MATO GROSSO
Polícia Civil fecha mais um ponto de distribuição de drogas em Cáceres
MATO GROSSO
A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (26.11), a Operação Continuum, ação permanente que visa dar continuidade às investigações de tráfico de drogas ligadas a facções criminosas que atuam em Cáceres (218 km de Cuiabá).
A equipe da Delegacia do município cumpriu dois mandados de busca e apreensão, expedido pelo Poder Judiciário, um deles em uma residência utilizada como ponto de venda de entorpecentes.
Durante a ação, os policiais localizaram e apreenderam pinos de cocaína fracionados e prontos para a comercialização, além de outros materiais típicos do tráfico. Parte do material entorpecente estava enterrado no fundo da residência.
“A ação visa combater a estrutura operacional do narcotráfico em Cáceres, enfraquecendo a atuação de grupos criminosos responsáveis pela distribuição de drogas na região”, afirmou o delegado Mauro Apoitia, responsável pela operação.
Três pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Houve ainda a apreensão de mais de 50 trouxinhas de drogas, balança de precisão e aproximadamente 4kg de drogas que estavam enterradas. Uma TV 55′ também foi apreendida, produto de receptação.
“A ação simboliza um esforço contínuo e ininterrupto da Polícia Civil no combate às facções e ao tráfico de drogas, que é uma engrenagem que movimenta violência, destrói famílias e financia práticas criminosas. O trabalho é permanente, técnico e estratégico, sempre buscando identificar responsáveis, apreender entorpecentes e cortar as fontes de renda dessas facções. O crime não compensa”, ressaltou o delegado Mauro Apoitia.
A Polícia Civil reforça que a participação da sociedade é essencial para o avanço das investigações. As denúncias podem ser feitas de forma anônima e sigilosa pelo Disque 197, ou pelo plantão da Delegacia de Cáceres.
“A denúncia anônima é uma arma poderosa contra o crime. Quando a população colabora, a investigação se fortalece e o tráfico perde espaço. Cada informação pode impedir a disseminação de drogas, evitar crimes e proteger vidas. Denuncie, participe e ajude a construir uma Cáceres mais segura”, finalizou o delegado.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína
A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.
Fonte: Ministério Público MT – MT



