MATO GROSSO
Secretário-geral do TJMT visita Comarca de Barra do Garças e ouve demandas de magistrados e gestores
MATO GROSSO
A Comarca de Barra do Garças (509 km de Cuiabá) recebeu na última quarta-feira (10 de setembro) a visita do secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior. Recém-empossado no cargo e em passagem pela região nordeste do estado, o magistrado fez questão de se reunir com os juízes, gestores administrativos e gestores judiciários para ouvir as demandas, necessidades e anseios de todos os presentes.
Durante o encontro, Agamenon se apresentou aos participantes e compartilhou suas experiências como magistrado, relatando as comarcas por onde passou e destacando sua trajetória de larga experiência no TJMT.
Os gestores administrativos e judiciários deram as boas-vindas ao secretário-geral e manifestaram otimismo com o novo cargo criado pela Presidência do Tribunal de Justiça. A receptividade pela indicação do juiz Agamenon foi reforçada pela sua vasta experiência administrativa.
Os magistrados da comarca apresentaram suas demandas, entre elas a necessidade de ampliação da utilização da ferramenta Lexia na unidade judiciária.
O juiz Michell Lotfi Rocha da Silva, diretor do Fórum e titular da Primeira Vara Cível da Comarca de Barra do Garças, disse que a visita demonstra abertura da Administração do TJMT para o diálogo. “Nos sentimos honrados com a visita do secretário-geral do TJMT Agamenon. Com essa proximidade foi possível tanto os gestores quanto os magistrados expressarem seus anseios e opiniões, sendo ouvidos pela Administração do TJMT. Desejamos sucesso na nova missão”, afirmou.
A gestora-geral Elizângela Nunes de Oliveira Schweig reforçou o caráter produtivo do encontro, que permitiu maior aproximação entre a Presidência do Tribunal e os servidores. “Foi louvável a iniciativa do magistrado Agamenon, secretário-geral da Presidência, em se reunir com os juízes e gestores desta Comarca, pois na ocasião todos tiveram a oportunidade de expressar seus anseios e dificuldades, que por ele serão levados à Presidência do TJ”, destacou.
O gestor da Secretaria Unificada, Ésio Martin de Freitas, ressaltou a importância do momento. “A reunião demonstrou-se produtiva com a receptividade dos servidores e juízes ao secretário-geral, que por sua vez apresentou a todos o intuito da Presidência em manter a escuta ativa na oitiva das necessidades dos colaboradores e magistrados, viabilizando o atendimento de todas as demandas necessárias para a manutenção da prestação jurisdicional”.
Para o secretário-geral, a visita foi uma chance de ouvir diretamente os magistrados e gestores locais. “Foi uma oportunidade de conversar diretamente com os gestores e juízes da Comarca. Uma visita informal, atendendo determinação da Presidência, com o objetivo de uma maior aproximação, colhendo informações diretas de todos que participaram. Os questionamentos foram levados ao presidente, desembargador José Zuquim, tornando, assim, uma via direta de comunicação, permitindo entender as demandas e facilitando uma apreciação”, pontuou o juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior.
Autor: Roberta Penha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
MATO GROSSO
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT



