MATO GROSSO
Seminário do Marco Zero PPSUS discute pesquisas estratégicas para fortalecer o SUS em MT
MATO GROSSO
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) realiza nesta segunda e terça-feira (25 e 26.5), o Seminário Marco Zero do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), iniciativa voltada ao financiamento de pesquisas científicas direcionadas às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS).
O evento ocorre no auditório da Escola Estadual Tecnológica da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), na Avenida Gonçalo Antunes de Barros, ao lado da Escola Estadual da Polícia Militar Tiradentes, em Cuiabá.
O seminário marca a etapa inicial obrigatória do PPSUS e reúne pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições parceiras para atividades de alinhamento técnico, monitoramento e acompanhamento das pesquisas contratadas.
A iniciativa é desenvolvida em parceria entre o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Governo do Estado, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).
A programação inclui a apresentação e discussões sobre a execução dos projetos financiados, estratégias de inovação em saúde pública e o fortalecimento da produção científica regional como ferramenta de enfrentamento às desigualdades no acesso à saúde.
Segundo a coordenadora-geral de Evidências e Pesquisa em Saúde do Ministério da Saúde, Patrícia de Campos Couto, o programa foi estruturado para atender as necessidades específicas de cada estado brasileiro.
“Esse programa olha para as necessidades de saúde de cada Estado e financia pesquisa para aquele Estado. A gente identifica as linhas prioritárias e apenas pesquisadores locais podem desenvolver os estudos. É um fomento muito voltado para a equidade no Brasil”, afirmou.
De acordo com Patrícia, a atual edição do PPSUS é considerada a maior já realizada desde a criação do programa. Os 27 estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, participam da iniciativa. Mato Grosso integra o programa pela sexta vez, após participar de cinco edições anteriores.
Nesta edição, o Estado contará com investimento de R$ 4 milhões destinados ao financiamento de pesquisas em saúde pública. A coordenadora destacou que os recursos devem ser entendidos como investimento do Governo Federal e Estadual como estratégico no avanço científico e na melhoria dos serviços públicos de saúde.
“O PPSUS é muito importante para iniciar pesquisas que futuramente poderão ser incorporadas ao sistema de saúde. Muitas delas já acabam sendo utilizadas localmente. A gente investe em pesquisa porque ela é fundamental para o avanço da saúde pública”, ressaltou.
“Ao financiar pesquisas alinhadas às demandas de cada região, o programa busca garantir que o conhecimento científico produzido alcance diretamente hospitais, postos de saúde e unidades do SUS, beneficiando a população atendida pelo sistema público”, ressaltou a coordenadora de pesquisa científica da Fundação de Amparo á Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), professora Livia Mondin.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Plano prevê aquisição de aeronave, reforço do efetivo e intensificação das ações
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) reforçou o Plano de Operações da Temporada de Incêndios Florestais (POTIF) para 2026. A previsão é a aquisição de uma nova aeronave, a ampliação do efetivo operacional e a intensificação de ações e programas estratégicos para enfrentar o período de estiagem no Estado.
De acordo com o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, a estratégia foi elaborada com base nos resultados alcançados em 2025 e nos prognósticos climáticos para 2026. “A maior preocupação é que vamos ter influência do El Niño, que traz uma condição de ondas de calor, baixíssima umidade e fortes ventos. Tudo isso favorece a evolução de grandes incêndios. Eles começam pequenos, mas, nessas condições atmosféricas, incêndios de pequena proporção podem se transformar rapidamente em grandes incêndios. É nesse cenário que realizamos nosso planejamento”, comentou.
Por isso, segundo o comandante, estão sendo feitos investimentos em estrutura, equipamentos, tecnologia e capacitação do efetivo, com o objetivo de ampliar a capacidade de resposta das equipes e garantir maior agilidade e eficiência no combate aos incêndios florestais em todas as regiões do Estado. “Esse grande investimento que o Governo do Estado faz nas instituições, não só no Corpo de Bombeiros Militar, mas em todos os órgãos que participam desse trabalho, contribui para fortalecer as ações de enfrentamento aos incêndios, especialmente na capacidade de resposta mais rápida”, disse.
Resposta operacional
Dentre as aquisições a serem realizadas está a de uma aeronave do tipo helicóptero, modelo aeromédico, com capacidade para combate a incêndios e embarque mínimo de cinco passageiros, além de dois pilotos, no montante de R$ 32 milhões. O contrato foi acionado nesta segunda-feira (25.5), durante o lançamento do Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e aos Incêndios Florestais.
Além da aeronave, também está previsto o emprego do veículo anfíbio SHERP, adquirido para garantir o deslocamento em áreas de difícil acesso e atravessar ambientes intransitáveis. Também está previsto, nesta fase de resposta operacional, um reforço significativo da estrutura operacional. Serão mobilizados diariamente um efetivo de 483 bombeiros militares nos Instrumentos de Resposta Temporária (IRTs), além da contratação de 150 brigadistas estaduais e da mobilização de 72 brigadistas municipais, com apoio da Força Nacional de Segurança Pública.
O plano prevê, ainda, a locação de 80 viaturas e o emprego de 28 máquinas para reforçar as ações operacionais. Na aviação, serão utilizadas duas aeronaves Air Tractor do Grupamento de Aviação Bombeiro Militar (GAVBM), outras quatro aeronaves da Defesa Civil Estadual e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), ampliando a capacidade de resposta às ocorrências.
Ao todo, a estrutura operacional contará com 109 instrumentos de resposta, entre brigadas estaduais e municipais mistas, bases descentralizadas, equipes de aviação e grupos de intervenção e apoio operacional. Além disso, o planejamento prevê ações de responsabilização, com equipes integradas de fiscalização e perícia, além de operações voltadas ao resgate da fauna silvestre atingida pelos incêndios.
O POTIF contempla também a construção e a manutenção de aceiros em pontos estratégicos, em parceria com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). A previsão é da implantação de cerca de 1,5 mil quilômetros de aceiros em diferentes regiões do Estado, com o objetivo de reduzir o acúmulo de material combustível às margens das rodovias estaduais e dificultar a propagação do fogo.
Como medida complementar, também serão intensificadas as ações de queima prescrita em áreas previamente definidas, como forma de reduzir o acúmulo de biomassa antes do período mais crítico da estiagem e, consequentemente, minimizar o risco de grandes incêndios florestais. Duas operações já foram realizadas às margens da MT-351, conhecida como Estrada do Manso, e na Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada dos Guimarães, na região do Mirante do Centro Geodésico da América do Sul.
Tecnologia e pesquisa
Já na área de inovação, o POTIF também prevê investimentos em tecnologia e pesquisa, incluindo o uso da plataforma de gestão de incêndios, que reunirá ferramentas de sensoriamento, estatísticas, meteorologia e Sistema de Comando de Incidentes. Também está prevista a implementação do Centro de Pesquisa Aplicada aos Incêndios Florestais de Mato Grosso.
O centro terá como objetivo ampliar a capacidade de monitoramento, prevenção e combate aos incêndios florestais em todo o território mato-grossense. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 2 milhões, via Ministério Público do Estado.
Programas e projetos
Entre as principais iniciativas em relação a programas e projetos está o “Municípios Resilientes”, voltado ao fortalecimento da capacidade local de prevenção e resposta aos incêndios florestais. O programa oferece apoio à elaboração de planos operacionais municipais, suporte para a aquisição de equipamentos e à estruturação de brigadas.
A ação atenderá diretamente 12 municípios mato-grossenses: Barão de Melgaço, Cláudia, Feliz Natal, Bom Jesus do Araguaia, Querência, Mirassol D’Oeste, Conquista D’Oeste, Vila Bela da Santíssima Trindade, Juína, Juara, Nova Bandeirantes e Marcelândia.
Outra frente estratégica prevista no POTIF é o fortalecimento do projeto “Aldeia Verde”, destinado ao apoio às comunidades indígenas por meio de capacitações, suporte operacional e incentivo a práticas preventivas e de combate aos incêndios florestais. O programa também prevê premiações para as terras indígenas que apresentarem maior redução nos indicadores de fogo.
A iniciativa busca ampliar a atuação preventiva dentro dessas regiões, que correspondem, atualmente, a cerca de 21% do território de Mato Grosso e concentram parte significativa dos focos de incêndio registrados no Estado.
Já na área da educação ambiental, o projeto Sentinelas do Amanhã, desenvolvido junto a professores e alunos, também será reforçado neste ano. O objetivo da iniciativa é estimular a conscientização de crianças e adolescentes sobre a importância da educação ambiental e da conservação dos recursos naturais.
Fonte: Governo MT – MT
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