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Produtores de pequena escala comercializam R$ 1 mil em 20 minutos de feira

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Em apenas 20 minutos de abertura, a 14ª Feira do Empreendedor, no Centro de Eventos Pantanal, em Cuiabá, já registrava venda acima de R$ 1 mil para um único comprador, da área de feiras em condomínios de luxo em Cuiabá, no espaço reservado à agricultura familiar. O episódio, logo no início do evento, nesta sexta-feira (3.10), evidencia o potencial do segmento em Mato Grosso.

No total, 30 produtores de pequena escala, regularizados com selo de inspeção, comercializam produtos com qualidade e segurança ao consumidor. Nesta edição, foram priorizados produtos com a história e tradição de cada um dos três biomas do Estado, Cerrado, Pantanal e Amazônia, o que aproxima consumidores da identidade local.


Outros produtores deixaram as mercadorias para serem vendidas livremente no “Empório Origem”, loja com caixa único. O preço é definido pelo próprio produtor.

O evento segue até domingo (5) e a área destinada à agricultura familiar é organizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT), em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

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Segundo a analista técnica do Sebrae e gestora do Projeto Origem Mato Grosso, Valéria Pires, a Feira do Empreendedor é a maior vitrine de negócios do Estado.

“Estamos valorizando produtos únicos, que carregam história, tradição e o jeito de fazer de cada comunidade. Nosso maior foco é aproximar o consumidor dos produtores e artesãos locais, mostrando a riqueza de cada região do Estado”. .


Entre os destaques está a produtora Audiley Sancoré, de Tangará da Serra, que se formalizou em 2011 com apoio do Sebrae e hoje produz chocolates artesanais com ingredientes regionais, como a castanha de cumaru. A linha saudável de chocolates inclui opções zero açúcar, zero lactose e 70% cacau, que já foram premiadas em programas de empreendedorismo. “O Projeto Origem veio somar, ajudando a modernizar embalagens e abrir novas oportunidades de mercado”, frisa.

De Cuiabá, a doceria Flor de Coco, representada por Gonçalo Bosco do Nascimento, resgata receitas do período da escravidão. Com doces feitos à base de coco e compotas artesanais, a marca alia tradição e inovação, oferecendo inclusive caixas de degustação que podem ser escolhidas por QR code. “A flor de coco mantém viva uma herança cultural que virou oportunidade de renda”, explicou.

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Já a produtora Ludymilla Caramori de Abreu, proprietária do Sítio Milagre da Vida, em Santo Antônio do Leverger, celebra as conquistas com o selo do Serviço de Inspeção de Agroindústrias de Pequeno Porte do Estado (SIAPP).

Criado em 2024 pela Seaf, Empaer e Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea), o programa desburocratiza a regularização sanitária de produtos alimentícios. “Com o selo, conseguimos comercializar para todo o Estado, inclusive para o Big Lar, que é extremamente exigente em qualidade”, ressalta.

Com expectativa de movimentar R$ 20 milhões em todos os segmentos, a feira comprova que investir na agricultura familiar é garantir crescimento econômico, preservação cultural e inclusão social. Para os produtores de pequena escala, o evento se consolida como espaço de transformação social e conexão ao aproximar consumidores da diversidade e riqueza dos sabores de Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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Politec constata crimes ambientais em operação contra a comercialização ilegal de cobre em Cuiabá

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Peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) constataram impactos ambientais decorrentes do descarte e processamento irregular de cabos, fios e materiais metálicos em três estabelecimentos comerciais e industriais no bairro Novo Colorado, em Cuiabá, que foram fiscalizados durante a Operação Integrada Via do Cobre, deflagrada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

A operação reuniu equipes de órgãos estaduais e municipais para combater furtos, roubos e receptação de cabos, fios e outros materiais que contenham cobre, além de fiscalizar estabelecimentos que atuem na compra, venda, armazenamento, reciclagem ou processamento de metais.

As vistorias resultaram em notificações e advertências aos responsáveis das três sucatas no bairro Novo Colorado, enquanto os estabelecimentos foram interditados em ação conjunta com a Secretaria Municipal de Ordem Pública, da Prefeitura de Cuiabá.

Além disso, os três proprietários foram encaminhados à delegacia, sendo que um deles recebeu voz de prisão por receptação, adulteração de sinais identificadores de veículo e furto de energia elétrica.

Durante os exames, os peritos encontraram armazenamento e posse de grandes quantidades de cobre e alumínio sem comprovação de origem, vestígios de queima de plástico para extração de cobre e desperdício e vazamento de óleo diretamente em solo sem impermeabilização.

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Também foram localizadas ligações clandestinas de energia, a operação de atividades sem licenças ambientais e placas de veículos que ainda estão em circulação em outros estados, com a localização de motor automotivo desmontado e sem documentação legal.

O coordenador de Perícias Externas da Politec, George de Lamônica, explica que, após os registros e coleta dos materiais, os resultados e análises serão detalhados nos laudos periciais que irão compor os inquéritos policiais.

“A Politec identificou infrações graves em três frentes distintas, sendo elas: crimes ambientais, contra o patrimônio e engenharia legal, durante fiscalização a um estabelecimento comercial/industrial, que irão contribuir para as investigações e responsabilização dos infratores, com respostas qualificadas aos crimes relacionados à cadeia ilícita do cobre”, completou.

Fonte: Governo MT – MT

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