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Prefeito de Juruena: “Trabalho do Governo está fazendo a diferença em MT”

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O Governo de Mato Grosso anunciou nesta segunda-feira (23.2) mais R$ 21,8 milhões em investimentos no município de Juruena. Os recursos incluem convênios para asfalto novo em ruas da cidade, recuperação do aeroporto municipal e também para a construção do Hospital Municipal de Juruena.

O prefeito de Juruena, Manoel Gontijo, afirmou que os recursos do Estado estão beneficiando diversos setores da cidade.

“Somos muito gratos pelo trabalho que o Governo que tem feito e que está fazendo a diferença em Mato Grosso e no município de Juruena. Temos nos desenvolvido em todas as áreas, na saúde, no asfaltamento, na educação, porque temos pessoas competentes trabalhando na equipe do Governo”, afirmou.

Os recursos anunciados nesta segunda incluem a construção de asfalto novo em diversas avenidas, entre elas a 24 de setembro, Brasil, Independência e Horizonte, o aeroporto municipal da cidade será recuperado, o mini estádio municipal será reformado e será construído o Hospital Municipal.

Desde 2019, o Governo do Estado já investiu R$ 444,4 milhões em Juruena. O governador Mauro Mendes lembrou das mudanças em toda a região Noroeste, que incluem o asfaltamento da antiga BR-174 e a construção de uma ponte sobre o Rio Juruena.

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“É muito boa ter essa sensação de que estamos mudando a realidade em Mato Grosso. Eu lembro do sofrimento que essa BR-174 causava nas pessoas. Me dá uma sensação de dever cumprido saber que muitas vidas foram transformadas pelas rodovias, pelas escolas, pelo asfalto urbano, como esse que hoje estamos anunciando aqui”, disse.


O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, lembrou que todos os investimentos tem mudado a realidade da região, enquanto o deputado estadual Dilmar Dal Bosco destacou que as novas estradas vão diminuir a distância de Juruena para os portos e estimular a produção agropecuária.

Solenidade

Também acompanharam a solenidade os deputados estaduais Dilmar Dal’Bosco, Beto Dois a Um, Paulo Araújo, Valmir Moretto, Chico Guarnieri, Diego Guimarães e Sebastião Rezende, os secretários de estado coronel PM César Roveri (Segurança Pública) e Jordan Espíndola (Gabinete de Governo), o presidente da MT Par, Wener Santos, e o presidente do Instituto Mato-grossense de Terras, Francisco Serafim.

Fonte: Governo MT – MT

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Promotora MPPR apresenta estratégias de inteligência na execução penal

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O combate ao crime organizado passa, cada vez mais, por uma guerra silenciosa de informações. Foi com esse alerta que a promotora de Justiça do Paraná, Janaína Bruel Marques, conduziu o Painel 3 do Encontro Técnico “Inteligência na Execução Penal e a Importância da Ressocialização”, realizado nesta quinta-feira (28), na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. O evento, promovido em parceria pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), reúne representantes do sistema de justiça, segurança pública e especialistas de diversos estados para debater estratégias de inteligência, combate às facções criminosas e ressocialização no sistema prisional.Durante a palestra “Estratégias de Inteligência na Fiscalização e Atuação na Execução Penal”, Janaína apresentou casos concretos conduzidos pelo núcleo de inteligência do Ministério Público do Paraná (MPPR) e mostrou como o cruzamento de dados, o compartilhamento de informações entre instituições e o monitoramento permanente das organizações criminosas têm auxiliado promotores e forças de segurança em investigações e na fiscalização da execução penal.“Eu acredito que a existência das facções é um grande dificultador para a ressocialização. O preso acaba refém dessas organizações criminosas”, afirmou a promotora ao defender que o enfrentamento ao crime organizado exige ações em duas frentes: o enfraquecimento financeiro das facções e o fortalecimento do Estado nas áreas mais vulneráveis.Segundo Janaína Bruel Marques, o trabalho desenvolvido pelo núcleo de inteligência do MPPR não se confunde com investigação criminal. Ela explicou que a inteligência atua de forma permanente, produzindo conhecimento estratégico para subsidiar a tomada de decisões de promotores, magistrados e forças de segurança. “A inteligência pode ser o caminho iluminado da investigação”, resumiu.A promotora destacou que a atividade de inteligência do Ministério Público ainda é recente no país. A doutrina específica da área, aprovada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), foi consolidada apenas em 2023.Integração entre instituições – Na avaliação da promotora, a integração entre Ministério Público, Judiciário e forças policiais é um dos principais instrumentos para ampliar a efetividade das ações contra o crime organizado. “Esse compartilhamento de informações e de troca de experiências é fundamental para o aprimoramento das nossas atividades”, afirmou.Ao longo da apresentação, Janaína detalhou operações realizadas a partir do compartilhamento de dados entre agências de inteligência de diferentes estados. Um dos exemplos citados foi uma investigação sobre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), iniciada após o compartilhamento de materiais apreendidos em São Paulo.Segundo ela, o trabalho conjunto permitiu identificar lideranças da facção em diferentes estados e resultou em operações integradas envolvendo órgãos de segurança pública e o Ministério Público.A promotora também relatou situações em que o trabalho de inteligência ajudou a identificar fraudes em processos de execução penal, falsificações de documentos para obtenção de benefícios e até homicídios forjados como suicídios dentro de unidades prisionais.Em um dos casos apresentados, o núcleo de inteligência percebeu um aumento incomum de supostos suicídios em presídios do Paraná. Após análise detalhada das ocorrências, descobriu-se que parte das mortes eram, na verdade, execuções determinadas por facções criminosas e simuladas como enforcamentos. “Só através da inteligência a gente consegue entender e enxergar esse cenário todo e não trabalhando processo por processo”, explicou.Ressocialização e presença do Estado – Ao encerrar a palestra, Janaína defendeu que o combate às facções criminosas não depende apenas de repressão, mas também do fortalecimento das políticas públicas nas comunidades vulneráveis.Ela citou que organizações criminosas acabam ocupando espaços deixados pelo poder público, oferecendo ajuda financeira, assistência às famílias de presos e até serviços básicos em determinadas regiões. “O discurso das facções é sempre de acolhimento contra o Estado opressor. Então, precisamos fortalecer o Estado onde ele não está presente”, pontuou.A promotora também ressaltou que ações de inteligência precisam caminhar junto com o respeito aos direitos fundamentais e à garantia de uma execução penal justa. “Não é para impedir direitos. É para garantir o cumprimento de uma pena justa, nem mais e nem menos do que foi determinado pelo Poder Judiciário”, concluiu. Foto: Alair Ribeiro

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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