MATO GROSSO
Quatro atletas de MT são convocados para representar o Brasil no Campeonato Ibero-Americano de Atletismo
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Foram chamados Jânio Varjão (Barra do Garças), Lissandra Maysa Campos (Nossa Senhora do Livramento), Wendell Jerônimo (Pontes e Lacerda) e Almir Junior (Peixoto de Azevedo). Os três primeiros são bolsistas do programa Olimpus, promovido pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
“Ficamos muito felizes com essa convocação. São quatro atletas mato-grossenses em uma Seleção Brasileira principal, disputando uma competição internacional tão importante e que vai mostrar para o nosso povo a força que o esporte de Mato Grosso tem. Ter a oportunidade de competir em casa e com torcida, com toda certeza vai fazer com que os resultados melhorem e a gente saia daqui com uma ou, quem sabe, mais de uma vaga olímpica”, disse o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Carvalho Neves.
A vinda do evento esportivo internacional, que reúne, a cada dois anos, países ibero-americanos, africanos e Andorra, foi articulada pelo Governo do Estado e é uma oportunidade para atletas obterem índices para os Jogos Olímpicos de Paris 2024 ou pontos no ranking mundial.
“Correr em casa e em Cuiabá, onde eu comecei minha trajetória em competições estaduais, é uma motivação a mais. Estamos bastante empolgados e focados para essa competição”, afirma o atleta Jânio Varjão, que representa a Barra do Garças Associação de Atletismo na prova dos 800m.
Atleta de Nossa Senhora do Livramento, Lissandra Maysa Campos representa o Instituto Vicente Lenílson, de Cuiabá, e é uma das favoritas na prova do salto em distância. “Eu estou muito feliz com a convocação e, ainda, por estar mais uma vez na seleção adulta. Estou confiante de representar meu Estado e minha cidade na nossa pista”, destaca.
Será a primeira vez que o Centro-Oeste recebe a competição. No Brasil, o campeonato já foi realizado em Manaus-1990, Rio-2000, São Paulo-2014 e Rio-2016, cuja edição foi pré-olímpica, como será agora a de Cuiabá. A primeira edição do Ibero-Americano foi realizada em 1983, em Barcelona (ESP).
“Estamos fazendo esporte em todo o Brasil e é assim que o atletismo cresce”, disse o presidente da CBAt, Wlamir Campos, ao convocar os quatro esportistas mato-grossenses, entre eles Wendell Jerônimo, que compete nas provas de 5000m e 10km de corrida de rua representando a Associação de Corredores de Rua de Lucas do Rio Verde.
“Um evento com países da América Central e Caribe, do Norte, do Sul, da África e da Europa – Portugal e Espanha já confirmaram a participação – será uma boa prova de fogo para os brasileiros”, ressaltou Wlamir, que convidou o público de Cuiabá para assistir o evento que ocorre na pista do Centro Olímpico de Treinamento da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).
Também com o apoio do Governo do Estado, Cuiabá já recebeu o Campeonato Sul-Americano de Atletismo Sub-23, em 2022, e o Troféu Brasil de Atletismo, em 2023, que foi considerado sucesso de público, com 250 mil pessoas nas transmissões e 7 mil nas arquibancadas, em quatro dias de disputas.
Fonte: Governo MT – MT
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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT


