MATO GROSSO
Primeira-dama de MT entrega casas a 63 famílias e transforma vidas em Ribeirão Cascalheira
MATO GROSSO
A primeira-dama Virginia Mendes entregou casas, de forma gratuita, a 63 famílias do município de Ribeirão Cascalheira pelo programa SER Família Habitação – Faixa 0. As entregas ocorreram nesta terça-feira (8.4).
As unidades foram construídas por meio do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), com apoio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) por meio de convênio com o município. O investimento na construção das casas foi de R$ 6,8 milhões.
Os imóveis foram entregues às famílias com renda de até R$ 218 por cada membro familiar (per capita). O programa SER Família Habitação – Faixa 0 foi criado para estimular a construção de casas voltadas para este perfil de público.
Na oportunidade, também foram entregues 400 cestas de alimentos e 400 kits de higiene e limpeza do programa SER Família Solidário às famílias cadastradas em situação de vulnerabilidade social. O total de recursos aplicados para essas entregas somam R$ 10,5 milhões.
Juntamente com a primeira-dama, participaram o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi; o deputado estadual Paulo Araújo e a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, coronel Grasi Paes. A comitiva foi recebida pela prefeita Dona Elza e pelo vice Eduardo Parafuso. Mais de 800 pessoas participaram da cerimônia.
“Estou muito feliz por poder estar aqui fazendo essas entregas. Queríamos entregar muito mais casas nesta cidade tão querida e acolhedora. A prefeita já me falou da necessidade de construir mais unidades, e nós vamos buscar parcerias para que isso seja possível. A importância de ter uma casa, além da segurança, é a dignidade que a família conquista. Vou sair daqui com meu coração cheio de alegria e felicidade”, afirmou a primeira-dama Virginia Mendes.
A prefeita Dona Elza destacou que a ação alcança os moradores do município em situação de vulnerabilidade social. “É como se eu estivesse recebendo a minha casa. Dona Virginia é uma pessoa de um coração grandioso, e ela quis estar aqui para ver o rosto de vocês. A alegria que você proporcionou com sua presença é gratificante”, completou.
A primeira chave foi entregue a Maíza Souza Sales, viúva e mãe de um menino de 8 anos. Antes, ela morava em uma casa cedida pelo tio. Maíza recebeu a casa com mobiliários básicos. A unidade dela é a única exceção. “Essa casa é a realização de um sonho. Antes, eu morava numa casa doada, mas agora tenho o meu lar, isso é bem melhor. Agradeço especialmente à primeira-dama Virginia Mendes por ela pensar em nós”, disse.
Dona Aline Ribeiro de Miranda, de 42 anos, mãe de seis filhos, morava de aluguel e falou da alegria de receber as chaves da sua casa. “Agora temos um lugar nosso. Com seis filhos, eu não teria como adquirir uma casa dessas. Dona Virginia é uma mãe para todos nós”, destacou.
“Essa é uma tarde de realização de sonhos. Deus sempre envia seres humanos para serem um canal de bênção na vida das pessoas, e a primeira-dama Virginia Mendes tem sido usada por Ele. Neste dia, cada família que está recebendo suas chaves terá um lugar para habitar”, ressaltou o pastor da Assembleia de Deus, Cícero Ferreira.
O presidente da ALMT, deputado estadual Max Russi, apontou que esse é um momento ímpar para a população de Ribeirão Cascalheira. “É um dia para comemorar. Fiquei feliz de ver a entrega de uma das casas para o senhor Manoel, um senhor de idade, que vai ter condições de dar mais conforto para sua família. Nós temos a felicidade de ter uma primeira-dama de Estado atuante e presente, uma mulher que está sempre focada na necessidade das pessoas. O SER Família Habitação é um grande sonho que ela tinha”, disse.
O deputado Paulo Araújo recordou quando sua mãe recebeu sua casa própria. “Eu ainda era criança quando minha mãe conseguiu sua casa, então eu entendo a alegria de cada pessoa que está recebendo seu lar. Nós também já temos um projeto encaminhado no Governo do Estado, em parceria com o deputado Max Russi, para asfaltar 100% da cidade, e vamos trabalhar por isso. Em breve, Virginia e o governador Mauro Mendes estarão aqui para celebrar esse convênio”, anunciou.
De acordo com a Setasc, dos 74 municípios conveniados, 11 já concluíram as obras e nove já fizeram as entregas, totalizando 602 unidades, sem custos para as pessoas beneficiadas com renda per capita de até R$ 218.
Também participaram do evento a suplente de deputada federal, Juliana Souza e os prefeitos Dr. Acássio (São Félix do Araguaia), Mansão (Bom Jesus do Araguaia), Júnior Contador (Santo Antônio) e Maranhão (Alto Boa Vista), além de vereadores, secretários municipais e entre outras autoridades.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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