MATO GROSSO
Seduc anuncia vencedores da etapa estadual do Desafio Estudante Influencer
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) anunciou, nesta segunda-feira (15), os vencedores da etapa estadual do Desafio Estudante Influencer, concurso voltado para alunos do 3º ano do Ensino Médio e do 3º semestre da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A competição, que teve como foco o incentivo ao protagonismo juvenil, premiou os estudantes que criaram vídeos criativos sobre o tema “Enem 2025: porta de oportunidades”, utilizando o Instagram com as hashtags oficiais e a marcação do perfil @seduc.mt.
O primeiro lugar foi conquistado por Juliana Caetano de Oliveira, da Escola Estadual Domingos Briante, de Diamantino, com 97% de rendimento. Francisco Pereira da Silva Neto, da Escola Estadual Wilson de Almeida, de Tangará da Serra, ficou com o segundo lugar com 91%. E o terceiro lugar foi para Guilherme Carvalho Moreira, da Escola Estadual Deputado Dormevil Faria, de Pontes e Lacerda, que obteve 88%.
Os três estudantes premiados terão a oportunidade de participar de uma viagem formativa ao Rio de Janeiro, programada para fevereiro de 2026. Durante a viagem, os alunos irão visitar o Cristo Redentor, o Museu do Amanhã, além de participar de atividades educativas organizadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela DGPE (Gestão Pública e Políticas Educacionais da Fundação). A FGV será responsável pelos custos de transporte, hospedagem e alimentação.
O Desafio Estudante Influencer, lançado em novembro, incentivou os estudantes a produzirem vídeos entre 30 segundos e 1 minuto. A proposta era não apenas estimular a criatividade e o protagonismo, mas também promover o uso consciente das redes sociais como ferramenta de aprendizado. Os vencedores da fase regional já haviam recebido kits com smartwatch, fone de ouvido, mochila personalizada e certificado.
A seleção foi realizada em duas etapas: a regional, que já foi concluída, e a estadual, que definiu os três melhores alunos, dois do Ensino Médio e um da EJA. Os critérios de avaliação envolveram o número de curtidas nas postagens e o desempenho nas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa na Avaliação de Saída SEE-MT 2025, além de um sorteio em caso de empate.
O concurso tem como objetivo aproximar os estudantes do Enem, mostrando a importância da prova como uma verdadeira porta de entrada para o ensino superior. Ao mesmo tempo, busca incentivar os alunos a usarem as redes sociais para compartilhar conhecimentos e motivar seus colegas.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, ressaltou que o desafio é uma oportunidade para os estudantes se engajarem com suas trajetórias acadêmicas e se perceberem como agentes de transformação em suas comunidades.
“Queremos que os alunos inspirem seus colegas e que o Enem seja visto não apenas como uma prova, mas como uma porta de oportunidades para todos”, afirmou Porto.
Ele também destacou a importância de eventos como esse para fomentar o uso da internet como um espaço produtivo e educativo, essencial para o futuro dos jovens.
Fonte: Governo MT – MT
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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT



