maneiras, mecanismos e ferramentas para que cada uma possa se defender e sair de qualquer risco que corram”, concluiu.
 
Participaram do evento a vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Erotides Kneip, prestigiou o evento, assim como a desembargadora Serly Marcondes, o desembargador Paulo da Cunha, os juízes auxiliares Túlio Dualibi Alves de Souza, Viviane Brito Rebello, a juíza coordenadora do Nupemec, Cristiane Padim, e a juíza diretora do Fórum da Capital, Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva e a diretora-geral do TJ, Euzeni Paiva de Paula e a vice-diretora-geral, Claudenice Deijany F. de Costa.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição da imagem: Foto1 –  retangular colorida mostrando a roda de conversa.
Foto 2 – Desembargadora Clarice Claudino em ângulo fechado. Ela segura o microfone e fala com os participantes do evento.
 
Alcione dos Anjos/ Fotos Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Aprimoramento das audiências de custódia pauta terceiro módulo do curso Pena Justa

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No terceiro módulo do curso ‘Pena Justa no Ciclo Penal’, ministrado nessa segunda-feira (19 de maio), na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), o tema principal da capacitação foram as audiências de custódia. Atuaram como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da Quarta Vara Criminal de Cuiabá, o assessor Marcos Eduardo Moreira Siqueri, e a socióloga Jamile Carvalho, assistente Técnica Nacional do Programa Fazendo Justiça, do Conselho Nacional de Justiça, e referência técnica para o tema da proteção social nas audiências de custódia.

O juiz Marcos Faleiros da Silva explicou que o módulo teve como foco o aprimoramento das práticas já consolidadas nas audiências de custódia, com espaço para troca de experiências entre os participantes. Segundo ele, a proposta foi discutir a forma como o instituto vem sendo aplicado, bem como temas relacionados ao juiz de garantias, com o objetivo de melhorar a prestação jurisdicional.

O magistrado ressaltou ainda que, por se tratar de um tema já incorporado ao ordenamento jurídico, as discussões atuais se concentram em aspectos complementares e nas inovações recentes, especialmente a partir do programa Pena Justa. Ao abordar o programa, enfatizou a importância do fortalecimento do controle na porta de entrada do sistema prisional. “Nós traremos as atuais modificações e ideias com relação à custódia, sobretudo com a implantação do Pena Justa, com a perspectiva de ter um controle maior da porta de entrada da cadeia, dentro das funções de garantias do Poder Judiciário, e a aplicação da melhor forma dos tratados internacionais no direito interno.”

Já o formador Marcos Eduardo Moreira Siqueri destacou que, embora o público participante já seja formado por magistrados e servidores com amplo conhecimento jurídico, a capacitação teve como foco reforçar os eixos do programa Pena Justa. A iniciativa, destaca Siqueri, busca qualificar ainda mais a atuação desses profissionais para promover melhorias no sistema prisional e aprimorar a qualidade dos dados produzidos. “Essas informações são fundamentais para a formulação de políticas criminais mais eficazes, voltadas ao atendimento dos direitos e garantias fundamentais das pessoas encaminhadas ao sistema prisional e a programas de assistência social.”

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Siqueri assinalou que a capacitação representa um avanço importante na humanização das audiências de custódia e na efetivação das políticas públicas previstas pelo programa Pena Justa. Conforme explicou, a iniciativa alia as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao enfrentamento do estado de coisas inconstitucional no sistema prisional. Ele destacou ainda que o curso prepara magistrados, servidores, equipes psicossociais e instituições parceiras para atuarem de forma integrada no atendimento à pessoa custodiada, garantindo acolhimento e encaminhamentos adequados já no primeiro contato com o Judiciário. Siqueri também enfatizou o fortalecimento da atuação interinstitucional entre Tribunal de Justiça, Poder Executivo, Ministério Público e Defensoria Pública, permitindo uma resposta mais eficiente e humanizada.

No período vespertino, a socióloga Jamile Carvalho, doutoranda em Ciências Sociais, apresentou o Serviço de Atendimento à Pessoa Custodiada (Apec), idealizado pelo CNJ e acompanhado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. Segundo explicou, trata-se de um serviço penal que deve estar integrado à gestão de Políticas de Alternativas Penais, voltado à promoção da proteção social e para o fortalecimento das audiências de custódia.

Além de atender o próprio custodiado, é um serviço que também se presta ao acolhimento de suas famílias, prestando informações a essas pessoas. O modelo ainda funciona como suporte técnico à magistratura, contribuindo para subsidiar decisões no momento das audiências.

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De acordo com a formadora, o serviço é executado por equipe multidisciplinar e prevê atendimento social no contexto das audiências de custódia. Entre os objetivos estão a garantia de proteção integral, a prestação de cuidados emergenciais, a apresentação de informações sobre o contexto de vida e saúde da pessoa custodiada e a ampliação do acesso à informação por parte de seus familiares.

Assista aqui à formação completa, com mais detalhes sobre o serviço Apec. https://www.youtube.com/live/kzSBEzk2gbE

Cronograma

O primeiro módulo foi ofertado nos dias 29 e 30 de abril, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h30, e teve como formadora a juíza Laryssa Angélica Copack Muniz, do Tribunal de Justiça do Paraná.

Na ocasião, ela explicou que o programa Pena Justa é uma resposta estratégica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o estado das prisões brasileiras. Segundo a magistrada, o curso visa qualificar a atuação de magistrados e magistradas para reverter esse estado identificado pelo STF no sistema carcerário brasileiro.

Clique neste link para ler matéria completa sobre a primeira aula.

Já o segundo módulo foi ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, por meio da plataforma Moodle (4 horas-aula de carga horária), com foco na prevenção à tortura e saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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