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Procon Estadual registra 3.577 atendimentos em março

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O Procon Estadual registrou 3.577 atendimentos em março. No sistema ProConsumidor foram 1.406 registros e na plataforma online Consumidor.gov.br foram 2.171 reclamações em Mato Grosso.

A categoria “Serviços Financeiros” apresenta maior quantidade de reclamações, com total de 1.538 registros (559 no ProConsumidor e 979 no Consumidor.gov.br). O assunto mais reclamado dentro dessa área é “Cartão de Crédito/Cartão de Débito/Cartão de Loja”, com 456 reclamações (136 no ProConsumidor e 320 no Consumidor.gov.br).

Em segundo lugar está “Demais Serviços” – categoria que engloba prestação de serviços diversos, como de assessoria jurídica e financeira, serviços de internet, entrega, estética, suporte, reparo e manutenção, TV por Assinatura, entre outros – com 408 registros: 177 no ProConsumidor e 231 no Consumidor.gov.br. A área “Água, Energia, Gás”, com 401 atendimentos, ocupa o terceiro lugar do ranking, com 287 atendimentos no ProConsumidor e 114 no Consumidor.gov.br.

Na quarta posição, a área “Telecomunicações” registrou 371 reclamações, sendo 121 no ProConsumidor e 250 no Consumidor.gov.br. Em quinto lugar está a área “Demais Produtos” – esta categoria engloba produtos como vestuário e artigos de uso pessoal, utilidades domésticas, veículos, cosméticos e perfumaria, equipamentos de esporte e lazer, entre outros – com 196 registros: 107 no ProConsumidor e 89 no Consumidor.gov.br.

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Confira, no gráfico abaixo, o total por área nos dois sistemas:

ÁREA PROCONSUMIDOR CONSUMIDOR.GOV.BR TOTAL
Serviços Financeiros 559 979 1.538
Demais Serviços 177 231 408
Água, Energia e Gás 287 114 401
Telecomunicações 121 250 371
Demais Produtos 107 89 196
Transportes 21 192 213
Produtos de Telefonia e Informática 37 108 145
Turismo/Viagens 23 81 104
Produtos Eletrodomésticos e Eletrônicos 35 59 94
Educação 46 40 86
Saúde 42 17 59
Habitação 12 7 19
Alimentos 8 4 12
TOTAL 1.406 2.171 3.577



Acesse o relatório completo do sistema ProConsumidor e os gráficos da plataforma Consumidor.gov.br .

Fonte: Governo MT – MT

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Promotora destaca saneamento e combate às queimadas

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A promoção do saneamento básico, a prevenção às queimadas e o planejamento urbano sustentável foram os temas abordados pela promotora de Justiça titular da 17ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural de Cuiabá, Maria Fernanda Corrêa da Costa, durante entrevista concedida nesta terça-feira (15) ao programa MP Por Elas.A iniciativa integra o projeto Diálogos com a Sociedade, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), cujo estúdio está instalado na 58ª Expoagro, transformando o Parque de Exposições Senador Jonas Pinheiro, em Cuiabá, em um espaço de diálogo sobre a atuação ministerial em temas de interesse público.Durante a entrevista, a promotora apresentou o Projeto Interligue Já, desenvolvido pelo MPMT em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a concessionária Águas Cuiabá e a agência reguladora Cuiabá Regula. O objetivo é conscientizar a população sobre a necessidade de conectar os imóveis à rede pública de esgotamento sanitário.“O Ministério Público é a voz da sociedade para os seus anseios fundamentais, e ter saneamento básico é algo que interessa tanto à geração presente quanto à futura. O projeto Interligue Já busca conscientizar a população da necessidade de fazer a interligação do esgoto das edificações à rede pública que passa em frente às residências”, explicou.Segundo Maria Fernanda, Cuiabá já possui aproximadamente 91% da rede de esgoto implantada, mas a poluição dos córregos continua sendo um desafio porque muitos imóveis ainda não estão devidamente conectados ao sistema.“Não adianta pagar na conta de água a taxa de esgoto se cada um de nós não fizer a interligação da sua residência à rede pública. É essa rede que transporta o esgoto até uma estação de tratamento”, ressaltou.A promotora alertou que a destinação inadequada dos efluentes provoca impactos ambientais e riscos à saúde pública. Ela explicou que, sem a conexão à rede coletora, o esgoto pode ser lançado na rede de drenagem pluvial ou em fossas, contaminando cursos d’água, o solo e o lençol freático.“Quando destinamos corretamente o esgoto, estamos protegendo o meio ambiente e, principalmente, a saúde da população, evitando doenças veiculadas pela água, como a diarreia”, afirmou.Maria Fernanda informou ainda que o próximo mutirão do projeto será realizado em setembro, contemplando os bairros Jardim Califórnia, Jardim Petrópolis, Jardim Itália, Boa Esperança e Jardim Mariana. Ela destacou que uma forma simples de verificar a disponibilidade da rede pública é observar a cobrança da taxa de esgoto na conta de água.Além dos benefícios ambientais e sanitários, a iniciativa também contribui para a geração de emprego e renda. “Profissionais foram capacitados pelo Senai para executar essas obras. O projeto de Cuiabá já se tornou referência e foi replicado pelo Ministério Público de Sergipe em Aracaju”, contou.Período proibitivo de queimadas – outro tema abordado foi o período proibitivo de queimadas, vigente em Mato Grosso desde 1º de julho e que segue até 30 de novembro nas áreas rurais. A promotora lembrou que, na zona urbana, a queima de lixo, folhas e galhos é proibida durante todo o ano.“Queimar lixo ou vegetação é considerado crime ambiental de poluição. As queimadas afetam diretamente a qualidade de vida das pessoas, podendo causar problemas respiratórios, infartos e outros agravos à saúde”, alertou.Ela também destacou os impactos ambientais provocados pela fumaça, que interfere no ciclo das chuvas e agrava os efeitos das mudanças climáticas.“As previsões apontam uma probabilidade de 81% de ocorrência de ondas extremas de calor e seca excessiva ainda neste ano e no início de 2027. Por isso, é fundamental que todos façam sua parte”, enfatizou.Cidade verde e resiliente – o abordar a ocupação irregular do solo e o crescimento urbano desordenado, Maria Fernanda defendeu políticas públicas voltadas à preservação ambiental e ao fortalecimento da arborização urbana.“Cuiabá precisa ser uma cidade verde e resiliente. Estudos mostram que locais arborizados podem registrar temperaturas até 5 graus menores do que áreas sem árvores”, observou.A promotora explicou que uma das propostas em discussão é recuperar os cursos d’água urbanos, transformando-os em corredores verdes capazes de proteger a mata ciliar e servir de abrigo para a fauna silvestre.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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