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Segurança Pública entrega novas viaturas, equipamentos e armamento para unidades prisionais

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Dez viaturas, 150 rádios comunicadores digitais e 298 pistolas Glock 9 mm foram entregues pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) para as unidades prisionais de Mato Grosso na tarde desta terça-feira (28.03). A aquisição faz parte dos investimentos feitos pelo Governo do Estado no Sistema Penitenciário que, entre 2019 e 2022, somaram R$ 150 milhões.

Os comunicadores digitais e as armas vão fortalecer a atividade policial nas 41 unidades prisionais do Estado e nas forças especializadas, sendo elas, o Serviço de Operações Penitenciárias (SOE) e o Grupo de Intervenção Rápida (GIR).

“Os rádios digitais vão dar mais segurança ao operador do sistema penitenciário evitando que qualquer pessoa copie as informações e o que está sendo difundido via rádio. São a Secretaria de Segurança e o Governo de Mato Grosso fortalecendo o sistema prisional”, destacou o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri.

O secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves, ressaltou que a pistola Glock, referência em nível mundial e empregada na Polícia Federal brasileira, passou a ser a arma padrão do Estado e, dentro de 40 dias, está prevista a chegada de mais 429 pistolas para serem entregues aos policiais penais.

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“Assim como o governador Mauro Mendes equipou a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e a Politec, também estão sendo feitos muitos investimentos no sistema penitenciário de Mato Grosso, o que traz melhores condições de trabalho para todos”, afirmou.

Já do total de viaturas, seis foram para as unidades femininas de Colíder, Nova Xavantina, Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis e Nortelândia, que receberam um veículo cada. Outras três foram entregues para a Central de Alternativas Penais e um para o canil, que funciona na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

O secretário Roveri reforçou que esta é mais uma etapa de investimento realizado pelo governador Mauro Mendes no sistema penitenciário de Mato Grosso. “Hoje, entregamos dez viaturas, dentre essas, seis serão utilizadas principalmente nas unidades femininas na assistência das reeducandas gestantes, com enfermidades e com idade avançada, que não podem ser transportadas em viaturas comuns. Estamos garantindo mais dignidade para essas pessoas”, disse.

Na solenidade, Roveri conversou ainda com diretores das unidades prisionais da capital e do interior do Estado presentes e destacou a importância de estar mais próximo, conhecendo a realidade, ouvindo reivindicações e trabalhando em conjunto pelas melhorias das cadeias e presídios.

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“Esse contato é muito importante. Conversamos hoje, por exemplo, com seis diretores de cadeias no interior do Estado que nos passaram as reformas e as melhorias que estão sendo feitas na estrutura física das unidades”, afirmou. A aquisição dos equipamentos e armamento conta ainda com recursos da Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Fonte: Governo MT – MT

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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