MATO GROSSO
Sema aproxima casal de antas para possível reprodução em Santo Antônio de Leverger
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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) realizou a soltura branda de um casal de antas em uma área credenciada e parceira, localizada no município de Santo Antônio de Leverger. Estratégica, a aproximação dos dois exemplares da mesma espécie tem como objetivo garantir eventual reprodução.
A anta fêmea, carinhosamente conhecida como “Consuelo”, foi resgatada há mais de um ano, ainda filhote e sem a companhia da mãe, na BR-163. Após ter sido encontrada pela concessionária da rodovia, ela passou por cuidados médico veterinários e nutricionais no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Lucas do Rio Verde.
Logo depois, foi entregue à Área de Soltura de Animais Silvestres (Asas) da Fazenda São Benedito, em Jangada, com o objetivo de manter os cuidados e iniciar a aclimatação para posterior soltura.
Já “Chico”, o mamífero macho, foi resgatado na cidade de Colniza, no noroeste do Estado, no dia 31 de julho deste ano, quando se tornou agressivo no período reprodutivo, apresentando risco à segurança da população. Na ocasião, a Sema se deslocou até o município para destiná-lo à Reserva Ecológica Cunhataí-Porã.
Durante a passagem do animal pela reserva, ele perdeu a disputa por uma fêmea com outro macho e precisou ser encaminhado para uma clínica veterinária em Sorriso, onde passou por tratamento clínico-veterinário e recebeu alta nesta semana.
O analista de Meio Ambiente da Gerência de Fauna da Sema, Flávio Thiel, explica que a equipe alocou o casal de animais em uma área de grande extensão, em regime de soltura branda, com pasto e represa. Além disso, o casal será monitorado pelos funcionários da fazenda.
“A soltura ocorreu muito bem. Eles estavam em uma caixa de transporte; abrimos e ela (a fêmea) já foi procurar água para beber. Já havíamos colocado algumas frutas para o macho, e eles ficaram ali em uma sombra — os dois são bastante tranquilos”, destacou o analista, que acompanhou o processo.
Orientações
A Sema orienta que, ao se deparar com crimes contra animais silvestres, a população denuncie por meio da Ouvidoria Setorial da Sema, pelos números (65) 3613-7398 e (65) 98153-0255 (telefone e WhatsApp), ou pelo e-mail [email protected]
, ou ainda em uma das unidades regionais.
Se encontrar animais silvestres que necessitem de resgate, acione a Polícia Militar pelo 190 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. O procedimento é importante para evitar riscos desnecessários tanto à saúde do animal quanto à do cidadão.
*Com supervisão de Clênia Goreth
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
Fonte: Ministério Público MT – MT



