MATO GROSSO
Seciteci realiza edição 2026 do Pint of Science em Cuiabá com programação gratuita
MATO GROSSO
Entre os dias 18 e 20 de maio, Cuiabá recebe a edição 2026 do Pint of Science Brasil, iniciativa internacional que promove o diálogo entre ciência e sociedade em ambientes acessíveis e informais. A programação será realizada na sede da Cervejaria Louvada, a partir das 19h, com entrada gratuita e sem necessidade de inscrição prévia. O evento é promovido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Seciteci).
A iniciativa busca levar a ciência para além dos laboratórios, aproximando pesquisadores e sociedade em conversas descontraídas e acessíveis, conectando o conhecimento científico ao cotidiano das pessoas. Mais informações acesse aqui (clique).
O evento é realizado em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso (PROPESQ/UFMT), Parque Tecnológico Mato Grosso, Rede Inova MT, Aginov/Unemat, Unemat e Rede Sucuri, com patrocínio da Cervejaria Louvada, Sicredi, Sindicerv e Abracerva.
De acordo com a professora Marilene Borges da Silva, coordenadora local do festival, “o Pint of Science é um convite para aproximar cientistas e sociedade em um espaço leve e aberto ao diálogo. Queremos mostrar que a ciência faz parte do nosso cotidiano e que todos podem participar dessa conversa”, destaca.
Confira a programação:
18 de maio – 19h | “Do Invisível ao Essencial: Ciência que Explica, conecta e Transforma”
- Sylvio Roberto Accioly Canuto (Presidente da Sociedade Brasileira de Física/USP): Mistérios da Água: Comum, Anômala, Essencial e Fascinante.
- Adalberto Fazzio (Diretor da Ilum/CNPEM/USP): Sylvio Canuto: um cientista, um amigo.
- Mediação: Prof. Dr. Teldo Anderson da Silva Pereira (docente do Instituto de Física da UFMT)
19 de maio – 19h | “Inteligência Artificial: Da Aplicação à Regulação”
- Fernando Selleri (UNEMAT/IFMT/UFMT): Conversando com a IA: Como usar Inteligência Artificial com senso crítico no dia a dia.
- Prof. Dr Rodrigo Zanin (FACET/UNEMAT e Secretário Adjunto na SECITECI-MT): IA Não é Mágica, é Matemática com GPS.
- Mediação: Prof. Dr. André Krindges (Departamento de Matemática – UFMT)
20 de maio – 19h | “Do Invisível ao Protagonismo: Mulheres Transformando a Ciência”
- Profª. Dra. Solange Binotto Fagan (UFN): Invisíveis por Natureza, Gigantes por Escolha: A Rede de Mulheres na Nanociência.
- Profª. Dra. Gracyeli Santos Souza Guarienti (UFMT): Do invisível ao possível: mulheres, tecnologia e educação transformando futuros.
- Mediação: Profª. Dra. Thaís Reggina Kempner (Docente do curso Engenharia de Controle e Automação, no campus de Várzea Grande da UFMT)
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT



