MATO GROSSO
Polícia Militar conduz oito faccionados por ameaça e extorsão em Carlinda
MATO GROSSO
Policiais militares do 9º Comando Regional prenderam sete homens e apreenderam um adolescente, todos membros de facção criminosa, pelos crimes de ameaça, extorsão e porte ilegal de arma, na noite desta segunda-feira (8.6), em Carlinda. A quadrilha foi detida por ameaçar e exigir valores em dinheiro de comerciantes da cidade.
Segundo o boletim de ocorrência, a investigação começou no último sábado (6), após a proprietária de um restaurante denunciar à polícia que havia sido coagida por dois homens a realizar pagamentos mensais para uma facção criminosa, sob a justificativa de garantir a segurança do estabelecimento.
Ainda de acordo com a vítima, durante a passagem da dupla no restaurante, os criminosos fizeram revista pessoal e checagem nos celulares dos funcionários do estabelecimento, além de exigirem a apresentação de documento pessoal de todos, causando pânico entre os trabalhadores.
Diante das informações apresentadas pela denunciante, os policiais identificaram os suspeitos, que possuíam outras passagens criminais, sendo um deles com mandado de prisão em aberto, e se deslocaram até a região onde possivelmente eles estariam reunidos, na segunda-feira (8).
Durante as diligências, os militares fizeram cerco policial e abordaram um veículo Renault ocupado por dois homens, que confirmaram estar na residência do líder do grupo e encaminhou os policiais até o endereço. No local, mais cinco criminosos, incluindo o dono da residência, foram encontrados.
Na chegada da PM, os criminosos tentaram fugir mas foram contidos rapidamente. Com um deles, foi localizado um revólver de calibre .38 carregado com seis munições. Questionados pelos policiais, eles confirmaram as ações de extorsão e que um oitavo membro da quadrilha estaria em um restaurante da região para recolher um pagamento.
Outra equipe militar foi até o estabelecimento e flagrou o criminoso exigindo pagamentos para o dono do restaurante. O suspeito tentou resistir à abordagem policial e foi detido após ser algemado.
Os criminosos receberam voz de prisão e foram conduzidos para a delegacia de Alta Floresta para registro da ocorrência e demais providências.
Na delegacia, na verificação dos suspeitos, um homem revelou ter envolvimento com o homicídio e ocultação de cadáver de um homem, ocorrido em Apiacás, na semana anterior. Outros dois detidos também estariam relacionados ao crime. O caso foi entregue à Polícia Judiciária Civil para demais investigações.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Condenação por duplo homicídio qualificado e organização criminosa
O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.
Fonte: Ministério Público MT – MT


