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Polícia Civil mira comércio de medicamentos vencidos e maus-tratos de animais em Lucas do Rio Verde

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A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso deflagrou nesta segunda-feira (13.4), a Operação Sanitas Animalis, com o objetivo de apurar a prática de crimes relacionados a maus-tratos a animais, comercialização de medicamentos veterinários vencidos e exercício ilegal da profissão de médico veterinário, dentro de investigações conduzidas pela Delegacia de Lucas do Rio Verde.

Na operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em uma clínica veterinária localizada no município e, ordens judiciais de quebra de sigilo telefônico e de dados, expedidas pela Justiça após representação da Polícia Civil.

Durante as buscas, foram apreendidos diversos medicamentos veterinários com prazo de validade expirado, os quais, em tese, estavam sendo mantidos e possivelmente utilizados em atendimentos clínicos, situação que representa risco à saúde animal e à coletividade.

A operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária Municipal de Lucas do Rio Verde, responsável pela adoção das providências administrativas cabíveis no âmbito de sua competência, inclusive quanto à fiscalização das condições sanitárias do estabelecimento.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Lucas do Rio Verde, Breno Houly Palmeira, as investigações prosseguem com a análise do material apreendido e das informações obtidas por meio das quebras de sigilo autorizadas judicialmente, visando à completa elucidação dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.

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“A operação reforça o compromisso da Polícia Civil com a proteção da saúde pública, do bem-estar animal e da ordem econômica, destacando que condutas dessa natureza serão rigorosamente apuradas”, disse o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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