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Polícia Civil prende em flagrante envolvido em roubo a residências na cidade de Acorizal

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Policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá prenderam em flagrante, neste domingo (10.11), um dos autores de um roubo violento ocorrido em duas residências na cidade de Acorizal, durante a madrugada de sábado para domingo.

O grupo criminoso armado e encapuzado invadiu uma residência primeiro, onde estavam pessoas idosas, e rendeu os moradores. Sob ameaça, os assaltantes exigiram que uma das vítimas desbloqueasse o celular para ter acesso às contas bancárias do morador e depois fugiram levando joias, aparelhos celulares, caixa de som e roupas.

Os criminosos ainda fizeram a vítima ligar para um parente dizendo que a avó estava passando mal e, em seguida, foram para a segunda residência, onde renderam a outra vítima.

O grupo anunciou o assalto quando a vítima abriu a porta, pensando se tratar do sobrinho. Na casa, os assaltantes também fizeram a vítima desbloquear o celular para fazer transferências bancárias e ainda roubaram um veículo Chevrolet S10 preta, joias, aparelhos eletrônicos e celulares.

As vítimas foram amarradas e trancadas em um dos cômodos da casa.

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Após ser notificada do roubo, a equipe da Derf de Cuiabá iniciou as diligências e conseguiu identificar um dos participantes do crime. D.J.A.. de 31 anos, recebeu dinheiro transferido das vítimas, às 3h58 da madrugada de domingo.

Os policiais civis o localizaram em uma festa, perto da casa do suspeito, no bairro Bela Vista, em Cuiabá. D.J.A. foi detido em flagrante, encaminhado à delegacia especializada, e autuado pelo crime de roubo qualificado mediante violência com emprego de arma de fogo, em concurso de pessoas e com restrição de liberdade da vítima. Ele já responde a ação penal anterior pelos crimes de roubo e tráfico de drogas e estava com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

As investigações seguem para identificar os demais envolvidos no roubo.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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