MATO GROSSO
Polícia Civil deflagra 3ª fase da Operação Cativo Efêmero e cumpre dois mandados judiciais
MATO GROSSO
Em mais uma ação de combate ao crime organizado, policiais civis da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA) prenderam na tarde de terça-feira (06.08), um homem envolvido em crimes de extorsão qualificada e roubo majorado.
A ação realizada para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, faz parte da terceira fase da Operação “Cativo Efêmero”. O procurado de 40 anos foi localizado em uma residência no bairro Parque do Lago, em Várzea Grande.
O suspeito foi identificado nas investigações da DERFVA que apuram ocorrências de roubo de veículo com sequestro relâmpago das vítimas. Ele utilizava métodos sofisticados para cometer os delitos, operando em quadrilha.
Durante os crimes os suspeitos agiam com abordagens e sequestros rápidos, onde as vítimas eram forçadas a fazer transferências bancárias imediatas via aplicativo de celulares, geralmente sob ameaça de violência física.
Cumprimento dos mandados
As ordens judiciais de prisão e busca e apreensão domiciliar foram cumpridas pela equipe da DERFVA. Além da prisão do investigado, também foram apreendidos o celular e outros materiais que podem estar relacionados aos crimes investigados.
O suspeito foi conduzido até a DERFVA para as providências cabíveis, e posteriormente colocado à disposição da Justiça.
Conforme o delegado titular da DEFRVA, Diego Alex Martimiano da Silva, a prisão foi resultado de um trabalho minucioso com objetivo de desarticular a quadrilha da qual o suspeito fazia parte, e obter mais informações que possam levar a outros membros da organização criminosa.
“A prisão deste suspeito é um passo crucial na desarticulação de uma rede criminosa que vem atuando com extrema violência. As investigações continuam para coletar mais evidências e levar a responsabilização criminal a todos os envolvidos”, afirmou o delegado.
Impacto da Operação
A terceira fase da Operação Cativo Efêmero é parte de uma série de ações coordenadas pela DERFVA para enfrentar o crime organizado em Mato Grosso, em especial combater os crimes de sequestro relâmpago que têm ocorrido em Cuiabá e região.
Com essa prisão, a DERFVA reafirma seu compromisso com a segurança pública, buscando desmantelar grupos criminosos e trazer justiça para as vítimas de crimes violentos.
A sociedade pode colaborar fornecendo informações que possam auxiliar nas investigações, pelo disque denúncia 197.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.
Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



