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Sedec recebe embaixador da China e discute ampliação da cooperação econômica com Mato Grosso

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O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, esteve nesta quarta-feira (11.3) na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) para discutir novas oportunidades de cooperação e ampliar parcerias econômicas com Mato Grosso. Durante o encontro, o secretário César Miranda apresentou ao representante da embaixada e sua comitiva as potencialidades do estado em setores produtivos estratégicos.

A visita reforça uma relação comercial já consolidada entre Mato Grosso e a China. O país asiático é o principal destino das exportações mato-grossenses e também o maior fornecedor de insumos para a produção do estado.

Durante o encontro, o embaixador também ressaltou a solidez das relações diplomáticas entre Brasil e China, que completam cinco décadas.“ É uma relação diplomática sólida de 50 anos, sempre marcada por muito respeito, igualdade e diálogo. É um modelo de relações entre países para o mundo, que nós queremos continuar e ampliar ainda mais”, disse Zhu Qingqiao.

Um dos temas discutidos durante o encontro foi a ampliação das rotas logísticas para escoamento da produção mato-grossense, com destaque para o Porto de Chancay, no Peru, inaugurado em novembro de 2024 com investimento chinês. O terminal é considerado um futuro hub logístico para o comércio da América do Sul com a Ásia.

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Miranda destacou o potencial da nova estrutura para reduzir custos no transporte de mercadorias. “Eu estou extremamente otimista com a inauguração do Porto de Chancay, no Peru, e com a possibilidade de fazermos essa ligação de Mato Grosso até Chancay, para exportar nossos produtos por um porto altamente moderno. Nós estivemos lá visitando no ano passado e sabemos que essa estrutura vai permitir uma economia muito grande no frete marítimo”, afirmou.

O embaixador chinês explicou que estudos estão em andamento para avaliar as melhores alternativas logísticas de integração entre os países envolvidos. “Estamos trabalhando com o lado do Brasil para fazer uma pesquisa, uma avaliação do sistema de transporte, para definir o canal que vai ligar os países envolvidos. No ano passado, nós, na China, trabalhamos com o país. É o melhor projeto do nosso ponto de vista. É uma escolha muito importante”, disse.

Outro tema abordado foi a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Mato Grosso. A proposta é atrair empresas estrangeiras interessadas em instalar unidades industriais no estado para processamento de produtos destinados ao mercado externo.

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A iniciativa busca incentivar que empresas chinesas que já compram commodities mato-grossenses, como soja, milho, gergelim e carne bovina, possam realizar parte do processamento industrial no próprio estado, agregando valor antes da exportação.

César Miranda também destacou o potencial mineral de Mato Grosso como outra área de interesse para cooperação e investimentos. “Mato Grosso tem um grande potencial na área mineral. Podemos trabalhar muito fortemente nisso, atraindo também investidores chineses para explorar os minérios. É um potencial gigantesco. O lugar onde as coisas acontecem, no Brasil e no planeta, é Mato Grosso”, afirmou.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri condena quatro réus por execução ligada a facção

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O Tribunal do Júri de Sorriso condenou, nesta terça-feira (1º), Alison Antônio Silva Vieira, Max Matos de Sousa, Eduardo Vieira da Conceição e Willian da Silva Soares pelo assassinato de Maurício dos Santos Silva de Araújo, ocorrido em janeiro de 2024.Os quatro foram condenados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Alison, Max e Eduardo também foram condenados por integrarem organização criminosa. As penas aplicadas aos quatro réus somam 110 anos de prisão.Segundo a investigação, o crime ocorreu em contexto de atuação do Comando Vermelho (CV) e foi motivado pela suspeita de que Maurício pertencesse ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival. A desconfiança surgiu a partir de uma tatuagem no peito da vítima, interpretada pelos envolvidos como indicativo de ligação ao grupo adversário.A partir dessa suspeita, Max, Willian e um adolescente conduziram Maurício à força para uma quitinete. No local, a vítima foi dominada e amarrada, passando a ser interrogada e agredida. Eduardo chegou à quitinete, também interrogou Maurício sobre a suposta ligação com a facção rival e ajudou nas agressões.Na sequência, o grupo levou Maurício para um terreno baldio, onde Alison se juntou aos demais e realizou uma chamada de vídeo com outros integrantes da organização criminosa, enquanto a vítima continuava sendo interrogada sobre sua suposta vinculação ao PCC. Ainda amarrado os faccionados bateram com pedaço de madeira na cabeça de Maurício que veio a óbito. O exame pericial apontou traumatismo craniano provocado por ação contundente como causa da morte.Após o homicídio, o corpo foi transportado e lançado no Rio Lira, em Sorriso, com a finalidade de ocultá-lo. Na manhã seguinte, o cadáver foi localizado preso a galhadas. Maurício estava amordaçado e com os pés amarrados. O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O motivo torpe decorreu do contexto de disputa entre facções criminosas e da suspeita de que Maurício pertencesse a um grupo rival. O meio cruel foi reconhecido em razão da sequência de submissão, interrogatórios e agressões imposta à vítima antes da morte. Já o recurso que dificultou a defesa decorreu das circunstâncias em que Maurício permaneceu amarrado, subjugado e em inferioridade diante do grupo.Os jurados também reconheceram os crimes de ocultação de cadáver, pelo lançamento do corpo no Rio Lira após o homicídio, e de corrupção de menores, em razão da participação de um adolescente na ação criminosa.Alison Antônio Silva Vieira foi condenado a 36 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, organização criminosa e corrupção de menores.Max Matos de Sousa e Eduardo Vieira da Conceição foram condenados pelos mesmos crimes, cada um à pena de 25 anos e 10 meses de prisão.Willian da Silva Soares foi condenado a 22 anos e quatro meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores.Ao comentar o resultado do julgamento, o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino destacou a importância do enfrentamento institucional às organizações criminosas. “Não vamos admitir que organizações criminosas imponham suas próprias leis, promovam julgamentos clandestinos e decidam quem pode viver ou morrer. O Estado não pode recuar diante das facções. O enfrentamento ao crime organizado será firme, permanente e dentro da lei”, declarou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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